Zé Neto, da dupla com Cristiano, recebe alta após acidente em fazenda

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Zé Neto, dupla de Cristiano, recebeu alta nesta quinta-feira, 3, após sofrer um acidente com um veículo off-road na fazenda da família, localizada em Fronteira, no Triângulo Mineiro.

Ao ser levado para o hospital, o sertanejo levou 50 pontos na cabeça e usou as redes sociais para dizer que apesar do susto que levou, estava bem e iria se recuperar em casa.

"Já deu uma desinchada. Desceu um pouquinho de edema aqui. Mas o médico falou que é normal. Logo, logo, vou estar bem de novo, graças a Deus! Estamos marcando um ensaio já para voltar aos palcos, que é onde a gente ama e de onde nunca devia ter saído", disse o cantor.

O acidente

O cantor foi hospitalizado no Hospital Base de São José do Rio Preto, na noite do sábado, 28. Enquanto andava em UTV, veículo off-road de dois acentos, ele entrou em um buraco e caiu.

"O Cris e o Zé foram andar de UTV por uma trilha. O Zé passou por um buraco e bateu a cabeça numa armação do carro, no ferro do carro, e aí cortou e precisou dar ponto. Só que a gente estava em Fronteira, teve que ir para São José do Rio Preto... Mas graças a Deus não foi nada de mais. Fizemos tomografia, por ser na região da cabeça. Sangrou bastante porque tem muito vasinho, mas ele está muito bem", relatou Natalia Toscano, mulher do cantor.

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu um terceiro policial suspeito de envolvimento no sequestro do empresário espanhol, de 25 anos, mantido refém em um cativeiro em Mogi das Cruzes, na Grande SP. O caso aconteceu no início da semana passada, na segunda-feira, 24.

A vítima, Rodrigo Perez Aristizabal, relatou às autoridades que ficou sob o domínio dos sequestradores por cinco dias, até sábado, 29, quando conseguiu escapar. Ele disse que chegou a ter cerca de US$ 50 milhões de dólares desviados das suas contas bancárias - cerca de R$ 280,3 milhões na cotação atual.

A identidade do agente detido não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa. Dois outros policiais, um militar da reserva e um civil, já tinham sido detidos. A Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) investiga o caso.

O terceiro agente, também policial civil, estava foragido. Ele foi capturado na noite da última quarta, 2, e preso temporariamente, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP).

Ainda conforme a pasta, a Corregedoria da Polícia Civil apontou a participação de sete suspeitos ao todo no caso, incluindo a namorada da vítima, Luana Bektas Lopez, do Paraguai. A defesa dela não foi localizada. A SSP-SP disse, em manifestações anteriores, que não tolera desvios de conduta.

"Uma ex-namorada da vítima também é alvo das investigações, que prosseguem sob responsabilidade da Divisão Antissequestro do Dope e das Corregedorias das Polícias Civil e Militar para o completo esclarecimento dos fatos", informou a secretaria, em nota.

Empresário espanhol foi mantido refém por cinco dias

O crime aconteceu no início da semana passada. O empresário Rodrigo Perez Aristizabal relatou à polícia, sem conseguir precisar o dia, que voltava de uma padaria para o seu apartamento, no Ipiranga, zona sul da cidade, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma camionete preta com a logomarca da Polícia Civil.

Ele foi chamado pelo nome. Ao responder, os supostos agentes teriam dito que eram da polícia internacional, e o colocaram à força no veículo. Os suspeitos estavam usando uniforme da Polícia Civil, segundo o boletim de ocorrência. O caso teria acontecido entre na segunda, 24, ou terça-feira, 25, conforme o relato do empresário.

Aristizabal foi levado para um cativeiro, em uma área de mata em Mogi das Cruzes. Ele relata que teve de tomar remédio para dormir e que passou a ser extorquido pelos sequestradores. De acordo com a vítima, os suspeitos teriam desviado uma quantia de US$ 50 milhões da sua conta - cerca de R$ 280 milhões na conversão atual.

Conforme o registro policial, no sábado, ele conseguiu escapar do cativeiro depois de colocar, escondido, o remédio tranquilizante em uma bebida que estaria tomando acompanhado de um dos sequestradores, de quem teria conseguido a confiança.

O espanhol conseguiu se libertar das algemas, escapar do cativeiro, e acessar um restaurante, onde acionou a PM. Os agentes foram ao lugar onde o empresário era mantido como refém e encontraram um dos sequestradores no local do crime. Aos policiais, o agente confessou a participação no crime e foi preso em flagrante.

Participação da namorada

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a participação da namorada de Rodrigo Aristizabal no crime. O espanhol relatou à polícia que Luana Bektas teria aparecido no local do cativeiro em um dos dias em que esteve sob o domínio dos bandidos.

Ainda conforme o registro policial, o empresário teria percebido, no dia do sequestro, que a companheira estava trocando mensagens no celular com um contato identificado como "Thor", com quem ela já teria conversado em outras oportunidades, escondida do empresário.

Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal no Paraná culminou na apreensão de duas BMWs pela Polícia Civil de Santa Catarina. No dia 5 de fevereiro, câmeras de videomonitoramento da concessionária Arteris registraram dois motoristas de BMWs executando manobras perigosas na praça de pedágio da BR-101, em Garuva, Santa Catarina. O condutor do primeiro veículo, uma M3 sedan azul de 2017, após efetuar o pagamento do pedágio, executou manobras como arrastamento de pneus, cavalos-de-pau e movimentos circulares em meio ao tráfego, incluindo caminhões.

O segundo, a bordo de uma M3 Competition verde de 2021, fugiu sem pagar o pedágio. Ele filmou as ações arriscadas do primeiro motorista enquanto dirigia.

Informada pela concessionária e de posse das imagens gravadas na praça do pedágio, a PRF abordou os veículos na unidade de Tijucas do Sul, na BR-376. Durante a fiscalização, os policiais constataram que ambos os veículos circulavam sem as placas dianteiras.

A BMW verde, avaliada em R$ 560 mil, estava sem nenhuma placa - elas foram encontradas no porta-luvas do veículo, porém em tamanho reduzido, em desacordo com a legislação. O motorista usava o celular para filmar as manobras do colega enquanto dirigia ao lado de uma mulher e uma criança de três anos. As infrações resultaram em multas totalizando R$ 912,33.

O influencer da BMW azul, avaliada em R$ 380 mil, que realizou as manobras perigosas, estava com a CNH vencida e o para-brisa trincado, acumulando multas no valor de R$ 3.716,87. A infração por manobras perigosas, especificamente, implica multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir.

As investigações revelaram que os motoristas envolvidos são influenciadores digitais que utilizavam veículos de luxo para infrações de trânsito, registrando e divulgando as ações nas redes sociais com o objetivo de monetizar o conteúdo e atrair seguidores. Essa prática levou a Polícia Civil de Santa Catarina a deflagrar, no começo de março, a Operação Bayerische, 'visando reprimir tais condutas e desestimular a glorificação de infrações de trânsito nas mídias sociais'.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, resultando na apreensão de mais dois veículos de luxo: um Chevrolet Camaro 1SS e uma Land Rover Discovery. Os policiais também encontraram adesivos relacionados ao perfil do influenciador e placas de veículos com mecanismos de rápido acoplamento, possivelmente usados para dificultar a identificação. A Justiça determinou o bloqueio das redes sociais utilizadas para a divulgação das infrações e a suspensão das CNHs dos influencers.

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu nesta quinta-feira, 3, que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cumpriu parcialmente as exigências para reduzir a letalidade policial e melhorar a política de segurança pública do Estado, mas estabeleceu um conjunto de regras que precisam ser observadas nas operações policiais e na investigação das ocorrências envolvendo mortes de civis e agentes nessas operações. A decisão foi tomada na "ADPF das Favelas".

Os ministros confirmaram que as Polícias Civil e Militar têm autonomia para deflagrar operações em comunidades, que foram limitadas desde a pandemia de covid-19, mas o trabalho precisa obedecer uma série de diretrizes, como o uso "proporcional" da força e o respeito aos perímetros de escolas, creches, hospitais e postos de saúde.

Uma das principais exigências é a criação de um plano de recuperação territorial de áreas dominadas por facções e milícias com cronogramas objetivos para cada etapa de trabalho, políticas para a juventude e implantação de serviços básicos.

Caberá à União dar "apoio logístico e financeiro" para o combate ao crime no Rio de Janeiro. O STF também definiu que a Polícia Federal deve criar uma força-tarefa permanente para identificar as organizações criminosas em atuação no Rio de Janeiro, sobretudo suas lideranças, movimentações financeiras e conexões com grupos políticos.

Os ministros reconheceram que, desde que 2019, quando o tribunal começou a se debruçar sobre o tema, houve "avanços importantes" por parte do governo estadual, com a redução da letalidade policial, mas concluiu que ainda existem "falhas administrativas, omissões e violações de direitos fundamentais".

Os ministros vinham alinhando nos bastidores um voto conjunto que acomodasse suas divergências. A avaliação interna é a de que o tema é sensível e merecia um pronunciamento uníssono e claro do tribunal. Por isso, o ministro Edson Fachin, relator do processo, reajustou a primeira versão do seu voto e fez concessões importantes. Os ministros buscaram aprovar uma decisão que equilibrasse, de um lado, a eficiência do combate ao crime e, do outro, a segurança da população.

"O tribunal tem a preocupação de proteger os direitos fundamentais das comunidades e também tem a preocupação de assegurar a integridade dos policiais e o seu bom direito de defesa quando estejam atuando na forma da lei", defendeu o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, ao anunciar o resultado do julgamento.

O processo não será encerrado com a decisão. O tribunal vai monitorar o cumprimento de suas determinações com auxílio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão chefiado pelo procurador-geral da República Paulo Gonet.

Veja todas as determinações do STF:

Plano de recuperação territorial

O governo do Rio de Janeiro deve apresentar ao Supremo Tribunal Federal um plano detalhado com medidas para retomar o controle sobre áreas dominadas por facções criminosas e milícias. Os ministros estabeleceram que parte dos recursos destinados à segurança pública do estado, inclusive por meio de emendas parlamentares impositivas, deve ser reservada ao projeto de reocupação do território.

Polícia Federal

O STF não estabeleceu obrigações apenas para o governo estadual. A União também terá que cumprir exigências, entre elas o "apoio logístico e financeiro" para o combate ao crime no Rio de Janeiro.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve criar uma força-tarefa permanente da Polícia Federal para identificar as organizações criminosas em atuação no Rio de Janeiro. O foco será nas lideranças, movimentações financeiras e conexões com políticos, com ênfase nas milícias, tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro.

Segundo a decisão do STF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal devem auxiliar no monitoramento da circulação do dinheiro movimentado por essas organizações criminosas.

Além disso, o Ministério da Justiça e o Ministério da Defesa devem fazer o cadastramento de todas as armas destinadas às polícias estaduais.

Uso da força nas operações

O tribunal reconheceu que as forças de segurança têm autonomia para avaliar e definir o grau de força adequado para cada contexto, observando a "proporcionalidade" das operações e preferencialmente com planejamento prévio. Operações de emergência podem ser deflagradas desde que sejam devidamente justificadas. Quando as operações forem planejadas, e se houver risco de conflito armado, é obrigatória a presença de ambulâncias no local mais próximo possível. Além disso, as polícias devem evitar operações em perímetros de escolas, creches, hospitais e postos de saúde. Ao final de cada operação, devem ser produzidos relatórios detalhados.

Coleta de dados sobre letalidade policial

O STF homologou parcialmente o plano de redução da letalidade apresentado pelo governo, mas determinou ajustes na coleta de dados sobre ocorrências envolvendo mortes de civis e de agentes de segurança pública. Prevaleceu entre os ministros a avaliação de que a base de dados é imprescindível para definir as melhores políticas de segurança pública.

Ficou definido que o governo precisa criar novos indicadores para especificar os casos de mortes de civis em confrontos armados com a participação de forças de segurança, mas com autoria indeterminada do disparo letal.

Além disso, os dados desagregados sobre ocorrências com mortes de civis e de agentes de segurança devem ser públicos. Entre as informações obrigatórias estão: a corporação (Polícia Civil ou Militar), unidade ou batalhão do agente envolvido ou vítima, se o policial estava em serviço e se o fato ocorreu em contexto de operação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve fazer as adaptações necessárias no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) para incluir campos sobre mortes decorrentes de intervenção policial, que devem ser preenchidos por todos os Estados.

Regras de conduta para operações em resultem em mortes

Os ministros também definiram regras de conduta para policiais, delegados e peritos quando houver mortes em operações policiais. O principal comando é a preservação do local do crime pela equipe que chegar primeiro à ocorrência e a comunicação imediata ao Ministério Público e às Corregedorias das Polícias. O STF proibiu expressamente a remoção indevida de cadáveres sob pretexto de suposta prestação de socorro.

O delegado de Polícia Civil deve se dirigir imediatamente ao local da ocorrência, apreender objetos que tiverem relação com a investigação, colher todas as provas úteis e identificar e qualificar testemunhas presenciais. E os peritos devem fotografar os cadáveres na posição em que forem encontrados e documentar todas as lesões externas. Os laudos necessários devem ser elaborados no prazo máximo de dez dias e todas as provas periciais devem ser armazenadas em um sistema eletrônico.

As Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil terão prazo máximo de 60 dias para concluir processos administrativos sobre mortes decorrentes de intervenção policial.

Investigação e monitoramento pelo Ministério Público

Caberá ao Ministério Público do Rio investigar todas as suspeitas de envolvimento de agentes de segurança em crimes dolosos contra a vida. Incidentes que tenham como vítimas crianças e adolescentes devem ter prioridade. E o governo estadual têm a obrigação de compartilhar todas as informações requisitadas, como registros de ocorrência, laudos periciais e dados de geolocalização de policiais e viaturas.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve publicar relatórios semestrais de transparência com informações sobre o controle externo da atividade policial e sobre a letalidade policial em todo o País. O CNMP também deve criar e coordenar um grupo de trabalho para fiscalizar o cumprimento e a implementação da decisão do STF.

Afastamento preventivo

O governo do Rio tem até 180 dias para criar um programa de assistência à saúde mental dos profissionais de segurança pública. O atendimento deve ser obrigatório quando o agente se envolver em "incidentes críticos". O governo também deve definir parâmetros sobre a necessidade de afastamento preventivo das atividades de policiamento ostensivo de policiais envolvidos em ocorrências com mortes.

Busca domiciliar

Ficam proibidas buscas domiciliares no período noturno, salvo em situações excepcionais de flagrante.

Câmeras nas viaturas

O governo tem 180 dias para instalar câmeras nas viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil e nas fardas dos policiais civis. Os aparelhos não precisam ser usados em diligências de investigações sigilosas.