Pilotos sofrem com asfalto novo de Interlagos e Norris lidera 1ª sessão do GP de São Paulo

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Em uma sessão marcada por derrapagens no novo asfalto do Autódromo de Interlagos, o inglês Lando Norris foi o mais rápido do único treino livre do GP de São Paulo de Fórmula 1, nesta sexta-feira. O piloto da McLaren foi seguido de perto pelo também britânico George Russell, da Mercedes, e pelo surpreendente Oliver Bearman, que entrou no treino de última hora, pela Haas.

Norris anotou o tempo de 1min10s610 com pneus macios, os mais velozes à disposição dos pilotos. Russell, que liderou a maior parte da sessão, e Bearman usaram os mesmos compostos, assim como restante do Top 10. Max Verstappen e Lewis Hamilton decepcionaram seus fãs, com o 15º e o 16º lugares, respectivamente.

O treino contou com seguidas derrapagens e saídas de pista enquanto os pilotos se adaptavam ao novo asfalto do circuito paulistano. Um dos que mais sofreram foi o argentino Franco Colapinto, que contou com torcida intensa nas arquibancadas de Interlagos. Ele saiu da pista mais de uma vez, assim como Yuki Tsunoda e pilotos mais experientes, como Carlos Sainz, da Ferrari.

A maior novidade da sessão foi o jovem britânico Oliver Bearman, que substituiu o dinamarquês Kevin Magnussen de última hora. O titular da equipe Haas sofreu um mal-estar e precisou abrir mão do único treino livre do fim de semana.

A etapa paulistana da F-1 conta com apenas uma sessão livre por causa do formato da corrida sprint ao longo do fim de semana. Na prática, os pilotos e as equipes têm apenas essa oportunidade para fazer testes e avaliações dos seus carros. A segunda sessão, que geralmente também é livre, já será o treino classificatório para a corrida sprint, no sábado.

Na primeira atividade desde GP de São Paulo, os pilotos deram maior atenção aos pneus médios, mais resistentes que os macios, mas menos velozes. Piastri e Gasly iniciaram o dia no topo da tabela de tempos. Norris e Pérez também frequentaram a ponta, assim como Verstappen. Até que Russell despontou com compostos macios, desbancando os rivais.

Nos minutos finais, os demais pilotos seguiram o britânico e foram para a pista com os compostos mais macios, sem tirar a liderança do piloto da Mercedes. O treino contou com a participação de Fernando Alonso, que chegou tarde ao Brasil após sofrer uma infecção intestinal - ele deixou o GP do México no domingo direto para a Europa para consultar um especialista.

Os pilotos voltam à pista paulistana às 15h30 (de Brasília) desta sexta para a disputa do treino classificatório da corrida sprint. O sábado será aberto com a sprint às 11h. Mais tarde, às 15h, haverá o treino classificatório para a corrida principal do fim de semana, a ser realizada a partir das 14h de domingo.

Confira o resultado final do treino livre do GP de São Paulo:

1º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min10s610

2º - George Russell (ING/Mercedes), 1min10s791

3º - Oliver Bearman (ING/Haas), 1min10s805

4º - Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min10s950

5º - Alexander Albon (TAI/Williams), 1min10s955

6º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min11s038

7º - Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min11s100

8º - Nico Hülkenberg (ALE/Haas), 1min11s124

9º - Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min11s215

10º - Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min11s216

11º - Liam Lawson (NZL/RB), 1min11s301

12º - Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min11s483

13º - Franco Colapinto (ARG/Williams), 1min11s619

14º - Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), 1min11s651

15º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min11s712

16º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min11s754

17º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min11s783

18º - Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min11s827

19º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min11s845

20º - Guanyu Zhou (CHN/Kick Sauber), 1min11s883

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Dormir bem é importante para a saúde de homens e mulheres com sobrepeso, mostra um estudo publicado recentemente no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Pessoas com excesso de peso que ficam acordadas até muito tarde tendem a ter um risco maior de síndrome metabólica - conjunto de condições que elevam o risco de doenças cardíacas, diabete, derrame e outros problemas crônicos.

 

"Nossa pesquisa mostra que as interrupções no relógio biológico interno do corpo podem contribuir para consequências negativas à saúde de pessoas que já podem ser vulneráveis pelo peso", disse a principal autora do estudo, Brooke Shafer, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório de Sono, Cronobiologia e Saúde da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. Além disso, o sono ruim produz diferentes riscos à saúde entre homens e mulheres, mostram os resultados.

 

A PESQUISA

 

Para o estudo, foram recrutados 30 voluntários com um IMC maior que 25, o que os colocou na categoria de sobrepeso ou obesidade. A equipe usou amostras de saliva para descobrir o horário da noite em que o corpo de cada pessoa começava a produzir o hormônio melatonina, que inicia o processo de adormecer. Os participantes registraram então seus hábitos de sono nos sete dias seguintes.

 

Os pesquisadores avaliaram a diferença de tempo entre o início da melatonina e o tempo médio de sono para cada voluntário para determinar se a janela entre esses fatores era estreita ou ampla. Uma janela estreita significa que alguém adormece pouco após o início da melatonina, e uma ampla significa o oposto. A estreita sugere ainda que a pessoa está ficando acordada até muito tarde para o seu relógio biológico interno, conforme o estudo.

 

HOMENS E MULHERES

 

Homens que adormeciam mais perto do início da melatonina tendiam a ter níveis mais altos de gordura abdominal, mais triglicerídeos gordurosos no sangue e um risco geral mais alto de síndrome metabólica do que homens que dormiam mais cedo e melhor, mostram os resultados.

 

Mulheres com uma janela de sono curta tinham maior gordura corporal geral, níveis elevados de açúcar no sangue e frequência cardíaca de repouso mais alta, descobriram os pesquisadores.

 

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Eli Lilly anunciou nesta terça-feira, 20, que os dados preliminares de um estudo em estágio final mostraram que seu medicamento para perda de peso reduziu significativamente o risco de progressão para diabetes tipo 2 entre adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso. Após o anúncio, a ação da empresa avançava 2,27% no pré-mercado em Nova York, Às 9h10 (de Brasília).

 

Em nota, a farmacêutica americana afirma que os resultados derivam de uma pesquisa de três anos para avaliar a eficácia e segurança de uma dose semanal de tirzepatide, ingrediente da injeção Zepbound e do medicamento para diabetes Mounjaro. O levantamento foi conduzido com 1.032 adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso.

 

Segundo a Eli Lilly, a aplicação do medicamento em tratamento de longo prazo conseguiu "reduzir significativamente" o risco de progressão para diabete tipo 2, em 94%. Além disso, o medicamento também levou a uma redução significativa do peso em uma média de 15% a 22,9%, dependendo da dosagem, em comparação com a redução de 2,1% em pacientes que receberam placebo.

 

No entanto, pacientes que abandonaram o tratamento com tirzepatide após um período de 17 semanas voltaram a ganhar peso e a ampliar riscos de progressão para diabetes tipo 2. Contudo, esses participantes ainda mantiveram 88% menos probabilidade de desenvolver a doença, em comparação aos adultos que tomaram o placebo.

 

As vendas dos medicamentos para diabetes e perda de peso Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly, tornaram-se um fator fundamental para o desempenho da farmacêutica, com os lucros do segundo trimestre superando amplamente as expectativas. Somente as vendas do Mounjaro mais do que triplicaram, passando para US$ 3,09 bilhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 979,7 milhões no ano anterior. *Com informações da Dow Jones Newswires.

De acordo com boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 7, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aumentou 75% nas últimas quatro semanas. Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, especificamente, a doença disparou em todas as regiões do Brasil. A pesquisa mostra ainda que os vírus causadores mudam conforme a região - entre eles estão o coronavírus (causador da covid-19), influenza (gripe) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Enquanto no Centro-Sul predomina a covid-19, nas regiões Sudeste e Sul, além da covid-19, há também um aumento nos casos de influenza, indicando uma coexistência de ambas as doenças. Já no Norte e Nordeste, o influenza também apresenta um crescimento significativo, principalmente entre a população adulta. Os dados foram levantados com base no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

 

Com relação ao VSR, a pesquisa apontou o ressurgimento do vírus em todas as regiões do País, com a possibilidade de associação ao retorno às aulas. Esse vírus é conhecido por ser o principal responsável pela bronquiolite em bebês, doença respiratória comum e altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como tosse persistente e dificuldade respiratória. "Nesse caso, crianças com até 2 anos são as principais infectadas, mas também é importante destacar o risco de para idosos", afirmou Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

 

Em 2024, foram notificados 13.636 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 5.285 (38,8%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.576 (40,9%) foram negativos e 1.955 (14,3%) aguardavam resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 68,6% foram atribuídos à covid-19. Em seguida veio o vírus sincicial respiratório, responsável por 11,4% dos casos. Influenza A correspondeu a 9,3% dos registros e influenza B, a 0,3%.

 

Gomes também ressaltou que a incidência de SRAG por covid-19 impacta mais fortemente as crianças de até 2 anos e a população com 65 anos ou mais. "Por outro lado, a mortalidade decorrente da doença tem sido especialmente elevada entre os idosos, com predominância da infecção pelo coronavírus", afirmou o especialista.

 

Cuidados e prevenção

 

Com relação à covid e à gripe, a Fiocruz ressalta que a vacinação segue sendo o principal meio de enfrentamento. Além disso, a instituição destacou a eficácia do uso de máscaras do tipo N95 e PFF2, que reduzem o risco de contrair vírus respiratórios, especialmente em unidades de saúde, que possuem grande circulação de pessoas infectadas.

 

Outra recomendação é buscar atendimento médico em caso de surgimento de sintomas parecidos com resfriados, principalmente aqueles que fazem parte de grupo de risco, para que sejam encaminhados para tratamento adequado à eventual doença.