'O performer que sou hoje nasceu em 1985', diz Lulu Santos após show no Rock In Rio

Variedades
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
Primeiro artista que se apresentou na edição inaugural do Rock in Rio a fazer show nesta edição comemorativa dos 40 anos de festival, o cantor e compositor Lulu Santos, aos 71 anos, animou o público na Cidade do Rock na "matinê" (como ele chamou) deste sábado, 14. Lulu abriu sua exibição pontualmente às 16h40, cantando Toda Forma de Amor. Depois emendou outros sucessos e, antes de cantar Como uma Onda, fez menção ao seu show de 13 de janeiro de 1985.

Após a apresentação, Lulu contou ao Estadão que, naquela primeira vez no Rock in Rio, saiu insatisfeito com a própria performance. "Saí com uma sensação ruim, porque achei que não tinha ido bem", disse.

Ele tinha então apenas três anos de carreira profissional, e naquele Rock in Rio teve a oportunidade de ver as apresentações e o profissionalismo dos artistas estrangeiros. "O performer que sou hoje nasceu em 1985", contou.

Passados 40 anos, a sensação após o show deste sábado foi de "felicidade e dever cumprido", afirmou, sorridente. O artista volta ao evento em 21 de setembro para cantar no "Dia Brasil", dedicado apenas a atrações nacionais, no show Pra Sempre Pop ao lado de nomes como Jão, Luísa Sonza e Ivete Sangalo.

Em outra categoria

Um sítio arqueológico com pinturas rupestres foi descoberto no Parque Nacional do Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. O achado é inédito no estado. Os desenhos nas rochas, em tons de vermelho e amarelo-alaranjado, estão a 2.350 metros de altitude. Um deles se assemelha a um lagarto visto de cima. O local ainda não pode ser visitado.

O achado aconteceu no final de 2023, mas as imagens só foram divulgadas nesta quarta-feira, 2, pela gestão do parque e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra as unidades de conservação federais. No tempo decorrido, foram realizadas análises para atestar a importância do achado e adotadas medidas para a proteção do local. Segundo o ICMBio, o sítio traz novas perspectivas para a arqueologia brasileira.

Batizado de Sítio Arqueológico Agulhas Negras, o local foi descoberto por Andres Conquista, colaborador da Parquetur, concessionária do Itatiaia. "Estava fotografando os lírios e escalando uma pedra durante meu horário de almoço. Ao subir em outra rocha para descer do lado oposto, vi as pinturas na superfície", relata.

Desenhos geométricos

As pinturas encontradas no Sítio Agulhas Negras são predominantemente desenhos geométricos, alguns apresentando duas cores, combinando tons de vermelho e amarelo-alaranjado, segundo o ICMBio. Há ainda grafismos zoomorfos, como uma figura que remete ao lagarto visto de cima.

De acordo com o arqueólogo Carlos Gabriel, os traços dessas pinturas guardam semelhança com a Tradição São Francisco, cujos registros estão concentrados no médio e baixo curso do Rio São Francisco, entre Minas Gerais e Bahia. "Caso essa situação se confirme, as pinturas de Itatiaia representarão a manifestação mais ao sul dessa tradição no Brasil", afirma.

Importância histórica

Conforme o ICMBio, ainda não é possível determinar a idade das pinturas. Os registros serão analisados por especialistas nos próximos meses. "Além de seu valor artístico e cultural, o Sítio Agulhas Negras reforça a presença contínua de povos indígenas no Brasil antes da chegada dos europeus", diz o ICMBio.

Ainda segundo o Instituto, a localização no planalto de Itatiaia, uma região de clima distinto dentro do Sudeste, sugere que diferentes paisagens foram habitadas ao longo dos milênios. Além disso, as semelhanças com registros de outras partes do país indicam uma intensa circulação de ideias e símbolos entre os povos ameríndios.

Para os pesquisadores, o sítio Agulhas Negras pode estar relacionado a outros sítios arqueológicos da região, como os localizados em Andrelândia, Baependi e Carrancas, no sul de Minas Gerais. Eles destacam o Sítio da Serra de Santo Antônio, em Andrelândia, o mais estudado da região e associado à Tradição São Francisco - um agrupamento de pinturas rupestres que se encontram ao longo do Rio São Francisco.

No nível arqueológico mais antigo escavado nessa área, segundo o ICMBio, uma datação revelou 3.030 anos antes do presente. "É possível que os autores das pinturas de Itatiaia tenham pertencido à mesma 'onda cultural'", diz o ICMBio.

Assim que a descoberta foi confirmada, a gestão do Parque do Itatiaia notificou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o registro oficial e orientações sobre a proteção do sítio. Em abril de 2024, equipes do Iphan, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, visitaram o local para as primeiras análises.

A pesquisa foi autorizada pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), sob o título "Identificação, pesquisa e gestão de sítios arqueológicos no planalto do Parque Nacional de Itatiaia, RJ, Brasil", com o número 98090-1. Ao menos dez pesquisadores das instituições e universidades participaram do trabalho.

A proteção do sítio é uma responsabilidade compartilhada entre o ICMBio, o Iphan e órgãos da sociedade e o plano é abrir o sítio para visitação, mas apenas no futuro. "Neste primeiro momento, a visitação ao sítio arqueológico não será permitida. Vamos aguardar o avanço dos estudos e avaliar, junto aos pesquisadores, a melhor estratégia para visitação futura", diz Felipe Mendonça, gestor do Parque Nacional do Itatiaia.

O que são as pinturas rupestres?

As pinturas rupestres são uma das expressões culturais mais antigas da humanidade, transmitindo informações sobre valores estéticos e simbólicos das sociedades que as produziram. Essas representações eram feitas com pigmentos naturais como carvão, argila, sangue e minerais, retratando cenas do cotidiano dos povos antigos, figuras humanas, animais e símbolos abstratos.

As mais antigas já encontradas têm cerca de 51,2 mil anos e estão em uma ilha da Indonésia. No Brasil, as mais conhecidas estão na Serra da Capivara, no Piauí, no que é considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes das Américas.

No estado de São Paulo, o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) tem catalogados mais de 50 sítios arqueológicos com pinturas rupestres.

Confira aqui

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para chuvas intensas em cidades do Estado de São Paulo. O aviso é válido até sexta-feira, 4, podendo ser prorrogado. A expectativa é de chuva de até 100 mm/dia e ventos intensos de até 100 km/h. No Alerta laranja, há risco para corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Entre as cidades do Estado de São Paulo afetadas estão:

- Aparecida

- Atibaia

- Arujá

- Barueri

- Bertioga

- Caieiras

- Caraguatatuba

- Carapicuíba

- Diadema

- Franco da Rocha

- Guarujá

- Guarulhos

- Ilha Bela

- Itanhaém

- Itaquaquecetuba

- Jundiaí

- Mairiporã

- Mauá

- Mogi das Cruzes

- Osasco

- Santo André

- São Caetano do Sul

- São Paulo

- São Roque

- São Vicente

- Suzano

- Ubatuba

Ainda conforme o Inmet há alerta laranja para um trecho do Amazonas e o Estado do Acre, assim como alerta amarelo para a incidência de chuva nesta quinta-feira (3) em áreas do Norte, Centro-Oeste, Sudeste, Sul e parte do Nordeste do País. Os avisos também podem ser atualizados.

Defesa Civil do SP irá montar um gabinete de crise

Nessa quarta-feira, 2, a Defesa Civil do Estado de São Paulo já havia emitido alerta para a incidência de fortes chuvas entre esta quinta-feira e sábado, 5, devendo a população ficar atenta aos riscos e recomendações de segurança.

Conforme o órgão estadual, a formação e atuação de uma frente fria favorecerá a ocorrência de temporais na faixa leste do Estado paulista, atingindo principalmente as regiões do litoral norte, Baixada Santista, Vale do Paraíba, região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira e para as regiões de Sorocaba, Campinas e Itapeva.

"Os modelos meteorológicos apontam para chuva de forte intensidade com volume muito alto nesses dias, que pode gerar alagamentos, deslizamentos de terra e outros transtornos, especialmente em áreas de risco", alerta.

A Defesa Civil do Estado de SP irá montar o gabinete de crise a partir das 14h desta quinta-feira. O gabinete deve ficar mobilizado no CGE da Defesa Civil do Estado, até domingo, dia 6, para garantir pronta resposta a possíveis estragos causados pelos temporais.

Veja algumas recomendações:

- Evite transitar por áreas alagadas ou próximas a córregos e rios durante a chuva intensa;

- Não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas durante temporais com raios;

- Em caso de ventos fortes, mantenha distância de janelas e objetos que possam se desprender.

- Moradores de áreas de risco devem ficar atentos a sinais como rachaduras no solo, inclinação de árvores e postes, e procurar abrigo seguro caso percebam indícios de deslizamento;

- Acompanhe os alertas e recomendações da Defesa Civil por meio dos canais oficiais para minimizar impactos e garantir a segurança de todos.

Dois suspeitos foram identificados por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil do Estado de São Paulo, como os responsáveis pela morte do arquiteto Jefferson Dias Aguiar, de 43 anos. A vítima foi baleada quando tentava impedir a ação de criminosos na última terça-feira, 1º, no Butantã, na zona oeste de São Paulo.

Segundo o Deic, as investigações ficaram a cargo dos policiais da 1ª Delegacia da DISCCPAT (Investigações sobre Roubos e Latrocínios). "As diligências levadas a efeito pelas equipes da especializada possibilitaram a identificação tanto do atirador, assim como do indivíduo que fazia sua escolta e deu fuga após a realização dos disparos", disse o departamento.

A polícia realiza diligências para tentar localizar e prender os responsáveis, cujas qualificações serão inicialmente preservadas visando a efetividade das investigações.

O crime aconteceu na Rua Desembargador Armando Fairbanks. Aguiar estava em uma caminhonete Montana quando viu uma mulher sendo assaltada por dois indivíduos em uma moto - eles teriam levado o celular e a aliança dela.

Imagens de monitoramento mostram o arquiteto atropelando um dos criminosos, que usou a calçada para fazer um retorno para a via. O suspeito caiu no chão com o impacto, mas se levantou e efetuou três disparos contra o arquiteto. Um dos tiros atingiu as costas de Aguiar, perto da região da nuca.

Os assaltantes tinham acabado de roubar a aliança e celular de uma mulher e estavam tentando fugir da cena do crime.

O arquiteto chegou a ser levado para o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), que fica na região, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio (roubo seguido de morte).