Triplica número de pessoas com nível superior no Brasil; entenda o que aconteceu

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A porcentagem da população brasileira com ensino superior completo praticamente triplicou nas duas últimas décadas, de acordo com novos dados do Censo 2022 sobre educação, divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora ainda esteja distante da média dos países europeus.

O IBGE aponta que, entre 2000 e 2022, a proporção das pessoas com 25 anos ou mais de idade com nível superior completo cresceu 2,7 vezes, passando de 6,8% para 18,4%. O aumento é considerado significativo, porém ainda está muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o relatório Education at a Glance de 2022, essa porcentagem era de 48%.

"Em 22 anos, tivemos uma evolução surpreendente; o número de pessoas com nível superior completo praticamente triplicou e o número daquelas com ensino médio completo chegou a dobrar", afirmou o pesquisador Bruno Mandelli, do IBGE. "Mas, sim, o grupo dos graduados ainda é minoritário, abaixo dos 20%. No grupo dos mais envelhecidos, o acesso à educação foi mais difícil na juventude; e isso ainda tem um peso considerável na porcentagem final."

O aumento no porcentual de brasileiros com ensino superior completo coincide com o período de explosão no número de matrículas na modalidade a distância no Brasil. De acordo com os dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), em 2000 o País tinha 1.682 estudantes matriculados no ensino superior na modalidade a distância. Em 2022, o número passou para 4,3 milhões.

Como o Estadão mostrou, os cursos remotos ganharam mais alunos diante da facilidade logística e pelos custos mais baixos. A estatística mostra que mesmo tempo em que o número de matrículas a distância cresce, a quantidade de alunos no presencial vem caindo.

A porcentagem de pessoas com ensino superior completo aumentou entre brancos e negros (pretos e pardos), mas ainda há diferenças significativas entre as etnias. Na população preta, o aumento foi de 5,8 no período, saindo de 2,1% para 11,7%. Entre os pardos, o nível cresceu um pouco menos, 5,2 vezes, passando de 2,4% para 12,3%. O maior aumento foi entre os brancos, de 9,9% para 25,8%.

De maneira geral, a frequência escolar cresceu em todos os grupos etários até os 17 anos de idade. Para as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar bruta saltou de 9,4% para 33,9%. Dos 4 a 5 anos, o aumento foi de 51,4% para 86,7%. Dos 6 aos 14 anos, a taxa está bem próxima da universalização, subindo de 93,1% para 98,3%. Finalmente, dos 15 aos 17 anos, a frequência escolar subiu de 77,4% para 85,3%.

A única faixa etária em que foi registrado um recuo na frequência escolar foi a dos 18 ao 24 anos: de 31,3% para 27,7%. De acordo com os pesquisadores do IBGE o dado não é necessariamente ruim: isso aconteceu porque caiu o número de jovens dessa faixa etária ainda no ensino fundamental e médio.

"Isso diz mais sobre a composição dos jovens dessa faixa etária que estavam no ensino médio ou fundamental em 2000, o que deixava o dado inflado, e não porque estavam no ensino superior", explicou a pesquisadora do IBGE Juliana Souza, que apresentou os resultados. "Nos últimos 20 anos, esse fluxo educacional foi sendo regularizado; os jovens estão se formando na idade adequada. Além disso, houve também um aumento daqueles matriculados no ensino superior."

De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta para 2016 era universalizar a educação infantil (4 a 5 anos), com pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos na escola. Outra meta importante era de universalizar o ensino fundamental (dos 6 aos 14 anos) e médio (15 aos 17 anos) e de elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para pelo menos 50%.

Dentre os 5.570 municípios brasileiros, em apenas 646 a taxa de frequência escolar bruta das crianças de 0 a 3 anos superava os 50%. Por outro lado, em 325 municípios do País, o indicador estava abaixo dos 10%.

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Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra e do ator e diretor Marcos Paulo, contou que soube da morte do pai pelas redes sociais. Durante as gravações do podcast No Pé do Sofá Pod, que apresenta junto à mãe, ela recordou a ocasião: "Soube que meu pai morreu pelo Instagram. Fui abrir meu Instagram e, quando entrei nos comentários da minha última foto, era: 'meus pêsames'. Fiquei: 'o que está acontecendo?"

Hoje com 25 anos, Giulia tinha 12 na época. Flávia Alessandra explica que tentou dar a notícia a ela pessoalmente, mas não conseguiu chegar a tempo. "A gente foi voando para lá para tentar te dar a notícia antes. Quando a gente chegou, todo mundo: 'ela já sabe, tia'. Era o mínimo, queria te dar essa notícia antes."

Marcos Paulo morreu em 2012, aos 61 anos, e lutava contra uma embolia pulmonar depois de enfrentar um câncer no esôfago. Ele passou mal em sua casa na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e não conseguiu chegar ao hospital. Ele e Flávia Alessandra foram casados entre 1992 e 2002.

Giulia lembra ainda que sofreu uma série de ataques nas redes sociais após a morte do pai, principalmente quando publicou uma foto com o namorado da época, sorrindo em frente ao espelho, a caminho da missa de sétimo dia.

"Eu sofri muito hate por causa disso, porque estava postando foto sorrindo", recordou. "Veio uma enxurrada de comentários falando: 'está rindo, não está nem aí para o pai, a prova que ela não merece a herança dele, olha como ela não ama ele. Eu era uma criança."

A jovem, que hoje engrena uma carreira no audiovisual e já trabalhou em alguns filmes recentes como assistente de direção, admite que não conseguiu lidar com o luto na época. "Eu não vivi o luto do meu pai, eu era uma criança, eu não processei. Meu luto fui viver com 15 e 16 anos e, depois, de novo, na faculdade, com uns 18. Eu lembro que, quando meu pai morreu, eu ainda ficava ligando para o telefone dele. Ficava ouvindo a caixa postal."

Na manhã pós-eliminação de Diogo Almeida do BBB 25, Thamiris fez uma brincadeira com Aline, que mantinha um relacionamento conturbado com o ator. "Aline, fique tranquila. Eu estou aqui", disse a carioca nesta segunda-feira, 26. "Vamos ser um casal", ela completou. Vinícius observou e riu.

Na festa da Líder Eva, uma semana atrás, Aline deu um beijo em Thamiris, que quase nenhum dos brothers viu. Gracyanne Barbosa fez a fofoca no dia seguinte. Com o passar dos dias o assunto foi esquecido, mas voltou à tona agora com a eliminação de Diogo.

Nesta segunda, no programa Encontro, Douglas Almeida, irmão de Diogo, disse não ter gostado do beijo das sisters: "Eu não posso ter uma companheira aqui fora, na qual eu saio para um evento, para uma festa, e tenho que ficar preocupado se minha mulher vai beijar um homem ou uma mulher", disse. Mas, ainda no BBB, Diogo pareceu não se importar.

O Marché du Film, evento de encontro internacional da indústria cinematográfica que acontece durante o Festival de Cannes, nomeou o Brasil como país de honra em 2025. O cinema brasileiro será destaque do evento, entre os dias 13 e 21 de maio.

O marco histórico acontece no mesmo ano em que as relações diplomáticas entre o Brasil e França completam 200 anos.

A participação do Brasil acontecerá em toda a programação do Marché du Film e trará mostras de filmes e documentários em andamento. Além disso, serão promovidos eventos de networking e apresentações de novas iniciativas internacionais de coprodução.

Como parte dos esforços, o Ministério da Cultura do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil em Paris, capital da França, organizaram o programa País de Honra, que reunirá em Cannes os principais cineastas, produtores e tomadores de decisão do setor audiovisual brasileiro.

Margareth Menezes, ministra da Cultura, falou sobre o evento: "Brasil e França compartilham há muito tempo uma parceria forte e em evolução, e isso se estende ao mundo do cinema e às indústrias criativas. Ao celebrarmos dois séculos de relações diplomáticas em 2025, esta ocasião fortalece os laços culturais e artísticos entre as duas nações".

O Festival de Cannes acontecerá de 13 a 24 de maio em Cannes, na Riviera Francesa.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais