Pacheco e governadores manifestam preocupação com democracia e ataques

Política
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Reunidos nesta quinta-feira, 2, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e governadores defenderam uma solução para a crise entre Poderes e o fim de ataques às instituições, em um recado claro ao presidente Jair Bolsonaro. Após o encontro, o grupo concedeu uma coletiva de imprensa reforçando o compromisso com a democracia.

A reunião ocorreu na residência oficial do Senado após uma tentativa frustrada de conversa entre os governadores e o chefe do Planalto. "Temos preocupação com o esgarçamento das relações entre os Poderes. Isso é unanimidade independentemente da coloração partidária que os governadores têm dentro do grupo", disse o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), após a reunião.

A defesa da democracia foi citada na reunião. Além disso, os chefes dos Executivos estaduais expressaram preocupação com as manifestações marcadas por apoiadores de Bolsonaro no dia 7 de setembro. O presidente do Senado disse esperar que esse ato e o agendado pela oposição no dia 12 de setembro sejam pacíficos. O senador reforçou que manifestações contra a democracia, contra a realização das eleições e a favor de intervenções autoritárias serão rechaçadas.

Na reunião com governadores, o presidente do Senado defendeu medidas para conter o aumento dos preços dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis. Ele chamou atenção para a necessidade de o Ministério da Economia ter protagonismo nessas soluções. Nos últimos dias, a crise entre o Senado e o ministro da pasta, Paulo Guedes, aumentou junto com os ruídos e a falta de diálogo entre senadores e o Palácio do Planalto.

Pacheco se juntou aos governadores na defesa da democracia e declarou que não iria "fulanizar" a pauta. "Nosso inimigo não está entre nós, nosso inimigo é o preço do feijão, é o preço da gasolina, é o preço da luz elétrica, é o preço dos alimentos de um modo geral que têm sacrificado as pessoas no Brasil. Nós precisamos discutir isso no Brasil, e não perdermos tempo com aquilo que não vem e não calha para solucionar o problema das pessoas", disse o presidente do Senado.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se manifestou de forma semelhante após a reunião. "Quanto mais instáveis temos hoje as relações políticas e institucionais, essa instabilidade tem um preço e isso sem dúvida é repassado para os alimentos, para o combustíveis, e por isso o pacto feito entre os governadores e o Senado", disse.

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O terremoto de 28 de março deixou 3.354 mortos e 4.508 feridos, com 220 desaparecidos, segundo novos números divulgados pela imprensa estatal neste sábado, 5.

Mais de uma semana após o desastre, muitas pessoas ainda estão sem abrigo e a ONU estima que mais de 3 milhões foram afetados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o silêncio sobre o fato de que a Rússia mata crianças com mísseis balísticos é errado e perigoso. "Isso só encoraja a escória em Moscou a continuar a guerra e continuar ignorando a diplomacia", disse o líder ucraniano em postagem no X neste sábado, 5.

"Este ataque é um dos capítulos mais sombrios para Kryvyi Rih", afirmou o líder ucraniano.

Um ataque com míssil russo na sexta-feira na região central da Ucrânia deixou pelo menos 18 mortos, incluindo nove crianças, segundo o governador regional Serhii Lysak.

"A fraqueza nunca acabou com uma guerra. É por isso que sou grato a todos os países cujos representantes se manifestaram - líderes, ministros das Relações Exteriores, embaixadas", disse.

Opositores do presidente Donald Trump e do bilionário Elon Musk se reuniram nos Estados Unidos neste sábado, 5, para protestar contra as ações do governo em relação à redução de pessoal, à economia, aos direitos humanos e outras questões.

Mais de 1.200 manifestações "Hands Off!" foram planejadas por mais de 150 grupos, incluindo organizações de direitos civis, sindicatos, defensores LGBTQ+, veteranos e ativistas eleitorais.

Os locais de protesto incluíram o National Mall, em Washington, DC, capitais estaduais e outros locais em todos os 50 Estados.

Os manifestantes atacaram as medidas do governo Trump como as demissões de milhares de funcionários federais, fechamentos de escritórios de campo da Administração da Previdência Social e agências inteiras, deportações de imigrantes, reduções das proteções para pessoas transgênero e cortes no financiamento federal para programas de saúde .

Musk, um conselheiro de Trump que é dono da Tesla, SpaceX e da plataforma de mídia social X, desempenhou um papel fundamental na redução do tamanho do governo como chefe do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês). Ele diz que está economizando bilhões de dólares para os contribuintes.

Kelley Robinson, presidente do grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Campaign, discursou no protesto em Washington, criticando o tratamento dado pelo governo Trump à comunidade LGBTQ+. "Os ataques que estamos vendo não são apenas políticos. Eles são pessoais, pessoal", disse.

Milhares de pessoas marcharam no centro de Manhattan, em Nova York. Em Massachusetts, outros manifestantes se reuniram no Boston Common segurando cartazes incluindo "Tirem as mãos da nossa democracia", "Tirem as mãos da nossa Previdência Social" e "Diversidade, igualdade, inclusão torna a América forte. Tirem as mãos!"

Centenas de pessoas também se manifestaram em Palm Beach Gardens, Flórida, a algumas milhas do campo de golfe de Trump em Jupiter, onde ele passou a manhã no Senior Club Championship do clube.

Questionada sobre os protestos, a Casa Branca disse em uma declaração que "a posição do presidente Trump é clara: ele sempre protegerá a Previdência Social, o Medicare e o Medicaid para beneficiários qualificados". "Enquanto isso, a posição dos democratas é dar benefícios da Previdência Social, Medicaid e Medicare para estrangeiros ilegais, o que levará esses programas à falência e esmagará os idosos americanos." Fonte: Associated Press