Saiba tudo sobre 'Pedaço de mim', a série brasileira mais vista no ranking mundial da Netflix

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A Netflix revelou na terça-feira, 16 de julho, que Pedaço de Mim ocupa o primeiro lugar no top 10 global de séries de língua não inglesa na plataforma. Desde seu lançamento em 5 de julho, a produção tem mostrado o potencial das séries brasileiras no cenário internacional, o que influenciou a sinalização positiva da plataforma para investir ainda mais em produções nacionais.

E se você ainda não assistiu, ou está acompanhando e quer saber mais, o Estadão compilou as principais informações e notícias sobre a "novela" da Netflix.

Brasil em evidência

A notícia que a série não só lidera o ranking global como também se destaca em diversos países, mostra o potencial das produções brasileiras que levam em sua construção características bastante verde e amarelas. Pedaço de Mim conquistou o primeiro lugar em países como Argentina, Bolívia, Equador, México e Paraguai. Além disso, alcançou a segunda posição na Itália e em Portugal e a terceira na França.

Uma novela, série ou minissérie?

Inicialmente apresentada como a primeira novela da Netflix, Pedaço de Mim foi adaptada para uma minissérie com 17 episódios. Mesmo com a mudança de formato, a série mantém elementos tradicionais das telenovelas, como tramas que se desenvolvem e se concluem em episódios individuais, dramas intensas e surpresas em cada episódio. Criada por Angela Chaves e dirigida por Maurício Farias, a produção combina o ritmo das novelas e o desenvolvimento das séries contemporâneas.

Um enredo bastante novelesco

A trama é um verdadeiro melodrama familiar, clássico das programações de folhetim. Liana (Juliana Paes) é uma terapeuta ocupacional que descobre estar grávida de gêmeos, mas sua gestação é um caso raro de superfecundação, em que os gêmeos têm pais diferentes: seu marido o advogado Tomás (Vladimir Brichta) e Oscar (Felipe Abib), irmão de sua melhor amiga, que a violentou. Em paralelo a isso, seu casamento está em crise, e o casal vem de um histórico de dois abortos espontâneos.

Paloma Duarte, dá vida à médica Sílvia, irmã de Tomás e obstetra de Liana, que por sua vez vive um drama particular. Silvia é mãe do Inácio (Vitor Valle), que possui uma doença degenerativa que está o deixando cego, e por conta das demandas de ser uma mãe ativa deixa de lado sua vida pessoal, terceirizado sua relação com Vicente (João Vitti), um ex-colega de faculdade que é apaixonado por ela e quer viver essa romance.

Destaques na Atuação

Um dos destaques do elenco é Vitor Valle, que aos 17 anos interpreta o filho de Silvia, um adolescente com uma doença degenerativa visual chamada retinose pigmentar. Sua performance tem sido amplamente elogiada, já que interpretar uma pessoa com deficiência visual tem desafios bem específicos, que têm sido driblados com maestria pelo jovem, ao avaliar o resultado das cenas.

Críticas e Controvérsias

Apesar do sucesso, Pedaço de Mim não escapou das polêmicas. O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ) denunciou a Netflix e a produtora A Fábrica por irregularidades na produção, incluindo a utilização de atores sem registro profissional e contratos não visados, em desacordo com a lei 6533/78. A reportagem tentou contato com a Netflix, mas não obteve retorno; o canal segue aberto.

Além disso, a caracterização dos personagens não passou ilesa e foi alvo de críticas, com espectadores apontando a falta de envelhecimento visível dos personagens após uma passagem de tempo de 18 anos.

Ainda sim, Pedaço de Mim já construiu um legado, se destacando não apenas pelo enredo e atuações, mas também pelas discussões sobre produção audiovisual no Brasil. A série marca as produções brasileiras, mostrando que dramas nacionais podem conquistar um público global e competir de igual para igual com outras grandes produções internacionais.

Assista ao trailer de Pedaço de Mim.

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O encaminhamento das obras de extensão da Avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste da capital, poderá levar à desativação do Viaduto João Goulart, conhecido como Minhocão, de acordo com o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB). O viaduto liga a região da Praça Roosevelt, no centro da cidade, ao Largo Padre Péricles, na Barra Funda.

A declaração de Nunes foi dada à imprensa nesta quarta-feira, 2. O chefe do Executivo disse que está encaminhado um estudo da SPUrbanismo, empresa pública vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), que prevê a extensão da Avenida Marquês de São Vicente até o bairro do Tatuapé, na zona leste.

O prolongamento da via faz parte do plano de metas da Prefeitura, divulgado na última terça. A administração diz que o futuro corredor terá 6,9 quilômetros e vai conectar as avenidas Sergio Tomás até a Salim Farah Maluf, "desativando o posterior do Elevado Presidente João Goulart".

De acordo com o prefeito, a extensão vai trazer melhorias para a mobilidade da capital. "Tem um estudo da SPUrbanismo que, com a extensão da (Avenida) Marquês até o (bairro) Tatuapé, a gente vai poder desafogar bem o trânsito e fazer uma ligação entre as zonas oeste e leste - obviamente passando pelo centro. Dando certo, vai possibilitar que a gente desative o Minhocão", disse Nunes.

O prefeito diz que ainda não é possível saber se vai reaproveitar o espaço do viaduto para transformá-lo e ser ocupado de outra forma, ou se vai demolir o elevado. "Agora, se a gente vai desativar o Minhocão com demolição ou fazer um High Line, a gente tem de discutir com a sociedade. É um tema polêmico", afirmou. O High Line, citado pelo prefeito, é uma espécie de parque suspenso.

Nunes diz que a Prefeitura encomendou um projeto de túnel para ligar as zonas oeste e leste da cidade, mas que a ideia não foi adiante por causa do alto custo. E explicou, ainda, que a extensão da Marquês de São Vicente está "bem trabalhada".

"A gente tinha feito a encomenda de um projeto de fazer um túnel. A hora que chegaram os estudos, a gente viu que era inviável pelo custo", disse Nunes. "Agora, essa proposta de extensão da Marquês de São Vicente está bem trabalhada, pronta para a gente fazer as desapropriações - que não são tantas - e poder ter mais essa via na cidade", disse Nunes.

Construído em 1971, o Minhocão foi erguido com a proposta de dar vazão ao fluxo de veículos na capital paulista, que crescia na época. Com o tempo, o viaduto - cuja extensão passa pelos bairros República, Santa Cecília e Barra Funda - passou a receber críticas, seja por provocar desvalorização dos imóveis nas proximidades ou acentuar a deterioração urbana da região.

Atualmente, o Minhocão é usado para veículos de segunda a sexta até 20h. Deste horário até 22h, o elevado é fechado para uso de pedestres, que aproveitam o espaço para praticar atividades físicas. Aos finais de semana e feriados, o viaduto também fica fechado para veículos e aberto ao público, das 7h até 22h.

Um roubo praticado no Shopping Center Norte, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, terminou com tiros disparados no estacionamento do local, na tarde desta quarta-feira, 2. Após o crime, um carro suspeito de ter sido usado no crime foi encontrado pela polícia, com perfurações.

O shopping confirmou os disparos e disse que não houve feridos. A assessoria do espaço informou que acionou as autoridades competentes para apurar o caso, e que o Center Norte funciona normalmente.

Um veículo modelo Onix Branco, que teria sido usado no crime, foi localizado pela Polícia Civil na Rua Monsenhor Maximiliano Leite, no bairro do Pari, região central da capital, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP). A via fica cerca de quatro quilômetros distante do shopping

O carro apresentava marcas de tiros no para-brisa e no porta-malas. No interior do carro, foram encontrados vestígios de sangue, alicate e cópias de documentos. "Foram solicitados exames periciais e o automóvel foi apreendido", informou a pasta.

A ocorrência foi encaminhada para 1ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O Ministério Público de São Paulo arquivou sumariamente investigação sobre denúncia do empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC que atribuiu a seu advogado relatos de suposto pagamento de propinas a policiais civis e também ao deputado estadual Antônio Olim (PP).

Em despacho de oito páginas, o procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane alertou para a 'inexistência de indícios do cometimento de infração penal, por conseguinte, de justa causa para a instauração da persecução penal' contra Olim.

Sobrane é coordenador da Assessoria de Competência Originária Criminal, braço da Procuradoria-Geral de Justiça que atua exclusivamente em apurações sobre autoridades com prerrogativa de foro.

"Com efeito, a notícia de fato não está instruída com elementos de informação minimamente suficientes para a instauração de procedimento investigatório de natureza criminal", cravou o procurador.

Gritzbach foi fuzilado em novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando chegava de uma viagem a Maceió. A Promotoria denunciou à Justiça seis envolvidos no assassinato do delator do PCC, entre eles três policiais militares. Segundo a denúncia, os acusados aceitaram 'promessa de recompensa para a execução e participação no crime'. "Verdadeiros mercenários de aluguel", diz a acusação.

Ao analisar o anexo da delação de Gritzbach que indica suposta corrupção policial e menciona o deputado Olim, o procurador ponderou que 'há nos autos apenas a declaração firmada por Antônio Vinícius Lopes Gritzbach em que afirma ter recebido informação de seu advogado acerca da exigência de pagamento feita pelas autoridades mencionadas'.

O delator do PCC citou os delegados Fábio Pinheiro Lopes, o Fábio Caipira, e Murilo Fonseca Roque. Mas também com relação a eles, Gritzbach não entregou nenhuma prova que desse embasamento à sua acusação.

O próprio advogado Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves - de quem o delator disse ter ouvido relato sobre propinas para o parlamentar e delegados -, derrubou a versão. Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, Ramsés foi taxativo e negou ter dito ao delator que repassou R$ 4,2 milhões a Olim, Fábio Caipira e Murilo.

Na promoção de arquivamento da investigação sobre o deputado Olim, o procurador Sérgio Sobrane observou que 'os elementos de informação referentes aos investigados que não possuem foro especial por prerrogativa de função deverão ser encaminhados ao Gaeco para prosseguimento das investigações'.

Gritzbach havia firmado acordo de colaboração premiada com o Ministério Público no âmbito de um processo criminal em curso na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Em um anexo de sua delação, Gritzbach contou que o advogado Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves - constituído para sua defesa em dois inquéritos e no bojo de uma medida cautelar -, pediu a ele R$ 5 milhões, alegando que R$ 800 mil seriam referentes a honorários e o restante para pagamento de propinas a Olim e aos delegados - o ajuste financeiro seria realizado via transferência de dois imóveis, cheques e operação bancária, Em troca, os policiais e o deputado 'resolveriam todos os seus problemas'.

Ramsés, no entanto, o desmentiu. Ele disse à Corregedoria da Polícia que jamais se reuniu com o deputado ou com os delegados.

Segundo o procurador, Gritzbach 'não apresentou nenhuma comprovação do pagamento desses valores e de seus beneficiários, tampouco poderá fazê-lo, uma vez que foi vítima de homicídio'.

"Diante do exposto, em razão da inexistência de indícios do cometimento de infração penal, por conseguinte, de justa causa para a instauração da persecução penal, promovo o arquivamento da representação criminal em relação ao deputado estadual Antônio Assunção de Olim", escreveu o procurador Sérgio Turra Sobrane.