Roche oferece testes gratuitos após ter parecer contrário de coquetel pelo SUS

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Após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) emitir um parecer inicial contrário à inclusão do coquetel de anticorpos Regn-Cov2 no SUS, a farmacêutica Roche, uma das desenvolvedoras do produto, propôs ofertar gratuitamente ao sistema público testes rápidos de detecção da covid para facilitar a logística de uso do remédio.

A dificuldade de aplicação do medicamento dentro do período indicado pelo fabricante (em até 10 dias após o início dos sintomas) foi uma das razões apontadas pela Conitec para não recomendar a incorporação da droga.

"A aplicação do medicamento traz um desafio logístico, já que a tecnologia é de uso hospitalar e deve ser aplicada nos primeiros 10 dias de infecção pelo vírus Sars-CoV-2. Assim, caso se realize o teste no terceiro dia de doença e o resultado seja comunicado em mais três dias, haveria apenas quatro dias para localizar o paciente", apontou a comissão em parecer divulgado no último dia 17.

Diante do empecilho apontado pela comissão federal, a Roche diz ter feito uma nova proposta de negociação junto ao Ministério da Saúde para ofertar até 600 mil testes de antígeno, que detectam a infecção aguda pelo coronavírus.

"Compreendemos o argumento de que o uso da medicação adiciona complexidade ao sistema de saúde, mas, frente ao benefício que ele traz para evitar internações, poderemos oferecer testes sem custo que podem detectar a doença em 30 minutos e facilitar esse uso", explica Lenio Alvarenga, diretor de Acesso e Médico da Roche Farma Brasil.

O volume de 600 mil testes foi calculado com base em 150 mil doses do medicamento que seriam incorporadas em caso de parecer favorável da Conitec. Alvarenga explica que como a taxa de positividade de exames de covid tem sido de cerca de 25% no País, a previsão é de oferta de quatro testes para cada um positivo. Cada dose é suficiente para o tratamento de um paciente (a terapia é feita com uma única aplicação por infusão).

Cada tratamento custaria cerca de R$ 6,9 mil, mas, segundo análise da Conitec, geraria uma economia anual de R$ 76 milhões ao SUS ao evitar custos maiores com hospitalizações.

O coquetel recebeu autorização para uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e é indicado apenas para pacientes com quadros leves e moderados de covid e com algum fator de risco para o agravamento da doença. Os testes, portanto, privilegiariam esse grupo. Para essa população, o coquetel é capaz de reduzir em 70% o número de internações pela covid, segundo estudos clínicos conduzidos pela farmacêutica.

Mas a dificuldade de uso não é a única justificativa da Conitec para não recomendar a inclusão do medicamento no SUS. Embora a comissão reconheça um possível benefício na prevenção de internações e óbitos e economia ao sistema de saúde, ela considera que o nível de evidências sobre o desempenho da droga ainda é baixo.

"Os dados sobre o uso do medicamento são preliminares e a descrição dos métodos de condução dos estudos não foram apresentados com detalhes, podendo apresentar alto risco de confusão nos resultados", declarou a comissão no parecer.

Alvarenga justifica que essa interpretação deve-se ao fato de a análise da Conitec ter sido feita antes da publicação dos resultados do estudo em revista científica revisada por pares.

"A comissão avalia que o nível de evidência não é ideal porque trabalhou só com os dados apresentados pela empresa, mas, desde então, já finalizamos o artigo e publicamos em uma plataforma pré-print", diz o diretor, referindo-se ao site MedRxiv, onde a primeira versão do artigo foi publicada no dia 21.

Ele afirma ainda que o trabalho já foi submetido a periódicos científicos para a revisão de outros cientistas e que o medicamento já está em uso nos sistemas de saúde de pelo menos oito países, como Estados Unidos, Alemanha e França.

Ele destaca ainda que, na terça-feira, 25, a FDA, agência regulatória americana, recomendou o uso da medicação em pacientes de risco que vivem em áreas de circulação da P.1, variante brasileira do coronavírus mais transmissível, diante de indícios de que o coquetel é capaz de frear a atividade da cepa.

Após o parecer inicial da Conitec, o assunto foi colocado em consulta pública que segue aberta até esta quinta-feira, 27. Após a análise das contribuições, a comissão deverá se reunir novamente para emitir um parecer final sobre a incorporação da droga no sistema público de saúde.

O Ministério da Saúde foi questionado sobre a negociação com a Roche e o prazo para a elaboração do parecer final pela Conitec, mas não respondeu.

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Morreu nesta quarta-feira, 30, o jornalista Luiz Antonio Mello, aos 70 anos. A informação foi publicada pelo jornal A Tribuna, do Rio de Janeiro, em que ele atuava como editor desde 2021. Mello teve uma parada cardíaca enquanto fazia um exame de ressonância, e se recuperava de uma pancreatite no Hospital Icaraí.

Nome importante para o rock nacional, Luiz Antonio Mello (conhecido como LAM) passou por veículos como Rádio Tupi, Rádio Jornal do Brasil e Última Hora. No entanto, foi na Rádio Fluminense FM que ele esteve à frente do programa Maldita, criado em 1981 e responsável por dar visibilidade a grandes nomes da música, como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Legião Urbana. A história foi contada no longa-metragem Aumenta que é Rock'n Roll, estrelado por Johnny Massaro e dirigido por Tomás Portella.

Após a passagem pela Fluminense FM, que deixou em 1985 para participar da implantação da Globo FM, trabalhou como consultor de marketing para uma gravadora, foi diretor de TV e produtor musical. Colaborou com vários veículos, entre eles o Estadão, e é autor dos livros Nichteroy, Essa Doida Balzaka (1988), A Onda Maldita (1992), Torpedos de Itaipu (1995), Manual de Sobrevivência na Selva do Jornalismo (1996), Jornalismo na Prática (2006) e 5 e 15, Romance Atonal Beta (2006).

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