Ator de 'Vale Tudo', Fernando Almeida teve morte trágica e foi casado com Antonia Fontenelle

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Fernando Almeida fez história ao ser um dos dois atores negros no elenco original de Vale Tudo, em 1988. Ele interpretou Gildo, um menino em situação de rua, acolhido por Raquel, protagonista da trama, após roubá-la.

Na primeira versão da novela, a personagem foi interpretada por Regina Duarte. No remake, o papel ficou com Taís Araújo.

Como no remake de Renascer, o gênero de um personagem será alterado. Agora, Letícia Vieira será Gilda, menina acolhida pela protagonista.

Quem foi Fernando Almeida

Vindo de uma família humilde, o ator morreu aos 29 anos após levar dois tiros na nuca em um ponto de ônibus na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na altura de Realengo.

Ele foi casado com Antonia Fontenelle, com quem teve um filho, Samuel, com sete anos de idade na época de sua morte.

A atriz chegou a relembrar a morte do ex-marido em 2022. "Nós nos separamos quando nosso filho tinha alguns meses, mas continuamos amigos. No dia do assassinato, Fernando tinha ido a um churrasco com o filho da atual mulher do pai dele. De lá, eles foram para um baile funk em Padre Miguel. Ele teria se engraçado com a mulher de um traficante. Esperaram ele ir embora e depois o executaram", disse no podcast Papagaio Falante.

O enterro de Fernando Almeida aconteceu no Cemitério do Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, reuniu amigos, familiares e celebridades, como André Gonçalves e Milton Gonçalves.

Além de atuar em Vale Tudo, ele também participou de outras novelas como Livre Para Voar, Sinhá Moça, O Outro, Lua Cheia de Amor, Sex Appeal, O Campeão e Malhação.

Seu último papel na TV foi em A Padroeira, de 2001, quando interpretou Gil.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

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Os casos confirmados de sarampo nos Estados Unidos aumentaram 28% em apenas uma semana, atingindo 483 em 2025, segundo dados atualizados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgados nesta sexta-feira, 28. O número já supera o total de 285 registrados em todo o ano de 2024.

De acordo com o CDC, 20 estados reportaram infecções, com destaque para cinco surtos (definidos como três ou mais casos relacionados), responsáveis por 93% das confirmações. A maioria das vítimas não estava vacinada: 87% dos casos ocorreram em pessoas "não vacinadas ou com status desconhecido". Crianças de 5 a 13 anos são as mais afetadas (42% dos casos), seguidas por menores de 5 anos (33%).

O relatório aponta ainda que 14% dos infectados foram hospitalizados em 2025, sendo a taxa mais alta entre crianças pequenas (25%). Duas mortes foram registradas - uma confirmada e outra em investigação.

O CDC alerta que o sarampo, "extremamente infeccioso e potencialmente grave", está se espalhando em comunidades com baixa cobertura vacinal. A taxa de vacinação MMR (tríplice viral) entre crianças em idade escolar caiu de 95,2% em 2020 para 92,7% em 2024, deixando "aproximadamente 280.000 crianças em risco".

Um programa da prefeitura de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, prevê a inserção de publicidade em uniformes e kits escolares dos alunos da rede municipal de ensino. De iniciativa da prefeitura, o projeto instituindo o programa foi aprovado por unanimidade pela Câmara. O prefeito Mateus Silva (PSD) diz que a medida vai gerar economia para o município e beneficiar as famílias que não têm recursos para comprar o material escolar.

Embora o Ministério da Educação (MEC) não tenha diretriz contrária à medida, a prática é considerada abusiva pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) por possível influência na formação dos alunos.

A prefeitura de Caraguatatuba não se manifestou sobre o posicionamento do Conama. A reportagem também entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo e aguarda retorno.

A lei foi sancionada pelo prefeito e publicada no último dia 13. As empresas interessadas fornecem os uniformes e podem inserir sua logomarca em espaços definidos pela prefeitura. A rede municipal de Caraguatatuba tem 16.970 alunos, distribuídos entre a pré-escola (3.324), anos iniciais do ensino fundamental (8.612) e anos finais do ensino fundamental (5.034).

Os estudantes estão indo às aulas sem o uniforme e sem o material escolar completo, normalmente fornecidos até o final de fevereiro. A prefeitura alega falta de recursos para a compra. Em 2024, foram gastos R$ 6,8 milhões para a compra dos uniformes e cerca de R$ 4,6 milhões na aquisição de materiais escolares.

O prefeito afirma que a parceria com a iniciativa privada representa uma alternativa para dar suporte às famílias sem condições financeiras para arcar com os custos do material. "Essa iniciativa permite que os alunos da rede municipal tenham acesso aos materiais escolares sem custo para as famílias, ao mesmo tempo em que fortalece a relação entre o poder público e o setor privado em prol da educação", diz, em nota.

Silva argumenta ainda que a medida estimula a economia local, pois os materiais e uniformes serão adquiridos com fornecedores do município. "Esse modelo de parceria também beneficia o comércio, pois garante que os investimentos retornem para a cidade e contribuam com a geração de empregos."

A lei veda a propaganda de partidos políticos e de empresas que comercializam produtos ou serviços proibidos ou impróprios para menores, como armamentos e bebidas alcoólicas. A logomarca da empresa também não pode ser maior que o emblema da unidade de ensino.

A prefeitura prepara a abertura de um edital para a participação das empresas interessadas em ter sua propaganda nos uniformes. O prefeito orienta as interessadas a entrarem em contato com a Secretaria de Educação para ter mais informações sobre o processo.

Projeto já foi vetado na capital paulista e em Mauá

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 2017 um projeto para liberar a propaganda em uniformes da rede escolar do município. As condições eram semelhantes às adotadas em Caraguatatuba, mas o texto foi vetado pelo então prefeito, João Dória, na época filiado ao PSDB.

Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou uma lei de iniciativa da Câmara de Mauá que previa a doação de uniforme escolar na rede municipal em troca da propaganda de empresas. A Prefeitura entrou com uma ação e o TJ julgou a lei inconstitucional, entendendo que a iniciativa da Câmara invadiu competência do executivo.

Resolução de 2014 veta propaganda

Uma resolução do Conanda publicada em abril de 2014 considera "abusiva a publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e das instituições escolares da educação infantil e fundamental, inclusive em seus uniformes e materiais didáticos".

Questionado a respeito, o MEC informou que não tem nenhuma diretriz para essa questão, pois não interfere em decisões de competência municipal. Já o Conanda, órgão colegiado vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, diz que a resolução de 2014 proíbe explicitamente essa prática, tornando a permissão concedida pela prefeitura de Caraguatatuba juridicamente questionável.

"Diante disso, cabe ao Ministério Público, Defensorias Públicas, Procons e demais órgãos de proteção aos direitos da criança e do adolescente fiscalizar e, se necessário, tomar medidas para coibir essa prática, podendo incluir recomendações, ações civis ou notificações à administração municipal", afirma.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo emitiu alerta para risco de alagamentos em toda a cidade nesta sexta-feira, 28. Na zona sul da capital, pode haver queda de granizo e intensas rajadas de vento.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, a chuva forte, com raios e ventos, já está se espalhando pela zona sul e região metropolitana, como Itapecerica do Serra e Mogi das Cruzes. "Tenha cuidado nas próximas horas", alerta a pasta.

"Áreas de instabilidade vindas da região de Juquitiba, começam a atuar na capital paulista de forma isolada e forte, com lento deslocamento. Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo mostram chuva forte com potencial para queda de granizo na zona sul, nas subprefeituras de Parelheiros e M Boi Mirim", afirma o CGE.