'Não Nos Calaremos' fala sobre diferentes formas de abuso e é inspirada em histórias reais

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A nova série espanhola da Netflix Não Nos Calaremos, lançada na última sexta-feira, 31, lidera a lista das mais assistidas no Brasil, em sua primeira temporada, dividida em oito episódios. O seriado espanhol narra a conturbada decisão da personagem Alma (Nicole Wallace), uma jovem de 17 anos, que denuncia a violência sexual sofrida por sua amiga Grerta (Clara Galle) de um professor do colégio onde estudam, através de publicações em um perfil anônimo. Até o momento em que decide colocar um cartaz em frente à instituição com a frase "Cuidado, aqui se esconde um agressor" (em livre tradução).

A escolha por denunciar o que aconteceu com Greta afeta sua vida na escola, a relação com os pais e amigos. Alma também é vítima de diferentes violências, reveladas através da relação com a família, no abuso de substâncias ilícitas e também seu histórico com a agressão sexual.

Alma Inicialmente se apresenta como uma jovem rebelde, mas o enredo se encarrega de justificar suas atitudes, com a profundidade da complexidade humana, além de mostrar o amadurecimento da personagem em diferentes aspectos, incluindo em suas relações familiares e de amizade.

A complexidade dos personagem não se limita na protagonista, também se estende a personagens secundários, quando um dos seus abusadores -também seu amigo - se arrepende genuinamente do que fez, buscando ajuda profissional. A evolução também é vista nos pais da jovem, que conseguem enxergar seus erros e assumi-los, melhorando a relação da família.

A série foi elogiada pela construção de boas narrativas dos personagens, pela sintonia das amigas interpretadas por Nicole e Clara, e boa atuação do elenco, ficando longe dos clichês das séries adolescentes. Não é à toa que está disputando o número um da lista da Netflix com a queridinha da plataforma, a série Bridgerton.

Inspirada em histórias reais

O nome do perfil usado por Alma para fazer as denúncias, o @Iam_colemanmiller, faz referência às histórias de Daisy Coleman e Chanel Miller.

Daisy foi abusada em uma festa, por um rapaz de 17 anos chamado Matthew Barnett, e foi deixada inconsciente na porta de casa. Ao revelar o caso, Daisy passou a ser alvo de mentiras, perseguição nas redes sociais e ameaças, e as denúncias contra Matthew foram retiradas.

Enquanto Chanel Miller foi abusada sexualmente aos 22 anos por um homem chamado Brock Turner, em 2015. Deixada inconsciente próxima a uma lixeira e sem algumas peças de roupa, ainda assim, Turner foi condenado a apenas seis meses de prisão.

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O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu nesta sexta-feira, 4, Hugo dos Santos Araújo, suspeito de atirar contra o arquiteto Jefferson Dias Aguiar durante uma fuga de roubo no Butantã, zona oeste de São Paulo, na terça-feira, 1º de abril. O homem se apresentou à equipe responsável pela apuração do caso, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Araújo foi identificado pouco depois do homicídio por meio de imagens de câmeras de segurança, mas estava foragido. Os policiais da 1ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Deic, chegaram próximo de capturar o suspeito durante uma apuração sobre o seu paradeiro, mas ele conseguiu fugir na ocasião.

Segundo a SSP, ele decidiu se entregar. O objetivo da polícia agora é prender o segundo envolvido no crime, que dirigia a motocicleta que carregava Araújo. Ele também já foi identificado, mas está foragido.

A morte do arquiteto Jefferson Dias Aguiar aconteceu no começo da tarde da terça-feira, na altura do número 64 da rua Desembargador Armando Fairbanks, no Butantã. Ele estava em uma caminhonete Montana quando viu uma mulher sendo assaltada por dois indivíduos em uma moto - eles teriam levado o celular e a aliança dela.

Logo em seguida, imagens de monitoramento mostram que o arquiteto atropelou um dos suspeitos, que seria Araújo. A polícia investiga se o atropelamento foi intencional ou um acidente.

Com o impacto da batida, Araújo caiu no chão, mas se levantou e efetuou três disparos contra o arquiteto. Um dos tiros atingiu as costas da vítima, perto da região da nuca. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) em estado grave, mas não resistiu.

Conforme a Polícia Militar, a dupla praticava outros assaltos na região antes de disparar contra o arquiteto. Depois de cometer o crime, eles teriam conseguido escapar pulando o muro de um estacionamento, que fica ao lado de uma obra. Os autores abandonaram no local a motocicleta usada no assalto, uma Honda Titan azul.

Um ônibus que transportava estudantes e professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) caiu em uma ribanceira, no final da manhã desta sexta-feira, 4, no município de Imigrante, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Ao menos sete pessoas morreram e mais de 20 ficarem feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

O acidente aconteceu por volta de 11h15, no km 3,5 da rodovia RSC-453. De acordo com as primeiras informações, o veículo teria perdido o freio e saiu da pista, tombando na ribanceira. Segundo a universidade, 35 pessoas estavam a bordo do coletivo.

O grupo de estudantes e docentes do Curso de Paisagismo do Colégio Politécnico da seguia para uma visita técnica ao viveiro de plantas Cactário Horst, no município de Imigrante. Uma equipe da universidade se deslocou para o local do acidente.

Os feridos foram levados para hospitais de Lajeado e Teutônia. A USFM emitiu nota sobre o acidente com vítimas e decretou luto, suspendendo as atividades nesta sexta e no sábado, 5.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul confirmou que 22 pessoas feridas no acidente com o ônibus foram levadas para hospitais da região. Destas, 18 deram entrada no Hospital Ouro Branco, em Teutônia, das quais cinco estão em estado grave. Outras quatro foram levadas para o Hospital de Estrela.

As equipes tentam desviar o ônibus, que ficou tombado lateralmente, para verificar se há mais vítimas sob a estrutura do veículo.

A rodovia RSC-453 foi bloqueada nos dois sentidos para o atendimento às vítimas. Equipes do 22.o Batalhão Policial Militar, do Batalhão Ambiental e da Polícia Civil foram mobilizadas para atendimento às vítimas.

Em rede social, o governador Eduardo Leite (PSDB) lamentou o acidente. "O Rio Grande do Sul está de luto. Seguiremos acompanhando de perto essa situação tão triste e oferecendo apoio a todos os envolvidos", postou.

Um ataque a tiros em um bar deixou três pessoas mortas e um suboficial da Marinha ferido, na noite desta quinta-feira, 3, no Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio de Janeiro. O grupo assistia a um jogo do Flamengo pela Copa Libertadores da América, quando um carro preto parou em frente ao bar e os ocupantes fizeram os disparos. A Polícia Civil investiga a autoria e motivação do crime. A reportagem entrou em contato com a Marinha e aguarda retorno.

À Polícia Militar, testemunhas relataram terem ouvido um grande número de disparos. Os tiros teriam sido feitos pelos ocupantes de um automóvel Toyota Corolla preto. Os atiradores fugiram em seguida.

Policiais do 14° Batalhão da PM isolaram a área. O Corpo de Bombeiros chegou ao local e confirmou que quatro pessoas tinham sido atingidas pelos disparos, mas apenas uma sobreviveu. A vítima, identificada como um suboficial da Marinha, de 59 anos, foi levada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, no Realengo. No início da tarde desta sexta-feira, 4, seu estado era considerado grave.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de Luiz Cláudio Soares Serpa, de 61 anos, Luis Philippe Pires, de 25, e Jadir Barbosa Tavares Júnior, de 33.

"A perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime", diz a pasta.