Justin Bieber vende direitos de suas canções por US$ 200 milhões

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O cantor canadense Justin Bieber vendeu os direitos de seu catálogo musical à Hipgnosis por US$ 200 milhões, informou a empresa e uma fonte próxima ao caso. O músico segue o caminho de artistas como Bob Dylan e Bruce Springsteen. O cantor canadense Justin Bieber vendeu os direitos de seu catálogo musical à Hipgnosis por US$ 200 milhões, informou a empresa e uma fonte próxima ao caso. O músico segue o caminho de artistas como Bob Dylan e Bruce Springsteen. O Wall Street Journal informou, em dezembro, que o artista estava ofertando seus direitos por cerca de 200 milhões de dólares, valor confirmado à AFP nesta terça-feira, 24, por uma fonte próxima ao caso. "A Hipgnosis adquiriu todas as participações de Justin Bieber em seus direitos de lançamento [inclusive a participação do autor nas apresentações], gravações master e direitos relacionados a todo o seu catálogo", disse a Hipgnosis, empresa de gerenciamento que já possui os direitos musicais da banda Red Hot Chili Peppers. A Hipgnosis não divulgou o valor. O repertório inclui mais de 290 músicas lançadas antes de 31 de dezembro de 2021, entre eles seus maiores sucessos Baby, Sorry e Love Yourself. Este é o acordo mais recente em uma longa lista de compras de direitos de autor, direitos de lançamento do catálogo de artista e direitos autorais, que se tornaram ativos valiosos principalmente com a revolução do streaming. A compra fez parte de uma associação da Hipgnosis com a empresa de gestão financeira Blackstone, que anunciou, no final de 2021, um investimento de US$ 1 bilhão para continuar comprando música Aos 28 anos, "Justin Bieber é um dos artistas musicais mais vendidos de todos os tempos", orgulha-se a Hipgnosis.  

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Foi divulgado nesta segunda-feira, 31, o índice máximo de reajuste no preço de medicamentos no País. A taxa para este ano varia de 2,60% a 5,06%, com uma média ponderada de 3,48%.

Com a publicação, os laboratórios poderão ajustar os preços da seguinte forma: 5,06% para remédios com ampla concorrência (nível 1), 3,83% para medicamentos de média concorrência (nível 2) e 2,60% para aqueles com pouca ou nenhuma concorrência (nível 3). O aumento pode ou não ser repassado aos consumidores pelas farmácias e drogarias.

Presidente executivo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini explica que, no nível 1, entram medicamentos com muitos concorrentes e genéricos com o mesmo ingrediente ativo no mercado, como alguns anti-inflamatórios. No nível 2, estão aqueles com alguns concorrentes. O nível 3, por sua vez, engloba produtos com poucos ou nenhum concorrente, como alguns medicamentos para o tratamento de câncer.

A variação não se aplica aos medicamentos isentos de prescrição, como analgésicos; antitérmicos; antigripais; descongestionantes nasais; antialérgicos; antiácidos; produtos dermatológicos e dermocosméticos; produtos para dor articular e muscular. A categoria tem preços liberados e não entra na resolução.

Recomendação é pesquisar

Considerando a média ponderada, é o menor valor autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) desde 2018 (2,47%). A taxa média também é inferior à inflação geral do período - 5,06%, considerando o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, de março de 2024 a fevereiro de 2025.

O porcentual é definido pela CMED a partir de uma fórmula criada pelo governo (veja abaixo) e busca proteger os consumidores de aumentos abusivos ao mesmo tempo em que objetiva compensar eventuais perdas do setor farmacêutico. A lista completa pode ser consultada aqui.

O aumento, porém, não é repassado automaticamente para o consumidor. O que a regulação estabelece é o preço máximo do medicamento, sendo comum encontrar descontos, principalmente quando há muita concorrência. "Normalmente, o reajuste não é passado integralmente porque a concorrência não permite", afirma Mussolini.

Nesse sentido, a recomendação é pesquisar os preços em diferentes farmácias antes de efetuar a compra. Segundo Mussolini, dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais de cada estabelecimento, os aumentos podem demorar meses ou mesmo não acontecer.

Como é feito o cálculo?

A CMED é composta pelos ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exerce a função de secretaria executiva, fornecendo o suporte técnico às decisões.

Para a definição dos novos valores, o conselho de ministros da CMED leva em consideração fatores como a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo IPCA, a produtividade das indústrias farmacêuticas e os custos não captados pela inflação, como o câmbio e a tarifa de energia elétrica. A fórmula é: índice de reajuste = IPCA - X + Y + Z.

O reajuste parte do IPCA, neste ano de 5,06%, considera a produtividade da indústria farmacêutica (fator X, calculado em 2,46%) e soma os custos não captados (fator Y, neste ano 0%). Soma ainda o índice de produtividade (fator Z), levando em consideração a concentração de mercado: 2,46% para o nível 1, 1,23% para o nível 2 e 0% para o nível 3.

Abaixo do esperado pela indústria

Segundo Mussolini, o reajuste médio ficou abaixo do esperado pela indústria, que apostava em 4,5%, e representa uma atualização aquém da necessária para recompor os custos. "Provavelmente, vamos ter um menor investimento em pesquisa e desenvolvimento ou na ampliação das nossas unidades produtivas. Algumas empresas vão ter de refazer seus planos", prevê o executivo.

Parte da defasagem, de acordo com a indústria, reside no pagamento em dólar de quase toda matéria-prima. Hoje, o Brasil importa 95% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs), as substâncias que dão aos medicamentos sua característica farmacêutica, ou seja, que fazem com que determinado remédio funcione.

O governo tem anunciado medidas para incentivar a produção nacional via PAC, com vistas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde, mas a mudança de cenário requer ainda outros esforços. Para Mussolini, a internalização da produção - e a consequente redução da dependência externa - passa pela ampliação do mercado consumidor.

"O Brasil é um País importante na área de medicamentos, mas ele representa 2,7% do volume total de medicamentos no mundo", diz. "Se pudéssemos ser um fornecedor de IFAs para a América do Sul, América Central e América do Norte, nós teríamos, sim, condição de desenvolver uma indústria de IFAs".

Além das parcerias comerciais, ele considera fundamentais outros três aspectos: tempo, por não se tratar de um projeto simples, redução do custo de investimento no Brasil e maior organização do mercado nacional. Neste, especificamente, ele dá o exemplo da venda de medicamentos de tarja vermelha sem prescrição.

"Quando você tem um mercado bem regulado, ele amadurece e, amadurecendo o mercado, amplia-se o acesso. Ampliando acesso, você tem os instrumentos necessários para ser um grande consumidor. Virando um grande consumidor, é muito melhor fazer o produto aqui no Brasil. É assim que nós enxergamos, e temos conversado muito com os governos, mas precisamos de políticas de Estado nessa matéria e não políticas de governo. Não adianta nada o governo atual fazer uma política que não se torne uma política de Estado".

A região metropolitana de São Paulo vem sendo atingida por forte chuva na tarde desta segunda-feira, 31. A região do ABC paulista já registra alagamentos e ruas tomadas pelas águas.

Em Mauá, a quantidade de chuva registrada nas últimas três horas foi de 131 mm. A prefeitura emitiu comunicado orientando a população a redobrar os cuidados, "especialmente em área de encosta".

Em Santo André e São Bernardo do Campo, as precipitações registradas até agora foram de 84 mm e 52 mm, respectivamente. Os dados são da Defesa Civil, que emitiu um alerta severo para os três municípios e também para São Caetano, às 14h47.

"Nas próximas horas o tempo segue instável e a chegada da brisa marítima favorece a ocorrência de novas áreas de chuva sobre a Grande São Paulo", informa o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital. Toda a cidade está em estado de atenção para alagamentos.

Entregadores por aplicativo realizaram uma 'motociata' de protesto na manhã desta segunda-feira, 31, pelas ruas de São Paulo. Com greve nacional decretada para esta segunda e terça, 1º, a categoria reivindica aumento nas taxas pagas aos trabalhadores por viagem, limitação de quilometragem para bicicletas e garantia de pagamento integral dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.

Os motoboys se concentraram em praças próximas a shoppings na região sul de São Paulo e foram até o centro de Barueri e Osasco, na região metropolitana, onde fica a sede do iFood, principal tomador de serviço. Depois, passaram pela Marginal Pinheiros e finalizaram o ato às 14h30, em frente ao Shopping Eldorado, em Pinheiros, na zona oeste da capital.

Em nota, o iFood, principal empresa de delivery no Brasil e alvo dos entregadores no protesto, afirma que "respeita o direito à manifestação pacífica e à livre expressão dos entregadores e entregadoras" e diz estar "estudando a viabilidade de reajuste para 2025". Informa ainda que o ganho bruto por hora trabalhada na plataforma "é quatro vezes maior do que o ganho do salário mínimo-hora nacional".

"Há 10 anos, não aumentam valor de entrega, pelo contrário, só diminuíram, causando prejuízo enorme na renda salarial dos trabalhadores enquanto ficam milionárias", afirmam o Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), um dos líderes da manifestação.

"Os registrados em CLT tiveram aumento nos ganhos salariais de quase 99% (no período de 10 anos) enquanto os entregadores de aplicativos amargaram redução de quase 72%", justifica a categoria.

Veja quais são as reivindicações:

-Definição de taxa mínima de R$ 10 por corrida;

-Aumento no valor do km rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50;

-Limitação de 3 km para entregas feitas por bicicletas;

-Garantia de pagamento integral dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota