Regina Duarte explica vídeo em que cata papelão na rua e cita desejo de voltar para a televisão

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Após ser avistada "catando papelão" nas ruas de São Paulo, a atriz Regina Duarte se defendeu em participação no Fofocalizando, no SBT. No programa, que foi ao ar na última segunda-feira, 6, ela respondeu às críticas e falou, ainda, sobre a possibilidade de voltar para a televisão.

Segundo ela, o papelão foi coletado para a produção de artes plásticas - o que se tornou sua nova ocupação. Com isso e cascas de árvores, ela está se dedicando à criação de peças que homenageiam a fauna e a flora.

Ao ver os vídeos virais, Regina disse que também se divertiu. "Não deixa de ter um tom ridículo [nos vídeos], mas acredito na intenção que está ali. Por que comprar papel e papelão se eu posso encontrar papelão a todo momento e todos os dias nas ruas sendo jogado fora? Alguma utilidade hão de ter, então que tenham comigo", disse.

Ela declarou, ainda, que suas obras são um "hino de amor à natureza, às árvores, às folhas, às flores, às cascas das árvores, às raízes e aos frutos".

A atriz, que foi secretária da Cultura no governo de Jair Bolsonaro, não aparece mais em novelas - segundo ela, sua passagem na política também a trouxe dificuldades na arte. No entanto, Regina deixou claro que gostaria de voltar.

"Tenho muita vontade, mas acho complicado encontrar alguma proposta que me traga algo novo. Quando eu voltar espero não decepcionar, depois de tantas coisas incríveis que fiz na vida", disse.

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O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) suspendeu temporariamente a produção e o fornecimento de medicamentos radiofármacos após sucessivas tentativas de ataques cibernéticos em seus servidores de rede e estações de trabalho na sexta-feira, 28.

Os radiofármacos são substâncias radioativas que podem ser aplicadas pela medicina nuclear para diagnosticar e tratar doenças. Entre os medicamentos suspensos estão:

- Iodo-131: utilizado no tratamento de doenças da tireoide;

- Lutécio-177: empregado no tratamento de tumores neuroendócrinos no pâncreas e no trato gastrointestinal (gastroenteropancreáticos);

- Tálio-201: usado em cintilografias miocárdicas para avaliar o fluxo sanguíneo no coração;

- Guan-IPEN-131 (MIBG): utilizado como adjuvante na localização de tumores neuroendócrinos;

- Gerador de tecnécio-99m: utilizado em exames de imagem para diagnosticar diversas condições;

- Citrato de gálio-67: utilizado em cintilografias para detectar inflamações, infecções e certos tipos de câncer, como linfomas.

Apesar do ocorrido, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) afirma que a segurança física, radiológica e nuclear não foi afetada. "No entanto, em função da necessidade de preservar a integridade do ambiente de TI foi necessário desconectar a rede do Instituto do ambiente externo, incluindo os acessos via Internet, até que todas as ações preventivas necessárias sejam implementadas", diz em nota.

Como mostrou o Estadão, ataques relacionados à área da saúde cresceram nos últimos anos e o setor ocupa o terceiro lugar nas ações de ransomware, atrás de serviços e governo. Duas características atraem os hackers: a importância dos serviços, já que uma interrupção repentina causa grande impacto na sociedade, e a sensibilidade dos dados pessoais armazenados, como históricos de pacientes.

A CNEN pontua que ainda não é possível tirar conclusões quanto à motivação do ataque. O caso segue em investigação. "No entanto, diante do diagnóstico já elaborado, que segue sob restrição, pode-se inferir que o ataque foi altamente sofisticado, organizado e utilizou diversas técnicas avançadas para ultrapassar as defesas de segurança estabelecidas", afirma o órgão.

"O evento não se trata de um incidente trivial e, por isso, está recebendo grau máximo de prioridade em sua tratativa", continua.

A CNEN afirma que tem priorizado investimentos em segurança cibernética nos últimos anos. As ações incluem modernização da rede, aquisição de softwares e hardwares de proteção, capacitação de equipes em treinamentos nacionais e internacionais, além da implementação de diretrizes da Secretaria de Governo Digital.

A comissão também conta com uma equipe de prevenção, tratamento e resposta a incidentes cibernéticos, com atuação em todas as unidades do órgão, incluindo o IPEN, e desde 2023 possui uma área específica de segurança cibernética.

A mineradora Samarco, dona da barragem que colapsou em 2015 em Mariana, informou que vai disponibilizar, a partir deste sábado, 5, a plataforma na qual pescadores profissionais e agricultores familiares da Bacia do Rio Doce poderão solicitar o pagamento de R$ 95 mil relativo ao Acordo de Reparação homologado em novembro de 2024.

A indenização será paga em parcela única e individual, sem a dedução de Imposto de Renda.

O pagamento pode ser solicitado por pescadores e agricultores identificados em lista disponibilizada pela União. É preciso atender aos critérios estabelecidos no acordo, como, por exemplo, ter solicitado cadastro nos canais oficiais da Fundação Renova (em liquidação) até 31 de dezembro de 2021.

Os pescadores profissionais e agricultores familiares elegíveis têm até 4 de junho, ou seja, 60 dias após o lançamento da plataforma, para solicitar a indenização por meio do Sistema Agro e Pesca. A indenização não é cumulativa com outras iniciativas de indenizações, como o Programa Indenizatório Definitivo (PID), o Sistema PIM-AFE ou o Novel. Assim, a mesma pessoa não pode receber em mais de uma iniciativa de indenização.

Em caso de negativa no pedido, ainda será possível ingressar no PID dentro do prazo de até 90 dias corridos, exceto nos casos de diagnóstico de fraude.

O ingresso na plataforma deve ser feito por um defensor público, cujo atendimento é gratuito, ou por advogado, com honorários custeados pela Samarco.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu nesta sexta-feira, 4, Hugo dos Santos Araújo, suspeito de atirar contra o arquiteto Jefferson Dias Aguiar durante uma fuga de roubo no Butantã, zona oeste de São Paulo, na terça-feira, 1º de abril. O homem se apresentou à equipe responsável pela apuração do caso, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Araújo foi identificado pouco depois do homicídio por meio de imagens de câmeras de segurança, mas estava foragido. Os policiais da 1ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Deic, chegaram próximo de capturar o suspeito durante uma apuração sobre o seu paradeiro, mas ele conseguiu fugir na ocasião.

Segundo a SSP, ele decidiu se entregar. O objetivo da polícia agora é prender o segundo envolvido no crime, que dirigia a motocicleta que carregava Araújo. Ele também já foi identificado, mas está foragido.

A morte do arquiteto Jefferson Dias Aguiar aconteceu no começo da tarde da terça-feira, na altura do número 64 da rua Desembargador Armando Fairbanks, no Butantã. Ele estava em uma caminhonete Montana quando viu uma mulher sendo assaltada por dois indivíduos em uma moto - eles teriam levado o celular e a aliança dela.

Logo em seguida, imagens de monitoramento mostram que o arquiteto atropelou um dos suspeitos, que seria Araújo. A polícia investiga se o atropelamento foi intencional ou um acidente.

Com o impacto da batida, Araújo caiu no chão, mas se levantou e efetuou três disparos contra o arquiteto. Um dos tiros atingiu as costas da vítima, perto da região da nuca. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) em estado grave, mas não resistiu.

Conforme a Polícia Militar, a dupla praticava outros assaltos na região antes de disparar contra o arquiteto. Depois de cometer o crime, eles teriam conseguido escapar pulando o muro de um estacionamento, que fica ao lado de uma obra. Os autores abandonaram no local a motocicleta usada no assalto, uma Honda Titan azul.