Lula: Brasil e Vietnã são aliados na luta por comércio internacional justo e multilateral

Política
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 29, que o Brasil e o Vietnã são aliados na luta por um comércio internacional mais justo e baseado em regras multilaterais, sobretudo quando o protecionismo ameaça desorganizar as cadeias globais de valor.

"Nações geograficamente distantes podem encontrar sinergias e oportunidades para crescer juntas. Com apenas 35 anos de relações diplomáticas, Vietnã e Brasil são exemplos dessa máxima", disse Lula durante o encerramento do "Fórum Econômico Brasil - Vietnã".

O presidente comentou que em 2024 o fluxo bilateral entre os dois países chegou a US$ 7,7 bilhões, doze vezes maior do que em 2008. No plano de ação firmado ontem, 28, foi assumido o compromisso de atingir intercâmbio de US$ 15 bilhões até 2030. A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira, anunciada pelo primeiro-ministro Pham Minh Chính, é o primeiro passo dado nessa direção, disse Lula.

"Hoje, o Brasil exporta mais para o Vietnã do que para parceiros tradicionais como Portugal, Reino Unido ou França. O Vietnã é o quinto destino de produtos do agronegócio brasileiro. Fornecemos cerca de 70% da soja importada pelo Vietnã e 37% da carne suína. No plano de ação que firmamos ontem, assumimos o compromisso de atingir um intercâmbio de US$ 15 bilhões até 2030", afirmou.

Lula disse ainda que a negociação de um acordo Mercosul-Vietnã, que o Brasil pretende lançar ao assumir a presidência do bloco, também contribuirá para esse objetivo. "Nosso desafio principal é diversificar o comércio, contemplando produtos de maior valor agregado", reiterou.

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Nesta semana, líderes europeus e norte-americanos se reunirão para debater o reforço da defesa continental e o apoio à Ucrânia. A Presidência polonesa do Conselho da União Europeia anunciou que o Conselho Informal de Assuntos Exteriores com ministros da Defesa focará no "rearmamento da Europa e no fortalecimento de sua indústria bélica" diante da atual situação de segurança.

O encontro, liderado pela vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, e pelo vice-primeiro-ministro polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, também abordará o "papel da UE em assegurar uma paz justa e duradoura" na guerra ucraniana, além de conflitos no Oriente Médio. O evento ocorrerá em Varsóvia entre quarta e quinta-feira.

Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participará da Reunião de Ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas, informou o Departamento de Estado americano. O evento ocorre quinta e sexta-feira.

Segundo o Departamento de Estado, Rubio discutirá "prioridades de segurança para a aliança, incluindo o aumento do investimento em defesa dos aliados e a busca por uma paz duradoura na Ucrânia".

O representante americano também abordará a "ameaça compartilhada da China" em sessão com parceiros do Indo-Pacífico e os preparativos para a Cúpula de Haia.

A família Trump está expandindo seus negócios de criptomoeda depois de fechar um acordo com a mineradora de bitcoin e empresa de infraestrutura de energia Hut 8. Nesta segunda-feira, 31, a empresa de Eric e Donald Trump Jr., a American Data Centers, anunciou que se fundiria e assumiria uma participação de 20% na American Bitcoin, uma nova operação de mineração.

Como parte do acordo, a Hut 8 transferiu "substancialmente todos" os seus mineradores de bitcoin ASIC para a American Data Centers, que foi renomeada e relançada como American Bitcoin. A Hut 8 recebeu uma participação de 80% na empresa pela transação.

"Desde o início, apoiamos nossa convicção no bitcoin - pessoalmente e por meio de nossas empresas", disse Trump Jr. em comunicado. "Mas simplesmente comprar bitcoin é apenas metade da história. Minerá-lo em condições econômicas favoráveis abre uma oportunidade ainda maior".

O CEO da Hut 8, Asher Genoot, declarou que a transação cria duas "empresas focadas, porém complementares", cada uma construída para suas respectivas missões.

As ações da Hut 8 caíram 0,85% em Nova York hoje. Fonte: Dow Jones Newswires.

A Eurasia Group avalia que há "grande chance" de que o Conselho Constitucional possa suspender a inelegibilidade da líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen, permitindo sua candidatura. A política foi condenada nesta segunda-feira, 31, por desvio de verbas da União Europeia para financiar seu partido e proibida de concorrer às eleições presidenciais de 2027.

A consultoria avalia que o caso, inicialmente judicial, agora se tornará político. Le Pen deve alegar que o "establishment busca sua morte política", especialmente porque pesquisas a colocam como forte concorrente em 2027, com 33%-37% no primeiro turno. Se o banimento for mantido, seu substituto seria Jordan Bardella, presidente do partido, cujas chances de vitória são consideradas "significativamente menores" do que as de Le Pen, pontua a instituição.

O veredicto também pode agravar a instabilidade política na França. Para a Eurasia, Le Pen, irritada, pode se unir à esquerda para derrubar o governo minoritário de François Bayrou. No entanto, a consultoria mantém como cenário mais provável, com 60% de chance, novas eleições legislativas até setembro ou outubro.

O Conselho Constitucional terá a palavra final. Em um caso similar na semana passada, os "sábios" do Conselho sugeriram que cortes devem ter "senso de proporção" ao barrar políticos antes de recursos, especialmente figuras de "grande importância nacional", destaca. Se a inelegibilidade for suspensa, Le Pen poderá concorrer em 2027 enquanto aguarda julgamentos de apelações, que podem levar dois anos, diz a instituição.

A Eurasia ressalta que, embora a condenação não seja "política", seu desfecho será. E, para a consultoria, o sistema francês pode acabar poupando Le Pen de uma exclusão eleitoral definitiva.