Verstappen faz volta incrível e garante a pole da corrida sprint do GP dos Estados Unidos

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Max Verstappen mostrou-se otimista durante a semana por uma "volta por cima" da Red Bull na temporada de Fórmula 1 para findar o jejum de quatro meses sem vitórias. Com uma volta incrível nesta sexta-feira, o holandês líder da temporada demonstrou as palavras ao cravar a pole position para a corrida sprint deste sábado à tarde, no Circuito das Américas, em Austin, no GP dos Estados Unidos. Terá a seu lado o inglês Lando Norris, da Mercedes, com Charles Leclerc, da Ferrari, em terceiro.

Mesmo não cravando o melhor tempo em nenhum dos três setores da pista, Verstappen se garantiu na frente ao buscar "atalhos" e superar a concorrência, que também chegou cheia de motivação em Austin, como a Ferrari, dona dos dois melhores tempos no único treino livre do dia.

Em seu melhor tempo no Q1, o tricampeão do mundo repetiu o terceiro lugar do treino livre. O líder do Mundial de Pilotos não escondia, porém, sua insatisfação com a falta de aderência no Circuito das Américas. O companheiro Sergio Pérez apareceu apenas em sétimo.

Lewis Hamilton, da Mercedes, até então aparecendo no topo, com 1min33s840, 0s193 acima do que fez pela manhã, que o garantiu em sexto apenas, acabou superado no fim por Charles Leclerc, em demonstração que a Ferrari chega forte ao fazer 1min33s274. Surpreendeu a ausência de Oscar Piastri, da McLaren, que ficou somente em 16º e fora do Q2. Alexander Albon rodou e também não fez um bom tempo.

George Russell, da Mercedes, foi o primeiro a abrir volta no Q2. Quem brilhou, contudo, foi Carlos Sainz, cravando o mesmo tempo do companheiro Leclerc no Q1 e sendo o mais veloz. Hamilton aparecia entre as Ferraris. Faltavam os tempos da Red Bull e Verstappen mostrou que a briga nos EUA será por coisa boa ao subir para segundo. Já o companheiro decepcionou, em 11º e fora do Q3. Alonso cometeu um erro e ficou sem tempo.

A decisão da pole foi emocionante. E com algumas equipes, como a Ferrari, Red Bull e Haas, investindo em somente uma volta rápida para poupar pneus. Colapinto acabou rodando sozinho. Russell foi o primeiro a baixar para 1min32s e viu Hamilton cometer um erro e desperdiçar a chance de ser o melhor, pois era mais rápido.

Logo vieram as Ferraris, juntas. E não conseguiram bater a Mercedes de Russell. Verstappen, contudo, voou para fazer sua nona pole position em corridas sprints na carreira, com incrível 1min32s833.

Confira o grid para a corrida sprint do GP dos Estados Unidos:

1º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min32s833

2º - George Russell (ING/Mercedes), 1min32s845

3º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min33s059

4º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min33s083

5º - Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min33s089

6º - Nico Hülkenberg (ALE/Haas), 1min33s183

7º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min33s378

8º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), 1min33s398

9º - Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min33s802

10º - Franco Colapinto (ARG/Williams), 1min34s406

11º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min34s244

12º - Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min34s375

13º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin), sem tempo

14º - Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), sem tempo

15º - Liam Lawson (NEO/RB), sem tempo

16º - Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min34881

17º - Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min34s917

18º - Alexander Albon (TAI/Williams), 1min35s054

19º - Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), 1min35s148

20º - Guanyu Zhou (CHN/Kick Sauber), 1min36s472

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Dormir bem é importante para a saúde de homens e mulheres com sobrepeso, mostra um estudo publicado recentemente no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Pessoas com excesso de peso que ficam acordadas até muito tarde tendem a ter um risco maior de síndrome metabólica - conjunto de condições que elevam o risco de doenças cardíacas, diabete, derrame e outros problemas crônicos.

 

"Nossa pesquisa mostra que as interrupções no relógio biológico interno do corpo podem contribuir para consequências negativas à saúde de pessoas que já podem ser vulneráveis pelo peso", disse a principal autora do estudo, Brooke Shafer, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório de Sono, Cronobiologia e Saúde da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. Além disso, o sono ruim produz diferentes riscos à saúde entre homens e mulheres, mostram os resultados.

 

A PESQUISA

 

Para o estudo, foram recrutados 30 voluntários com um IMC maior que 25, o que os colocou na categoria de sobrepeso ou obesidade. A equipe usou amostras de saliva para descobrir o horário da noite em que o corpo de cada pessoa começava a produzir o hormônio melatonina, que inicia o processo de adormecer. Os participantes registraram então seus hábitos de sono nos sete dias seguintes.

 

Os pesquisadores avaliaram a diferença de tempo entre o início da melatonina e o tempo médio de sono para cada voluntário para determinar se a janela entre esses fatores era estreita ou ampla. Uma janela estreita significa que alguém adormece pouco após o início da melatonina, e uma ampla significa o oposto. A estreita sugere ainda que a pessoa está ficando acordada até muito tarde para o seu relógio biológico interno, conforme o estudo.

 

HOMENS E MULHERES

 

Homens que adormeciam mais perto do início da melatonina tendiam a ter níveis mais altos de gordura abdominal, mais triglicerídeos gordurosos no sangue e um risco geral mais alto de síndrome metabólica do que homens que dormiam mais cedo e melhor, mostram os resultados.

 

Mulheres com uma janela de sono curta tinham maior gordura corporal geral, níveis elevados de açúcar no sangue e frequência cardíaca de repouso mais alta, descobriram os pesquisadores.

 

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Eli Lilly anunciou nesta terça-feira, 20, que os dados preliminares de um estudo em estágio final mostraram que seu medicamento para perda de peso reduziu significativamente o risco de progressão para diabetes tipo 2 entre adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso. Após o anúncio, a ação da empresa avançava 2,27% no pré-mercado em Nova York, Às 9h10 (de Brasília).

 

Em nota, a farmacêutica americana afirma que os resultados derivam de uma pesquisa de três anos para avaliar a eficácia e segurança de uma dose semanal de tirzepatide, ingrediente da injeção Zepbound e do medicamento para diabetes Mounjaro. O levantamento foi conduzido com 1.032 adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso.

 

Segundo a Eli Lilly, a aplicação do medicamento em tratamento de longo prazo conseguiu "reduzir significativamente" o risco de progressão para diabete tipo 2, em 94%. Além disso, o medicamento também levou a uma redução significativa do peso em uma média de 15% a 22,9%, dependendo da dosagem, em comparação com a redução de 2,1% em pacientes que receberam placebo.

 

No entanto, pacientes que abandonaram o tratamento com tirzepatide após um período de 17 semanas voltaram a ganhar peso e a ampliar riscos de progressão para diabetes tipo 2. Contudo, esses participantes ainda mantiveram 88% menos probabilidade de desenvolver a doença, em comparação aos adultos que tomaram o placebo.

 

As vendas dos medicamentos para diabetes e perda de peso Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly, tornaram-se um fator fundamental para o desempenho da farmacêutica, com os lucros do segundo trimestre superando amplamente as expectativas. Somente as vendas do Mounjaro mais do que triplicaram, passando para US$ 3,09 bilhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 979,7 milhões no ano anterior. *Com informações da Dow Jones Newswires.

De acordo com boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 7, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aumentou 75% nas últimas quatro semanas. Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, especificamente, a doença disparou em todas as regiões do Brasil. A pesquisa mostra ainda que os vírus causadores mudam conforme a região - entre eles estão o coronavírus (causador da covid-19), influenza (gripe) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Enquanto no Centro-Sul predomina a covid-19, nas regiões Sudeste e Sul, além da covid-19, há também um aumento nos casos de influenza, indicando uma coexistência de ambas as doenças. Já no Norte e Nordeste, o influenza também apresenta um crescimento significativo, principalmente entre a população adulta. Os dados foram levantados com base no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

 

Com relação ao VSR, a pesquisa apontou o ressurgimento do vírus em todas as regiões do País, com a possibilidade de associação ao retorno às aulas. Esse vírus é conhecido por ser o principal responsável pela bronquiolite em bebês, doença respiratória comum e altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como tosse persistente e dificuldade respiratória. "Nesse caso, crianças com até 2 anos são as principais infectadas, mas também é importante destacar o risco de para idosos", afirmou Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

 

Em 2024, foram notificados 13.636 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 5.285 (38,8%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.576 (40,9%) foram negativos e 1.955 (14,3%) aguardavam resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 68,6% foram atribuídos à covid-19. Em seguida veio o vírus sincicial respiratório, responsável por 11,4% dos casos. Influenza A correspondeu a 9,3% dos registros e influenza B, a 0,3%.

 

Gomes também ressaltou que a incidência de SRAG por covid-19 impacta mais fortemente as crianças de até 2 anos e a população com 65 anos ou mais. "Por outro lado, a mortalidade decorrente da doença tem sido especialmente elevada entre os idosos, com predominância da infecção pelo coronavírus", afirmou o especialista.

 

Cuidados e prevenção

 

Com relação à covid e à gripe, a Fiocruz ressalta que a vacinação segue sendo o principal meio de enfrentamento. Além disso, a instituição destacou a eficácia do uso de máscaras do tipo N95 e PFF2, que reduzem o risco de contrair vírus respiratórios, especialmente em unidades de saúde, que possuem grande circulação de pessoas infectadas.

 

Outra recomendação é buscar atendimento médico em caso de surgimento de sintomas parecidos com resfriados, principalmente aqueles que fazem parte de grupo de risco, para que sejam encaminhados para tratamento adequado à eventual doença.