‘Três anos depois’, ironiza Villas Bôas sobre manifestação de Fachin
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se encontrar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na próxima segunda-feira, 7, segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela Associated Press. Se confirmado, o encontro será o segundo entre Trump e Netanyahu desde o início do mandato do republicano em janeiro deste ano.
A visita de Netanyahu a Trump foi confirmada por um funcionário da Casa Branca neste sábado, 5. O encontro ocorre no momento em que Israel está estabelecendo um novo corredor de segurança em Gaza para pressionar o Hamas.
O ministro da Defesa de Netanyahu disse que Israel tomaria grandes áreas do território e as adicionaria às suas chamadas zonas de segurança.
A expectativa é que Trump e Netanyahu se concentrem no último bombardeio israelense de Gaza e nas novas tarifas dos EUA anunciadas por Trump, que também afetam Israel.
Ataques israelenses levaram a mais de 12 mortes em Gaza na última sexta-feira, um dia após os ataques terem matado pelo menos 100 palestinos.
Em duas semanas, o número de mortos ultrapassou 100, enquanto Israel intensifica as operações para pressionar o Hamas a libertar os reféns restantes e deixar o território. Israel rompeu o cessar-fogo em março e suspendeu o fornecimento de alimentos, combustível e ajuda humanitária.
A primeira reunião de Trump e Netanyahu ocorreu em 4 de fevereiro e foi voltada ao conflito entre Israel e Hamas e nos passos do cessar-fogo. Fonte: Associated Press
O governo de Israel informou que enviou tropas militares para um corredor de segurança recém estabelecido no sul de Gaza para pressionar o grupo paramilitar Hamas. O corredor Morag foi anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na última quarta-feira o novo Corredor Morag. Ele sugeriu que o corredor vai isolar a cidade de Rafah, no sul, do restante de Gaza. Israel ordenou que a cidade fosse evacuada.
Neste sábado, 5, uma declaração militar disse que tropas da 36ª Divisão foram enviadas para o corredor. Não foi detalhado quantas tropas foram enviadas ou onde exatamente o corredor estava localizado.
Morag é o nome de um assentamento judeu que ficava entre Rafah e Khan Younis, e Netanyahu sugeriu que ele passaria entre as cidades.
Mapas publicados pela mídia israelense mostraram o novo corredor percorrendo a largura da estreita faixa costeira de leste a oeste.
Netanyahu disse que seria "um segundo corredor de Filadélfia", referindo-se ao lado de Gaza da fronteira com o Egito mais ao sul, que está sob controle israelense desde maio do ano passado.
Israel também reafirmou o controle sobre o corredor Netzarim que corta o terço norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza, do resto da faixa. Os corredores Filadélfia e Netzarim vão da fronteira israelense até o Mar Mediterrâneo.
O anúncio do novo corredor ocorre após autoridades da Casa Branca confirmarem que Netanyahu se encontrará novamente com o presidente Donald Trump na segunda-feira - o segundo encontro na Casa Branca desde que Trump assumiu o cargo em janeiro.
No mês passado, Israel rompeu o cessar-fogo em Gaza com um bombardeio surpresa após tentar pressionar o Hamas a aceitar os novos termos propostos para a trégua que havia sido tomada em janeiro.
A Casa Branca apoiou a ação de Israel. Israel prometeu intensificar a guerra com o Hamas até que o grupo liberte os reféns restantes e deixe o território.
No mês passado, Israel novamente interrompeu o abastecimento de alimentos, combustível e ajuda humanitária para Gaza. Fonte: Associated Press
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o tarifaço do seu governo na manhã deste sábado, 5. Trump negou que a China tenha sido atingida "mais duramente" que os EUA.
"Eles, e muitas outras nações, nos trataram de forma insustentável. Fomos o 'poste de chicote' idiota e indefeso, mas não mais. Estamos trazendo de volta empregos e negócios como nunca antes", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social.
O presidente americano afirmou que o país já recebeu mais de US$ 5 trilhões em investimentos. "AGUARDEM RESISTENTES, não será fácil, mas o resultado final será histórico", afirmou.
A manifestação de Trump ocorre em meio à entrada em vigor das tarifas globais de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos neste sábado. A medida atinge mais de 180 países. A tarifa geral mínima de 10% passa a valer neste sábado, enquanto as tarifas individualizadas entrarão em vigor na próxima quarta-feira, 9.
A tarifa de 10% será aplicada também às nações que o presidente Trump selecionou para sobretaxas mais elevadas por meio da sua medida tarifária recíproca, caso da União Europeia e da China.
Na sexta-feira, 4, a China anunciou uma série de ações retaliatórias aos Estados Unidos. As medidas incluem tarifa recíproca de 34% sobre os produtos americanos importados, controles de exportação a sete categorias de itens relacionados a terras raras e a inclusão de 11 empresas dos EUA à "lista de entidades não confiáveis". O governo chinês também registrou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos Estados Unidos.