Saiba quem são os brasileiros desaparecidos após ataque terrorista do Hamas a rave em Israel

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Três brasileiros continuam desaparecidos após ataques terroristas do Hamas a Israel, segundo o Ministério das Relações Exteriores informou neste domingo, dia 8. São duas mulheres e um homem, todos jovens, que participavam de um festival de música eletrônica no distrito sul israelense. Autoridades do governo federal já sabem que cerca de 260 corpos foram encontrados no local.

Um quarto brasileiro, ferido durante a invasão de radicais islâmicos à mesma festa rave, recebeu alta hospitalar e passa bem.

Trata-se de Rafael Zimerman. Ele já foi ouvido por autoridades brasileiras e investigadores de Israel.

Segundo relatou, uma granada teria sido lançada pelos militantes extremistas do Hamas no bunker onde havia se refugiado.

Zimerman foi encontrado desacordado e com vida. Os socorristas o levaram ao hospital em Soroka e depois o transferiram para Haifa.

Os quatro brasileiros tinha dupla nacionalidade, frequentavam a mesma rave em que o pai de Alok tocaria. Alguns eram conhecidos entre si.

Segundo relatos de participantes da festa, quando amanhecia e os foguetes do Hamas disparados de Gaza atingiam Israel, parte das pessoas se dispersou rapidamente, enquanto outros preferiram esperar uma brecha no bombardeio aéreo para se deslocar.

No entanto, os terroristas palestinos também invadiram por terra e por ar o território israelense, chegaram até a área do festival Tribe of Nova Edição Universo Paralello, a cerca de 20 quilômetros da Faixa de Gaza. Lá, abriram fogo indiscriminadamente. Zimerman desencontrou-se dos demais durante a fuga.

Até o momento, ainda segue desconhecido o paradeiro de Bruna Valeani, Ranani Glazer e Karla Stelzer.

Bruna e Karla ainda fizeram comunicações com familiares e amigos, na manhã de sábado, dia 7, mas depois não foram mais localizadas por telefone.

Muito abalados, familiares dos três foram orientados a comparecer a delegacias de polícia para colher amostras de DNA, por causa da quantidade de vítimas encontradas na área da festa.

Desaparecidos

- Bruna Valeani: Fez contato com a família por telefone pela última vez no sábado, às 9 horas;

- Ranani Glazer: Amigo de Rafael Zimerman, estavam juntos na festa, mas se separaram durante a fuga;

- Karla Stelzer: Fez o último contato com amigos às 8h11 de sábado, quando o ataque do Hamas já havia começado.

Ferido

- Rafael Zimerman: Foi encontrado desacordado em um bunker, pela explosão de uma granda, e foi socorrido. Já recebeu alta hospitalar.

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O procurador-geral da República Paulo Gonet disse nesta quarta-feira, 2, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que é contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi enviada em representação que atribui ao ex-presidente o crime de obstrução de justiça por convocar manifestações pela anistia dos golpistas do 8 de Janeiro.

Em seu parecer, Gonet afirma que não vê crime nos protestos, desde que eles sejam "pacíficos".

"A realização de manifestações pacíficas pela concessão do benefício não constitui ilícito penal, bem como não extrapola os limites da liberdade de expressão, que é consagrada constitucionalmente e balizada pelo binômio liberdade e responsabilidade", afirma o procurador-geral.

O PGR alegou também que a avaliação sobre a necessidade de prisão ou de outras medidas cautelares contra o ex-presidente foi feita ao oferecer a denúncia do plano de golpe e que "não há circunstância nova capaz de modificar o entendimento anteriormente firmado pelo parquet".

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira, 2, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A defesa confirmou que ele está na Argentina e que formalizou um pedido de refúgio no país. O STF deve pedir sua extradição.

Léo Índio é réu por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele teve os passaportes cancelados no processo como medida cautelar para impedir uma possível fuga, mas o documento não é necessário para cruzar fronteiras entre países do Mercosul.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor da prisão. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou em parecer enviado ao STF, que "ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal".

"A transgressão de tal medida por Leonardo Rodrigues de Jesus, além de injustificada, é causa hábil a autorizar o estabelecimento de sua custódia preventiva", defendeu Gonet.

Leo Índio responde por cinco crimes:

- associação criminosa armada;

- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

- golpe de Estado;

- dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;

- deterioração de patrimônio tombado.

Na semana passada, o STF negou um recurso da defesa de Léo Índio e manteve a decisão que recebeu a denúncia contra ele e o tornou réu por participação nos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes.

O governador Romeu Zema (Novo) publicou nesta quarta-feira, 2, vídeo com uma canção em defesa da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Aliados do governador mineiro tratam a música como "hino gospel". A peça, feita com inteligência artificial, reforça a defesa do perdão aos golpistas dias antes da manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para domingo, 6, na Avenida Paulista.

Zema foi convidado pelo próprio Bolsonaro a comparecer e será um dos governadores a discursar no evento. O mineiro é pré-candidato a presidente se o ex-presidente, atualmente inelegível, não concorrer. Segundo interlocutores, Zema tem demonstrado incômodo com o que enxerga como viés político do Supremo Tribunal Federal nos casos de Bolsonaro e da cabeleireira Débora dos Santos, que usou batom para escrever "Perdeu, mané" na estátua "A Justiça" durante o 8 de Janeiro.

"Tá na hora da gente escolher que Brasil vai prevalecer. Se é o pais onde o justo é punido ou onde o povo é protegido. Se é um país onde bandido é solto e o rival vai preso, com medo do voto. Se é o Brasil do mal ou do bem. O que separa ou que vem", diz a letra da canção.

"Eu escolho o poder do perdão. Escolho a paz, estendo mão. Liberdade não se compra, se constrói. E a justiça de verdade não destrói. Reunir famílias, curar a ferida, fazer do amor uma nova saída. Eu escolho a liberdade. Com valentia. Eu escolho Anistia!", continua a música.

O STF já condenou 503 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Desse total, 487 ações são de crimes graves, como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, enquanto 1.099 processos envolvem crimes considerados simples, como incitação ao crime e associação criminosa. A Corte também contabiliza oito absolvições.