Caiado é contra federação do União Brasil com o PP: 'Seria um tiro no pé dos dois partidos'

Política
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O governador de Goiás e pré-candidato a Presidência da República em 2026 Ronaldo Caiado criticou a ideia de federação do partido do qual faz parte, o União Brasil, com o PP. A junção das duas legendas já foi aprovada pela Executiva Nacional do PP no dia 18 de março.

"Acredito que forçar essa federação seria um tiro no pé dos dois partidos. O União Brasil e o PP são partidos grandes, consolidados na maioria dos estados, e fazer essa junção agora não é algo simples. Em cada estado existe uma realidade distinta e vejo que a resistência a essa proposta está muito grande no União Brasil", reclama Ronaldo Caiado.

Ele aponta ainda dificuldades não superadas em seu partido, criado com a fusão de duas outras legendas

"Até hoje não conseguimos superar alguns rachas regionais fruto da fusão do DEM com o PSL, que ocorreu em 2022. Acho que essa discussão com o PP não deve ser feita por agora."

Ao contrário da fusão que criou o União Brasil, uma federação da sigla com o PP não extinguiria nenhuma das duas legendas. Contudo, os dois partidos precisariam atuar de forma unificada em todo o País, como se fossem uma só legenda nas eleições, por exemplo. Assim, as duas siglas estariam juntas nas mesmas chapas nas disputas de 2026.

Caiado é pré-candidato a presidente pelo União Brasil, embora pese contra ele hoje uma decisão de primeira instância que determinou sua inelegibilidade. Apesar disso, tanto seu partido quanto o PP são assediados com frequência pelo governo federal para que apoiem Lula ou ao menos fiquem neutros em 2026. Ambas as siglas têm ministérios no governo Lula, mas também possuem proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político.

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Além de enfrentar novas tarifas e de aparecer no topo da lista de "maus atores" do presidente Trump no seu anúncio tarifário, a China tem outro motivo para estar irritada: Taiwan foi listado como um país.

Mesmo antes de Pequim ter opinado oficialmente sobre a tarifa de 34% anunciada por Trump, o seu embaixador em Washington publicou um lembrete severo de que a China considera a ilha democrática de Taiwan parte do seu território. Está entre as maiores proibições diplomáticas no livro de Pequim sugerir que Taiwan é independente do domínio chinês. Mas Taiwan foi listado em quarto lugar sob o título "país" no painel tarifário que Trump ergueu em sua cerimônia na Casa Branca.

"#Taiwan é Taiwan da China", escreveu o embaixador Xie Feng no X depois da fala de Trump e incluiu um discurso em vídeo do líder chinês Xi Jinping alertando contra testar a determinação de Pequim. O embaixador não comentou as novas tarifas, incluindo 32% para Taiwan.

O CEO da Tesla, Elon Musk, chamou de "fake news" a informação de que deve se afastar, já nas próximas semanas, de suas funções à frente do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), como informou o Politico.

Musk compartilhou em seu perfil no X a publicação da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que já havia negado que o presidente Donald Trump tenha reforçado a seus aliados que o bilionário deixaria o cargo público em breve.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha reforçado a aliados que Elon Musk, chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), deve se afastar nas próximas semanas, como publicado mais cedo pelo Politico. "Trump já disse publicamente que Elon deixará o serviço público depois de terminar seu incrível trabalho no Doge", escreveu Leavitt no X.

Mais cedo, uma pesquisa apontou que 58% dos entrevistados desaprovam a gestão de Musk à frente do Doge, enquanto 41% a aprovam - a menor taxa registrada desde o início do novo mandato de Trump.

O próprio Musk já havia afirmado que suas empresas estavam "sofrendo" por sua presença no governo, referindo-se aos ataques contra a Tesla e à queda das ações da companhia. O bilionário também mencionou que esperava concluir os cortes no Doge até o fim de maio.