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'A Fazenda 16': Babi Muniz é a 9ª eliminada do reality

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Babi Muniz não faz mais parte do elenco de A Fazenda 16. A ex-Panicat, que enfrentou Sacha Bali e Albert Bressan na roça, conquistou apenas 13,6% dos votos do público e deixou o reality rural.

Babi foi indicada à roça pela fazendeira Luana Targinno, que justificou a indicação citando "atos inconsequentes" da concorrente. Bali foi o mais votado pela casa e Bressan foi puxado pelo ator. Gui Vieira também correu o risco de ir para a berlinda, mas venceu a prova do fazendeiro e se salvou.

A passagem de Babi pela Fazenda não foi exatamente tranquila, com a modelo protagonizando discussões com diversos membros do reality.

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O suspeito de atirar e matar o arquiteto Jefferson Dias Aguiar durante uma fuga de roubo no Butantã, na zona oeste de São Paulo, na última terça-feira, 1º de abril, se entregou à polícia nesta sexta-feira, 4. De acordo com Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil, Hugo dos Santos Araújo, de 20 anos, confessou o crime e já tinha passagem por roubo, em 2023.

"O indivíduo Hugo, que já está preso, tinha passagem por roubo, deveria estar preso. Mais uma vez, o que o nosso secretário sempre diz, deveria estar preso, mas estava solto, cometendo mais um delito que todo mundo acompanhou. Um delito muito brutal, sem piedade alguma com a vítima", disse o delegado-geral em coletiva de imprensa na sede Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Durante a coletiva, entretanto, o delegado não esclareceu as circunstâncias que levaram o suspeito a ser solto pelo crime cometido dois anos antes.

"O atirador, Hugo, está preso. Essa é mais uma resposta à sociedade que a gente dá e a gente não vai parar de combater esse tipo de crime. Obviamente que existe um trabalho preventivo sendo feito por todas as forças de segurança, mas quando, infelizmente, um crime desse assolar a população, ele terá a resposta imediata", completou Dian.

O segundo envolvido no assalto que aconteceu antes da morte do arquiteto ainda está sendo procurado. Ele foi identificado como Kauã Felipe Celestino, também de 20 anos. Os dois comparsas eram amigos de escola, conforme depoimento de Araújo.

A morte do arquiteto Jefferson Dias Aguiar aconteceu no começo da tarde desta terça-feira, na altura do número 64 da Rua Desembargador Armando Fairbanks, no Butantã. Ele estava em uma caminhonete Montana quando viu uma mulher sendo assaltada por dois indivíduos em uma moto - eles teriam levado o celular e a aliança dela.

Logo em seguida, imagens de monitoramento mostram que o arquiteto atropelou um dos suspeitos, que seria Araújo. A polícia investiga se o atropelamento foi intencional ou um acidente.

Com o impacto da batida, Araújo caiu no chão, mas se levantou e efetuou três disparos contra o arquiteto. Um dos tiros atingiu as costas da vítima, perto da região da nuca. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) em estado grave, mas não resistiu.

Conforme a Polícia Militar, a dupla praticava outros assaltos na região antes de disparar contra o arquiteto. Depois de cometer o crime, eles teriam conseguido escapar pulando o muro de um estacionamento, que fica ao lado de uma obra. Os autores abandonaram no local a motocicleta usada no assalto, uma Honda Titan azul.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira, 3, dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para o 2° ano do ensino fundamental que mostram taxa de 49,3% de crianças alfabetizadas no País em 2023. O porcentual revelado pelo teste, aplicado pela própria pasta, é menor do que os 56% indicados no relatório do programa Criança Alfabetizada, feito também pelo ministério a partir de outra metodologia.

O indicador havia sido divulgado no ano passado e é considerado pelo governo federal como o mais adequado para medir a etapa. "Os resultados da alfabetização são esses. É a avaliação que o Inep reconhece como sendo a avaliação da alfabetização do País", frisou, nesta quinta, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC, Manuel Palácios, em referência aos dados do Criança Alfabetizada.

O índice foi criado pelo governo em 2024, usando exames feitos pelos Estados em 2023, e divulgado com destaque pelo ministro Camilo Santana em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

O governo vinha sendo acusado de falta de transparência por não apresentar os resultados do Saeb e especialistas veem falta de clareza na escolha dos critérios. O MEC diz que o relatório Criança Alfabetizada é mais preciso, pois usa dados de um número maior de alunos - o Saeb é feito a partir de uma amostra - e de provas aplicadas pelos próprios Estados.

Além disso, segundo Palácios, a margem de erro dos dados em cada Estado que faz o Saeb de forma amostral é muito alta e, por isso, eles não poderiam ser comparados, como acontece no Criança Alfabetizada. Essa foi a razão pela qual, de acordo com ele, o Inep não havia ainda divulgado os dados do Saeb feitos por alunos do 2º ano.

A margem de erro da avaliação nacional é de 2,8 pontos porcentuais, mas em muitos Estados o índice passa de 10 pontos porcentuais. Na Bahia, são 22,5 pp de margem de erro no Saeb.

O governo federal passou a aplicar o Saeb no 2º ano do ensino fundamental em 2019 - a prova é feita a cada dois anos, com exames de Português e Matemática. Diferentemente do que mostravam os dados do Criança Alfabetizada, pelo Saeb, o Brasil ainda não conseguiu recuperar o patamar verificado antes da pandemia.

Quando a prova foi aplicada pela primeira vez na etapa, em 2019, havia 55% dos estudantes alfabetizados. Depois, em 2021, durante a pandemia, o índice registrado foi de 36%. Já em 2023, o porcentual chegou a 49,3% dos alunos do 2º ano alfabetizados.

"A discrepância entre os 56% do Criança Alfabetizada e os 49% do Saeb é muito relevante. São 7 pontos porcentuais de diferença e mesmo com uma margem de erro de 2,8 pontos. Chama muita atenção e gera muita preocupação", diz o professor da faculdade de educação da Universidade de Stanford, o brasileiro Guilherme Lichand, especialista em dados educacionais.

"Se o Inep gastou milhões de reais para coletar uma avaliação que ele mesmo não confia e que acha que tem margem de erro elevada demais nos Estados, como pode tomar essa decisão do ponto de vista de política pública? Desperdiçar recursos valiosíssimos, quando está faltando dinheiro para todo o resto, para depois simplesmente engavetar?", questiona.

"O discurso feito no ano passado, quando o Indicador Criança Alfabetizada foi divulgado, do Brasil ter superado a perda ocorrida na pandemia na alfabetização pode não ser verdadeiro", analisa a presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.

Para ela, os dados do Saeb também deveriam ter sido divulgados antes, assim como as notas técnicas que expliquem melhor o indicador Criança Alfabetizada. "Os resultados dessas avaliações precisam ser compatíveis entre si, esforço que ainda precisa ser garantido pelo Inep."

Distorção entre Estados

Em alguns Estados há disparidade considerável entre os resultados verificados no Saeb e os informados pelo Criança Alfabetizada. No Estado do Maranhão, por exemplo, o Saeb traz um porcentual de 30,6% de crianças alfabetizadas. No Indicador Criança Alfabetizada do Estado o índice é 56%.

Já no Estado de São Paulo, a variação é pequena. Enquanto no Saeb, São Paulo apresenta 50,5% de crianças alfabetizadas, patamar muito superior ao do Maranhão, no Indicador Criança Alfabetizada o índice é de 52%, abaixo do Estado nordestino.

A partir de 2020, a aprovação de uma Emenda Constitucional instituiu a distribuição de uma cota-parte o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de resultados educacionais.

Diante disso, os Estados construíram referenciais para avaliar suas redes. O presidente do Inep afirma que o Ministério da Educação decidiu integrar essas avaliações para que pudesse servir como base também das políticas federais, o que levou à adoção do indicador Criança Alfabetizada como o parâmetro do governo federal.

"Essas avaliações conduzidas pelos Estados foram totalmente reorganizadas à luz das propostas do Inep para padronização. E conseguimos com isso ter condições de produzir resultados que têm impacto nas politicas estaduais e federais alinhados. Não são dois números", argumentou.

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) suspendeu temporariamente a produção e o fornecimento de medicamentos radiofármacos após sucessivas tentativas de ataques cibernéticos em seus servidores de rede e estações de trabalho na sexta-feira, 28.

Os radiofármacos são substâncias radioativas que podem ser aplicadas pela medicina nuclear para diagnosticar e tratar doenças. Entre os medicamentos suspensos estão:

- Iodo-131: utilizado no tratamento de doenças da tireoide;

- Lutécio-177: empregado no tratamento de tumores neuroendócrinos no pâncreas e no trato gastrointestinal (gastroenteropancreáticos);

- Tálio-201: usado em cintilografias miocárdicas para avaliar o fluxo sanguíneo no coração;

- Guan-IPEN-131 (MIBG): utilizado como adjuvante na localização de tumores neuroendócrinos;

- Gerador de tecnécio-99m: utilizado em exames de imagem para diagnosticar diversas condições;

- Citrato de gálio-67: utilizado em cintilografias para detectar inflamações, infecções e certos tipos de câncer, como linfomas.

Apesar do ocorrido, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) afirma que a segurança física, radiológica e nuclear não foi afetada. "No entanto, em função da necessidade de preservar a integridade do ambiente de TI foi necessário desconectar a rede do Instituto do ambiente externo, incluindo os acessos via Internet, até que todas as ações preventivas necessárias sejam implementadas", diz em nota.

Como mostrou o Estadão, ataques relacionados à área da saúde cresceram nos últimos anos e o setor ocupa o terceiro lugar nas ações de ransomware, atrás de serviços e governo. Duas características atraem os hackers: a importância dos serviços, já que uma interrupção repentina causa grande impacto na sociedade, e a sensibilidade dos dados pessoais armazenados, como históricos de pacientes.

A CNEN pontua que ainda não é possível tirar conclusões quanto à motivação do ataque. O caso segue em investigação. "No entanto, diante do diagnóstico já elaborado, que segue sob restrição, pode-se inferir que o ataque foi altamente sofisticado, organizado e utilizou diversas técnicas avançadas para ultrapassar as defesas de segurança estabelecidas", afirma o órgão.

"O evento não se trata de um incidente trivial e, por isso, está recebendo grau máximo de prioridade em sua tratativa", continua.

A CNEN afirma que tem priorizado investimentos em segurança cibernética nos últimos anos. As ações incluem modernização da rede, aquisição de softwares e hardwares de proteção, capacitação de equipes em treinamentos nacionais e internacionais, além da implementação de diretrizes da Secretaria de Governo Digital.

A comissão também conta com uma equipe de prevenção, tratamento e resposta a incidentes cibernéticos, com atuação em todas as unidades do órgão, incluindo o IPEN, e desde 2023 possui uma área específica de segurança cibernética.