Papa Francisco esclarece comentários sobre homossexualidade e pecado em nota

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O papa Francisco esclareceu os recentes comentários feitos sobre homossexualidade e pecado, dizendo que ele estava simplesmente se referindo ao ensino moral católico oficial de que qualquer ato sexual fora do casamento é pecado. Em nota na sexta-feira, 27, o pontífice argentino lembrou que mesmo esse ensino está sujeito a circunstâncias que podem eliminar o pecado.

O papa fez os comentários pela primeira vez em uma entrevista à a agência de notícias Associated Press na terça-feira, 24, na qual declarou que as leis que criminalizam a homossexualidade eram "injustas" e que "ser homossexual não é crime, mas pecado".

"Bem, primeiro vamos distinguir pecado de crime. Mas a falta de caridade para com o próximo também é pecado", afirmou o pontífice, na ocasião.

Suas palavras foram saudadas por ativistas LGBT+ como um marco que ajudaria a acabar com o bullying e a violência contra as pessoas da comunidade. Mas sua referência ao "pecado" levantou questões sobre se ele acreditava que o mero fato de ser gay era em si um pecado.

James Martin, um jesuíta americano que dirige o Outreach para católicos LGBT+ no país, pediu esclarecimentos a Francisco e postou a resposta manuscrita do pontífice no site do Outreach na sexta-feira.

Em sua nota, Francisco reafirmou que a homossexualidade "não é crime" e disse que falou "para sublinhar que toda criminalização não é boa nem justa".

"Quando eu disse que é pecado, estava simplesmente me referindo ao ensinamento moral católico que diz que todo ato sexual fora do casamento é pecado", escreveu o papa.

Mas, em um aceno para sua abordagem pastoral caso a caso, ele observou que mesmo esse ensino está sujeito à consideração das circunstâncias, "que diminuem ou anulam" a culpa.

Ele reconheceu que deveria ter sido mais claro em sua entrevista à AP, mas disse que usou "linguagem natural e coloquial" que não exigia definições precisas.

Georg Gänswein revelou que Bento XVI se sentia "vigiado" pelo sucessor, com quem tinha divergências dentro da Igreja Católica; Vaticano não reagiu oficialmente, mas ex-funcionário foi chamado para reunião

"Como podem constatar, eu estava repetindo uma coisa geral. Eu deveria ter dito: 'É pecado, assim como qualquer ato sexual fora do casamento. Isto, falando da 'matéria' do pecado, mas bem sabemos que a moral católica, além da matéria, avalia a liberdade, a intenção; e isso, para todos os tipos de pecado", disse Francisco.

Cerca de 67 países ou jurisdições em todo o mundo criminalizam relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, e 11 deles podem ou carregam a pena de morte, de acordo com o The Human Dignity Trust, que está trabalhando para acabar com essas leis.

Especialistas apontam que mesmo quando as leis não são cumpridas, elas contribuem para o assédio, estigma e violência contra pessoas LGBT+.

Durante entrevista à AP, papa reconheceu ainda que os bispos católicos em algumas partes do mundo apoiam leis que criminalizam a homossexualidade ou discriminam a comunidade LGBT+, chamando a homossexualidade de "pecado". No entanto, ele atribuiu essas atitudes a contextos culturais e disse que os bispos em particular também devem passar por um processo de mudança para reconhecer a dignidade de todos.

A doutrina Católica proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando que o sacramento do casamento é um vínculo vitalício entre um homem e uma mulher. Em seu pontificado de uma década, Francisco manteve essa doutrina, mas fez do alcance da comunidade LGBT+ uma prioridade. Além disso, ele enfatizou uma abordagem mais misericordiosa na aplicação da doutrina, para acompanhar as pessoas em vez de julgá-las.

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Última eliminada do BBB 25, com 54,52%, Vitória Strada participou do Mais Você, nesta segunda-feira, 21, e falou sobre o rompimento com Camilla e Thamiris. A atriz e as duas irmãs formaram uma aliança ao longo do programa, mas se afastaram após informações reveladas pelo quadro RoBBB Seu Fifi.

Durante a conversa com Ana Maria Braga, Vitória reconheceu que demorou a perceber o comportamento delas. "Tão bobinha eu. A gente não tem o pay-per-view, então eu só tinha o que os meus olhos podiam ver. E ninguém me contava muita coisa", disse. "Na minha vida aqui fora também sou assim, eu não sou de largar nenhum aliado meu na primeira briga, tentativa, e foi o que eu tentei fazer com elas ali. Estava agindo com o que eu tinha, e eu não sabia de todo o resto."

Segundo a atriz, ela passou a perceber o distanciamento das duas após uma votação. Ao comentar sua liderança no jogo, quando dividiu o quarto com Diego Hypolito e Thamiris, Vitória explicou que não conseguiu indicar Camilla ao Paredão, pois preferiu seguir o que sentia.

Ela tentou uma reconciliação com Thamiris, com quem sentia mais "abertura", mas depois que ouviu os relatos do RoBBB Seu Fifi, ficou surpresa com o que descobriu. Após o quadro, afirmou que foi o momento de se priorizar. "Ali eu estava vendo muito mais o lugar do outro do que o meu sentimento", desabafou.

Ao final da entrevista, Vitória refletiu sobre o que faria diferente. "Tenho certeza de que tudo que vivi foi porque eu tinha que aprender alguma coisa. [...] Mas, se a gente está falando objetivamente, talvez ter confiado, me entregado demais para as pessoas", concluiu.

Uma vaquinha online foi aberta para ajudar a atriz Maidê Mahl, de 32 anos, que segue em recuperação após ter sido encontrada com ferimentos graves e desacordada em um hotel de São Paulo, em setembro do ano passado. A informação foi divulgada na noite de domingo, 20, no Instagram dela.

De acordo com a publicação, Maidê saiu da UTI, mas ainda requer cuidados especiais. Ela está sendo acompanhada por uma mulher chamada Mariá, que deixou o trabalho para se dedicar integralmente à recuperação da atriz.

"Os gastos com medicamentos, alimentação e cuidados básicos são altos, e elas precisam da nossa ajuda. Qualquer valor faz diferença. Se puder, contribua e compartilhe. Juntos, podemos garantir que a Maidê siga vencendo essa batalha!", dizia a publicação.

A atriz ficou conhecida por interpretar Elke Maravilha na série O Rei da TV (2022) e por atuar em Vale dos Esquecidos. Em setembro de 2024, ela desapareceu após ser vista com uma mochila nas costas no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo.

Três dias depois, em 5 de setembro, a atriz foi localizada em um hotel na região central da cidade, com ferimentos graves e inconsciente. Ela ficou internada na UTI por um mês, em coma, e recebeu alta hospitalar apenas no fim de janeiro deste ano.

No último dia 18, Maidê fez sua primeira publicação nas redes sociais desde o ocorrido. "Meu coração é pura saudade quando vejo esse vídeo. Quando eu falava, cantava, eu andava e dançava. Agora esse sonho está perto de se realizar", escreveu ela, sem dar detalhes sobre o tratamento. A atriz disse estar em reabilitação no maior centro especializado da América Latina e demonstrou otimismo com a recuperação.

O texto abaixo contém spoilers do segundo episódio da nova temporada de 'The Last of Us'.

A HBO e a Max exibiram no domingo, 20, o segundo episódio da nova temporada de The Last of Us. A produção trouxe um dos momentos mais aguardados e polêmicos do videogame: a morte de Joel, interpretado por Pedro Pascal. A cena, marcada por violência, foi debatida pelos criadores Craig Mazin e Neil Druckmann em entrevista à revista Variety.

Na trama, Joel é atacado por Abby (Kaitlyn Dever) durante uma patrulha, após ajudá-la a escapar de infectados. Ela o atrai até uma cabana, onde o personagem é ferido e espancado diante de Ellie (Bella Ramsey), que tenta intervir. A motivação da personagem está ligada aos acontecimentos do final da primeira temporada. Enquanto isso, a cidade de Jackson lida com uma invasão de infectados, ampliando a tensão.

Druckmann explicou que o momento precisava ocorrer ainda no começo da temporada para dar início ao novo arco narrativo da série - no jogo, a morte de Joel também acontece no início. Para ele, atrasar essa virada poderia enfraquecer o impacto da história.

Mazin completou dizendo que o desafio era equilibrar a surpresa para quem ainda não conhecia o jogo e a expectativa de quem já sabia o que viria.

"Existe o risco de atormentar o público, e não é isso que queremos fazer. Se as pessoas souberem que isso vai acontecer, vão começar a se sentir atormentadas. E quem não sabe, vai acabar descobrindo, porque todo mundo comentaria sobre a ausência da cena", explicou o criador. "Nosso instinto foi garantir que, quando acontecesse, parecesse natural dentro da história - e não como uma escolha pensada apenas para abalar o público."

A versão televisiva da história também expande elementos que, no jogo, aparecem apenas como menções. A crise em Jackson, por exemplo, foi mostrada de forma mais direta, o que ajuda a consolidar o local como um personagem dentro da narrativa. "Queríamos que o público levasse Jackson em consideração daqui para frente", disse Druckmann.

O episódio também aprofunda a relação entre Joel e Dina (Isabela Merced), que não chega a ser mostrada no jogo. A adaptação sugere que, ao longo dos anos em Jackson, Joel e Dina desenvolveram uma conexão próxima, o que reforça o impacto emocional do ataque. Já a dinâmica entre Ellie e Dina ainda está em construção, com diferenças importantes em relação ao material original.