Joias do 'coração' do Ipiranga ganham nova vida

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Oficialmente é Salão Nobre ou Salão de Honra. Mas, para os 250 mil visitantes que todos os anos realizavam o percurso interno do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, o imponente ambiente de 182 metros quadrados e mais de 10 metros de pé-direito, acessado pela escadaria monumental do edifício, sempre foi o coração do passeio.

No percurso expositivo planejado pelo historiador Afonso d'Escragnolle Taunay (1876-1958) um século atrás para celebrar o primeiro centenário da Independência, em 1922, coube a esse salão a exibição de dez telas importantíssimas para a própria criação do imaginário nacional - entre elas, Independência ou Morte, obra de 4,15 por 7,6 metros, pintada em 1888 por Pedro Américo (1843-1905) e que se tornaria a maior tela em exposição permanente em um museu de São Paulo.

Era de se esperar que esse espaço e suas obras merecessem um cuidado especial durante as obras de restauração e ampliação do edifício-sede do Ipiranga, em andamento desde outubro de 2019. O museu está fechado desde 2013, quando foi interditado às pressas por segurança. A previsão de reinauguração está mantida para 2022, no bicentenário da Independência.

Mas havia um problema: falta de caixa. "O Museu Paulista tem uma grande quantidade de obras que precisariam ser restauradas para a reabertura das exposições", conta ao Estadão a arquiteta Rosaria Ono, diretora da instituição. "São 43 no total (incluídas as dez do Salão Nobre), com um custo aproximado de R$ 1,3 milhão."

"No entanto, sua concretização dependia de verbas para a realização. O museu tinha, em seu orçamento, cerca de 20% do valor garantido." Veio a ajuda, por meio de um programa de fomento artístico do Bank of America, dos Estados Unidos.

Dez meses de trabalho. O valor total investido pela instituição bancária não é divulgado, mas, conforme Ono, "o restauro de nove será contemplado pela doação do Bank of America, assim como a aplicação do verniz final do quadro Independência ou Morte" - a tela já vinha sendo recuperada, mas a conclusão do trabalho sofreu atrasos em decorrência da pandemia de covid-19. "Todos esses quadros compõem o Salão Nobre, o espaço mais visitado do museu antes do fechamento", ressalta a diretora.

Responsável pela área de Meio Ambiente, Social e de Governança do banco na América Latina, o executivo Thiago Fernandes diz que "fazia tempo" que a instituição vislumbrava apoiar o Museu do Ipiranga.

"Além de representar uma documentação visual de importantes momentos históricos, seu acervo nos propicia refletir e admirar, nos conectar a nós mesmos e vivenciar emocionalmente acontecimentos passados", destaca. "Quem quiser entender a construção da nação brasileira independente tem de passar pelo Museu do Ipiranga com tantas obras que refletem tanto em sua temática quanto em sua forma de expressão muitas características genuinamente nacionais."

Há a previsão ainda da produção de um livro com os bastidores do restauro e a história dessas obras. O início deve ocorrer ainda em julho, e o cronograma prevê que as telas estejam prontas em maio do ano que vem. Independência ou Morte, cujas dimensões não permitem uma retirada segura do ambiente, teve o trabalho de restauro - e agora o terá a finalização - feito no próprio salão.

"A obra permaneceu na parede em que foi instalada desde 1895. Ela está protegida por uma estrutura metálica e vedações erguidas antes do início das obras de restauro arquitetônico do edifício e do salão", conta o historiador Paulo César Garcez Marins, pesquisador do Museu do Ipiranga.

Segundo Marins, a última vez que esses trabalhos foram restaurados foi nas décadas de 1960 e 1970. "Nove das pinturas ficaram exibidas nessa salão ao longo de quase um século, sendo que Independência ou Morte está ali há cerca de 125 anos - e foi restaurada em 1972", conta.

"O restauro atual de Independência ou Morte foi iniciado em 2019 com verbas da USP, em ação coordenada por nossa restauradora de pinturas, Yara Petrella", conta ele. "Isso já permitiu que fossem retiradas camadas de verniz amarelecidas e que novos retoques fossem realizados com materiais compatíveis. As outras nove pinturas passarão por trabalhos profundos de restauro, como planificação, reentelagem, retoques, troca de chassis e molduras, restauro de dourações e aplicação de vernizes protetores." O trabalho deve envolver cerca de dez profissionais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Vitória Strada é a mais nova líder do Big Brother Brasil 25. Ela terá de indicar um competidor ao Paredão já amanhã. O reality segue em Modo Turbo, e terá uma dinâmica diferente nesta semana.

A Prova do Líder envolveu habilidade e agilidade. Cada jogador tinha um closet com peças imantadas com roupas, calçados e acessórios. Eles deveriam decorar vitrines expostas e colocar no manequim as peças de acordo com cada look. O jogador podia entrar e sair do closet quantas vezes quisesse para observar os modelos.

Vencia a etapa classificatória e ganhava uma vaga na final o jogador que montasse corretamente no menor tempo. Vinícius foi vetado pelo líder Maike e não participou da prova.

Guilherme, Delma e João Pedro foram os primeiros a competir. Guilherme foi o primeiro a bater o botão e João Pedro o segundo, mas os dois erraram na montagem do manequim e foram desclassificados. Delma venceu a primeira bateria e foi para a rodada final.

Na segunda rodada, em disputa com Daniele Hypolito e João Gabriel, Vitória Strada teve um ótimo desempenho. A atriz foi a primeira a bater o botão, com todos os manequins preenchidos corretamente e foi para a rodada final.

Renata, Maike e Diego Hypolito competiram pela terceira rodada. A primeira a apertar o botão foi Renata, mas a bailarina errou uma das peças e foi desclassificada. O segundo a apertar foi Diego, mas o ginasta escolheu peças erradas e também foi desclassificado. Por ter sido o último a apertar o botão e acertado todas as peças, Maike foi classificado para a rodada final.

Na rodada final, Delma, Vitória e Maike disputaram a liderança. A atriz repetiu o excelente desempenho da primeira participação e venceu a prova, tornando-se a 13ª líder da temporada.

VIP e Mira do Líder

Para o VIP, Vitória escolheu Diego e Daniele, que, assim como a atriz, passaram a maior parte do jogo na Xepa. Vitória também já definiu quem coloca em sua mira. A atriz escolheu João Pedro, João Gabriel e Renata.

O apresentador Tadeu Schmidt anunciou que Maike e Delma terão que escolher em consenso um outro participante para ir ao Paredão, que será formado no sábado, 5. Entretanto, o apresentador não alertou que, caso não entrem em consenso, os dois estarão no Paredão, que passará a ser quádruplo.

Foi nos anos 2010 que Sylvester Stallone se encantou pelo livro Levon's Trade, de Chuck Dixon. Não chega a surpreender: o romance é uma mistura de Rambo com Busca Implacável - combinação que resume a carreira do astro. Ele planejava adaptar a obra para a TV, mas o projeto hibernou. Até que, em 2023, ressurgiu, mas com uma nova proposta: um filme estrelado por Jason Statham, dirigido por David Ayer e roteirizado pelo próprio Stallone.

Resgate Implacável, em cartaz nos cinemas brasileiros, é daqueles filmes cuja premissa revela sua trajetória completa. Traz a história de um trabalhador da construção civil (Statham) que parte em busca dos sequestradores da filha de seu chefe. É a clássica narrativa de vingança, em que o protagonista aparentemente comum revela habilidades quase sobre-humanas. Em poucas palavras: é cheio de tiro, porrada e bomba.

"Fiquei empolgado com a história", revela o diretor David Ayer em entrevista ao Estadão. "É uma trama simples, um gênero familiar. Mas vi uma oportunidade de me divertir e fazer algo diferente."

Na prática, porém, Resgate Implacável distancia-se da ambição de Ayer de criar algo de fato inovador. O filme entrega exatamente o prometido: uma narrativa de vingança, uma obra que carrega o DNA de Sylvester Stallone em cada cena.

Durante o processo criativo, Ayer e Stallone mantiveram um amplo diálogo. "Foi um sonho trabalhar com ele, sua trajetória como roteirista é incrível. Trabalhar com alguém com a história que ele tem foi gratificante", afirma o diretor.

Quanto a Statham, Ayer o considera o parceiro ideal por ser "uma enciclopédia do cinema de ação" e por realizar suas próprias cenas perigosas, dispensando dublês. "Às vezes, ele diz coisas como 'não quero fazer isso porque já foi feito em 1979'."

Sobre o gênero, o diretor acrescenta: "Vejo hoje duas tendências, a mais técnica e a mais emocional e clássica. É nesta que me encaixo. Os filmes de ação dos anos 80 e 90 têm algo reconfortante, como comida caseira. É disso que eu gosto".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Amir Labaki, criador e diretor do É Tudo Verdade, vê com bons olhos o fato de o gênero despertar grande interesse nas novas gerações, mas pondera que, muitas vezes, as produções que mais chegam ao público não são as mais completas.

"Hoje, o documentário é muito mais visível, ele faz parte do cotidiano das pessoas. Quando surge o streaming, e um dos formatos prediletos do streaming é o seriado, é natural que o documentário também o abrace. Infelizmente, de maneira menos original, e eu acho que não por responsabilidade dos realizadores, e sim das plataformas."

Labaki considera que o streaming, embora produza muito em volume, ainda adota uma visão antiquada do audiovisual, baseada em repetições.

"Logo que começaram a exibir retratos de artistas e documentários que chamam de true crime, as plataformas viram que isso era popular", nota. "É o que estão fazendo. As plataformas têm que rasgar essa cartilha conservadora e emburrecedora."

Lista de filmes inclui clássicos e novos olhares para o gênero

A Bolha

O curta-metragem (foto) dirigido por Caio Baú retrata a Liga Nacional de Futebol de Times LGBTQIA+, realizada em São Paulo. Com depoimentos de atletas amadores que jogam na competição.

Dia 7, 15h, e dia 10, 14h30, na Cinemateca Brasileira

A Invasão

Dirigido por Sergei Loznitsa, documenta a luta do povo ucraniano diante da invasão russa e aborda os conflitos vividos pelos cidadãos.

Dia 6, 21h30, na Cinemateca Brasileira; dia 12, 20h30, no Instituto Moreira Salles

Bruscky: Um Autorretrato

Paulo Bruscky é acompanhado pela câmera de Éryk Rocha, que relembra a carreira do artista pernambucano, passando pelas lembranças da ditadura militar e de seus grandes trabalhos artísticos.

Dia 9, 20h30, na CineSesc; dia 10, 17h, na Cinemateca Brasileira

Chaplin: O Espírito do Vagabundo

A família do ator e cineasta explora as origens de um de seus personagens mais famosos, o Vagabundo, e suas heranças ciganas. Com depoimentos e imagens inéditos.

Dia 5, 14h30, na Cinemateca Brasileira

Meus Fantasmas Armênios

Filha do ator Vigen Stepanyan, Tamara Stepanyan investiga a história de resistência do cinema armênio.

Dia 5, 18h, no Instituto Moreira Salles; dia 11, 14h30, na Cinemateca Brasileira

Quando o Brasil Era Moderno

Fabiano Maciel explora a relação entre arquitetura e sociedade a partir do prédio do Ministério da Educação e Saúde no Rio.

Dia 7, 20h30, no CineSesc; dia 8, 17h, na Cinemateca Brasileira

Crônicas do Absurdo

As contradições da dinâmica social e política da Cuba de hoje, longe do olhar dos turistas, é o tema de Miguel Coyula.

Dia 7, 21h30, na Cinemateca Brasileira; dia 9, 20h30, no Instituto Moreira Salles

Trens

A partir de imagens de arquivo e do design de som, o filme de Maciej J. Drygas propõe "uma viagem de trem artística e reflexiva pela Europa".

Dia 12, 20h30, na Cinemateca Brasileira

Série histórica

Retrospectiva Vladimir Carvalho

A mostra dedicada ao diretor inclui filmes como O País de São Saruê (dia 4, 17h30, CineSesc); O Engenho de Zé Lins (dia 4, 16h, Centro Cultural São Paulo); O Evangelho Segundo Teotônio (dia 5, 14h, Instituto Moreira Salles); Cícero Dias, o Compadre de Picasso (foto; dia 5, 16h, Centro Cultural São Paulo); ou Barra 68 - Sem Perder a Ternura (dia 8, 14h, Instituto Moreira Salles)

O Velho - A História de Luiz Carlos Prestes

Documentário de Toni Venturi sobre o líder do Partido Comunista Brasileiro.

Dia 18, 17h30, no CineSesc

Cabra Marcado para Morrer

O filme de Eduardo Coutinho aborda o assassinato de João Pedro Teixeira, líder da Liga Camponesa de Sapé .

Dia 7, 17h30, no CineSesc

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.