Paraná Pesquisas: Cleitinho e Nikolas Ferreira lideram disputa pelo governo de MG

Política
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparecem à frente em uma possível disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, segundo o levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 3. Os dois lideram os principais cenários da corrida com ampla vantagem sobre os outros possíveis candidatos.

Na pesquisa estimulada, Cleitinho lidera com 39,7% das intenções de voto no primeiro cenário. O senador é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, 19,3%, e pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) com 14,6%. Na sequência estão o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 3,8%, o vice-governador de Minas Mateus Simões (Novo), com 3%, e o deputado estadual Tadeuzinho (MDB), também com 3%. Votos em branco e nulo somam 11,8%, e 4,8% não souberam responder.

Já segundo cenário testado, Nikolas Ferreira assume a dianteira com 39,4%, enquanto Kalil aparece com 20% e Pacheco com 15,2%. Reginaldo Lopes, Tadeuzinho e Mateus Simões aparecem com 3,6%, 2,8% e 2,7% nesse cenário. Bancos e nulos são 11,7% e 4,6% não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes, o atual governador Romeu Zema (Novo), que está no segundo mandato e não poderá disputar a reeleição, lidera com 8,5%. Cleitinho tem 1,8% e Nikolas, 1,4%. A maioria (79,9%) não soube responder. Brancos e nulos somam 5,7%.

Zema é cotado para disputar a Presidência da República no próximo ano. Uma ala do Novo defende que o governador mineiro seja o vice em uma chapa com outro candidato da direita.

O levantamento também mostra que Nikolas e Cleitinho têm melhor desempenho entre os eleitores de 25 a 44 anos e entre os homens. Nikolas, por exemplo, alcança 47% das intenções de voto entre quem tem ensino médio completo e 46,2% entre jovens de 16 a 24 anos. Já Cleitinho se destaca na faixa de 25 a 34 anos, com 44,5% dos votos, e também entre os que têm ensino médio (43,3%).

A pesquisa também questionou os eleitores mineiros sobre a disputa para o Senado Federal. Na pesquisa espontânea, Cleitinho lidera com 3% das intenções de voto, seguido de Romeu Zema, 2,5%, e Nikolas Ferreira, 2,1%. Outros nomes, como Rodrigo Pacheco, o deputado federal Eros Biondini e o ex-deputado Marcelo Aro também foram citados, mas não alcançaram 1%. Não souberam responder são 84,6%, enquanto brancos e nulos somam 6,2%.

Na pesquisa estimulada, Romeu Zema lidera as intenções de voto para o senado com 52,7%, seguido de Rodrigo Pacheco, 24,3%, do senador Carlos Viana (Podemos), com 18,9%, e do deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB). Os eleitores puderam escolher dois nomes para o cargo.

A gestão de Zema também foi avaliada na pesquisa. O governo tem aprovação de 64,6% e reprovação de 31,6%. Outros 3,8% não souberam opinar. Ao avaliar o desempenho, 48,4% classificam a gestão como ótima ou boa, 28,4% como regular e 22,2% como ruim ou péssima.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de março, com 1.660 eleitores em 70 municípios mineiros. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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A Hungria anunciou nesta quarta-feira, 3, sua retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI). A decisão foi comunicada algumas horas após o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, desembarcar em Budapeste para uma visita. Ele enfrenta uma ordem de prisão emitida pela Corte com sede em Haia (Holanda). O governo do primeiro-ministro Viktor Orbán afirmou antes que ignoraria suas obrigações com o mandado do TPI e o recebeu com tapete vermelho e honras militares.

Netanyahu agradeceu ao líder húngaro por sua posição "ousada contra o antissemitismo" e chamou sua decisão de um movimento "corajoso" contra uma "organização corrupta". Segundo o primeiro-ministro, outros países seguirão o exemplo da Hungria.

O órgão dirigente do TPI manifestou preocupação com a decisão da Hungria, afirmando que qualquer afastamento "obscurece a nossa busca partilhada por justiça e enfraquece nossa determinação em combater a impunidade".

Embora possa indiciar chefes de Estado, a Corte não tem poder para prendê-los ou levá-los a julgamento. Em vez disso, depende de outros líderes e governos para agir como seus policiais em todo o mundo.

O anúncio da retirada da Hungria foi o primeiro de um país da União Europeia. A medida consolida um papel controvertido de Orbán dentro da Europa e seus esforços para se alinhar ao governo Trump, com quem compartilha o desprezo por organismos internacionais.

Apesar do anúncio, uma retirada não terá efeito por pelo menos um ano, o que significa que a Hungria, ao se recusar a prender o líder israelense, violou suas obrigações sob o tratado de 1998 que estabeleceu o tribunal.

O TPI emitiu mandados de prisão em novembro para Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, acusando-os de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

A viagem de Netanyahu à Hungria foi a primeira desde então a um país que reconheceu a jurisdição do tribunal. Ele visitou Washington em fevereiro, mas os EUA não são membros do tribunal. Em novembro, Orbán denunciou a ordem e decidiu convidar Netanyahu para uma visita, dizendo que ele não seria preso.

Apenas dois países se retiraram do tribunal de 125 membros: Burundi e as Filipinas. Ambos o fizeram em resposta à abertura de investigações criminais pelo promotor do TPI sobre seus chefes de governo. A Venezuela, também sob investigação, disse que poderia se retirar, mas ainda não tomou uma decisão.

Disruptivo

Orbán tem posicionado a Hungria, também membro da Otan, como uma força disruptiva dentro da Europa. Ele denunciou líderes colegas como "belicistas" por seu apoio à Ucrânia e aproximou-se do presidente russo, Vladimir Putin, desafiando esforços de Bruxelas para isolá-lo. Orbán demorou mais de um ano para dar o consentimento da Hungria à aceitação da Suécia como membro da Otan.

Sua decisão de desafiar a ordem de prisão e receber Netanyahu foi também um esforço para chamar a atenção de Washington. Enquanto seus oponentes veem seu estilo de governar como um sistema cada vez mais autoritário e afastado dos valores da Europa, nos EUA muitos o consideram um modelo a ser seguido.

O líder húngaro está alinhado ideologicamente com o movimento Maga (Fazer a América Grande de Novo, por suas iniciais em inglês, mote do governo Trump), mas divergiu da agenda do republicano ao abraçar a China como parceira econômica e diplomática. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O general Tim Haugh, chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos foi demitido na quinta-feira, 3, por ordem da Casa Branca, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A vice civil de Haugh na NSA, Wendy Noble, também foi removida da posição e realocada para um emprego no Pentágono. As razões para as demissões ainda não estão claras, mas ocorrem em meio a desligamentos de vários oficiais do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, a pedido do presidente Donald Trump. Fonte: Dow Jones Newswires.

A Casa Branca demitiu nesta quinta-feira, 3, diversos assessores do alto escalão do Conselho de Segurança Nacional, segundo fontes familiarizadas com o caso. A ação acontece um dia após o presidente Donald Trump se reunir com a ativista de extrema direita Laura Loomer, que teria apresentado uma lista com nomes de pessoas que ela acredita serem desleais a ele.

O número exato de demitidos é desconhecido. O jornal americano The New York Times afirma que seis funcionários foram cortados. O The Washington Post diz que foram ao menos três.

Um dos porta-vozes da Casa Branca, Brian Hughes, disse que o Conselho não comenta sobre o assunto.

As demissões também ocorrem uma semana após o escândalo que envolveu a inclusão por engano de um jornalista em um grupo de autoridades no aplicativo de mensagens Signal que discutia planos de guerra dos EUA. O jornalista, Jeffrey Goldberg, editor-chefe da revista The Atlantic, teria sido convidado a entrar no grupo pelo conselheiro de segurança nacional, Michael Waltz.

Os demitidos incluiriam Brian Walsh, diretor de inteligência e ex-diretor de equipe do Comitê de Inteligência do Senado; Thomas Boodry, diretor de assuntos legislativos; e David Feith, diretor de tecnologia e segurança nacional que atuou no Departamento de Estado.

Segundo fontes ouvidas pelo NYT, Waltz teria se juntado a reunião entre Trump e Loomer para defender parte de seus funcionários, mas não foi suficiente. O vice-presidente J.D. Vance e outros funcionários do alto escalão do governo também teriam participado do encontro, ocorrido no Salão Oval da Casa Branca.