Brasil brilha pelo alto, supera Equador e avança ao hexagonal do Sul-Americano sub-20

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Perfeita pelo alto, a seleção brasileira deixou a desconfiança da surra para a Argentina na estreia para trás (levou 6 a 0) e garantiu sua presença no hexagonal final do Campeonato Sul-Americano Sub-20 com antecedência. No Estádio Misael Delgado, em Valencia, na Venezuela, a equipe nacional superou o Equador por 3 a 2 e está classificada por ganhar o confronto direto com o rival que ameaçava sua vaga.

A vitória construída pelo alto - os três gols vieram em cruzamentos, com Deivid Washington anotando duas vezes de cabeça -, levou o Brasil aos seis pontos no Grupo B. Restando apenas uma rodada, a equipe até poderia ser alcançada pelo Equador, mas o confronto direto é o critério de desempate para igualdades na pontuação.

O Brasil fecha a primeira fase no sábado, cumprindo tabela contra a também garantida Colômbia, antes de iniciar a busca por uma das quatro vagas à Copa do Mundo da categoria, que será disputada no Chile em 2026. O hexagonal final terá, além de brasileiros e colombianos, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai, todos classificados com uma rodada de antecedência.

O Brasil entrou em campo sob pressão após a Colômbia superar e eliminar a Bolívia, com triunfo por 3 a 2, na primeiro jogo da rodada dupla, atingindo os mesmos sete pontos da líder Argentina no Grupo B. Por causa da surra na estreia diante dos hermanos, a seleção de Ramon Menezes deu o pontapé inicial na partida na quarta colocação, com três pontos assim como os equatorianos, em terceiro pelo saldo de gols.

Ganhar, portanto, era obrigação e primordial para garantir a vaga ao hexagonal final com argentinos e colombianos na chave. Mas a adversária tinha o mesmo pensamento, o que prometia um jogo aberto e ofensivo. O Brasil teve sua primeira grande oportunidade logo aos três minutos. Pedrinho bateu colocado a falta e carimbou a trave. Na volta, após cruzamento de Igor Serrote, o time cobrou um pênalti por toque de mão, ignorado pelo árbitro.

Sem sofrer atrás, o Brasil voltou a assustar após a metade da etapa. Com Nathan batendo para o alto e com Deivid Washington parando no goleiro. Soberana no jogo, a seleção verde e amarela, atuando de azul e branco, chegou ao primeiro gol em jogada aérea. Pedrinho cobrou escanteio e Iago desviou, de ombro, para deixar a equipe nacional ainda mais tranquila em campo.

O segundo não demorou. Dois minutos após inaugurar o placar, Deivid Washington, bem perto de um retorno ao Santos, se antecipou à marcação e, de peixinho, ampliou. O Brasil apático das rodadas anteriores dava lugar a uma equipe mais atrevida e vibrante - Serrote soltou o grito em um desarme, por exemplo.

Com a defesa bem posicionada e atenta, o goleiro Robert não teve trabalho nos 45 minutos iniciais. O Equador pouco chegou no ataque, sempre investindo em lançamentos longos inócuos. Nos acréscimos, ainda deu tempo de Deivid Washington anotar seu segundo no jogo e o terceiro do Brasil, novamente pelo alto.

Precisando apagar a imagem de equipe desorganizada, a seleção voltou do vestiário sem deixar o ritmo cair e logo nos minutos iniciais já teve chances para transformar o placar tranquilo em goleada. Gabriel Moscardo e Gustavo acabaram travados na hora da finalização.

Robert salvou no primeiro lance dos equatorianos, mandando a cabeçada de Rodríguez para a trave. Do outro lado, Arthur também viu sua cabeçada ser defendida. A chance era gigante, assim como a arrancada de Pedrinho. O camisa 10 demorou a finalizar, cara a cara, e Caicedo salvou.

Já descansando seus novos titulares, Ramon deu chance para Wesley e Alisson, que perderam as vagas após a goleada diante da Argentina. E viu o ex-corintiano carimbar a trave. Com a seleção já administrando o resultado, o goleiro Robert deu bobeira em bola recuada e "entregou" o gol para Obando.

O jogo até então de uma equipe só ganhou tons de drama após um pênalti duvidoso anotado pelo árbitro. Paez cobrou com categoria e fez o Equador renascer na partida. Restando sete minutos, a classificação brasileira por antecedência ficou ameaçada após o time baixar a guarda. Ramon fechou a defesa com entrada de novo zagueiro no lugar de um meia e a seleção vibrou a conquista da vaga após Robert realizar uma grande defesa nos acréscimos.

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Dormir bem é importante para a saúde de homens e mulheres com sobrepeso, mostra um estudo publicado recentemente no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Pessoas com excesso de peso que ficam acordadas até muito tarde tendem a ter um risco maior de síndrome metabólica - conjunto de condições que elevam o risco de doenças cardíacas, diabete, derrame e outros problemas crônicos.

 

"Nossa pesquisa mostra que as interrupções no relógio biológico interno do corpo podem contribuir para consequências negativas à saúde de pessoas que já podem ser vulneráveis pelo peso", disse a principal autora do estudo, Brooke Shafer, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório de Sono, Cronobiologia e Saúde da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. Além disso, o sono ruim produz diferentes riscos à saúde entre homens e mulheres, mostram os resultados.

 

A PESQUISA

 

Para o estudo, foram recrutados 30 voluntários com um IMC maior que 25, o que os colocou na categoria de sobrepeso ou obesidade. A equipe usou amostras de saliva para descobrir o horário da noite em que o corpo de cada pessoa começava a produzir o hormônio melatonina, que inicia o processo de adormecer. Os participantes registraram então seus hábitos de sono nos sete dias seguintes.

 

Os pesquisadores avaliaram a diferença de tempo entre o início da melatonina e o tempo médio de sono para cada voluntário para determinar se a janela entre esses fatores era estreita ou ampla. Uma janela estreita significa que alguém adormece pouco após o início da melatonina, e uma ampla significa o oposto. A estreita sugere ainda que a pessoa está ficando acordada até muito tarde para o seu relógio biológico interno, conforme o estudo.

 

HOMENS E MULHERES

 

Homens que adormeciam mais perto do início da melatonina tendiam a ter níveis mais altos de gordura abdominal, mais triglicerídeos gordurosos no sangue e um risco geral mais alto de síndrome metabólica do que homens que dormiam mais cedo e melhor, mostram os resultados.

 

Mulheres com uma janela de sono curta tinham maior gordura corporal geral, níveis elevados de açúcar no sangue e frequência cardíaca de repouso mais alta, descobriram os pesquisadores.

 

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Eli Lilly anunciou nesta terça-feira, 20, que os dados preliminares de um estudo em estágio final mostraram que seu medicamento para perda de peso reduziu significativamente o risco de progressão para diabetes tipo 2 entre adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso. Após o anúncio, a ação da empresa avançava 2,27% no pré-mercado em Nova York, Às 9h10 (de Brasília).

 

Em nota, a farmacêutica americana afirma que os resultados derivam de uma pesquisa de três anos para avaliar a eficácia e segurança de uma dose semanal de tirzepatide, ingrediente da injeção Zepbound e do medicamento para diabetes Mounjaro. O levantamento foi conduzido com 1.032 adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso.

 

Segundo a Eli Lilly, a aplicação do medicamento em tratamento de longo prazo conseguiu "reduzir significativamente" o risco de progressão para diabete tipo 2, em 94%. Além disso, o medicamento também levou a uma redução significativa do peso em uma média de 15% a 22,9%, dependendo da dosagem, em comparação com a redução de 2,1% em pacientes que receberam placebo.

 

No entanto, pacientes que abandonaram o tratamento com tirzepatide após um período de 17 semanas voltaram a ganhar peso e a ampliar riscos de progressão para diabetes tipo 2. Contudo, esses participantes ainda mantiveram 88% menos probabilidade de desenvolver a doença, em comparação aos adultos que tomaram o placebo.

 

As vendas dos medicamentos para diabetes e perda de peso Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly, tornaram-se um fator fundamental para o desempenho da farmacêutica, com os lucros do segundo trimestre superando amplamente as expectativas. Somente as vendas do Mounjaro mais do que triplicaram, passando para US$ 3,09 bilhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 979,7 milhões no ano anterior. *Com informações da Dow Jones Newswires.

De acordo com boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 7, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aumentou 75% nas últimas quatro semanas. Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, especificamente, a doença disparou em todas as regiões do Brasil. A pesquisa mostra ainda que os vírus causadores mudam conforme a região - entre eles estão o coronavírus (causador da covid-19), influenza (gripe) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Enquanto no Centro-Sul predomina a covid-19, nas regiões Sudeste e Sul, além da covid-19, há também um aumento nos casos de influenza, indicando uma coexistência de ambas as doenças. Já no Norte e Nordeste, o influenza também apresenta um crescimento significativo, principalmente entre a população adulta. Os dados foram levantados com base no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

 

Com relação ao VSR, a pesquisa apontou o ressurgimento do vírus em todas as regiões do País, com a possibilidade de associação ao retorno às aulas. Esse vírus é conhecido por ser o principal responsável pela bronquiolite em bebês, doença respiratória comum e altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como tosse persistente e dificuldade respiratória. "Nesse caso, crianças com até 2 anos são as principais infectadas, mas também é importante destacar o risco de para idosos", afirmou Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

 

Em 2024, foram notificados 13.636 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 5.285 (38,8%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.576 (40,9%) foram negativos e 1.955 (14,3%) aguardavam resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 68,6% foram atribuídos à covid-19. Em seguida veio o vírus sincicial respiratório, responsável por 11,4% dos casos. Influenza A correspondeu a 9,3% dos registros e influenza B, a 0,3%.

 

Gomes também ressaltou que a incidência de SRAG por covid-19 impacta mais fortemente as crianças de até 2 anos e a população com 65 anos ou mais. "Por outro lado, a mortalidade decorrente da doença tem sido especialmente elevada entre os idosos, com predominância da infecção pelo coronavírus", afirmou o especialista.

 

Cuidados e prevenção

 

Com relação à covid e à gripe, a Fiocruz ressalta que a vacinação segue sendo o principal meio de enfrentamento. Além disso, a instituição destacou a eficácia do uso de máscaras do tipo N95 e PFF2, que reduzem o risco de contrair vírus respiratórios, especialmente em unidades de saúde, que possuem grande circulação de pessoas infectadas.

 

Outra recomendação é buscar atendimento médico em caso de surgimento de sintomas parecidos com resfriados, principalmente aqueles que fazem parte de grupo de risco, para que sejam encaminhados para tratamento adequado à eventual doença.