Governo Lula lançará programa de 'retomada territorial' para desbancar crime organizado

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O secretário nacional de Segurança Pública Mário Luiz Sarrubbo disse nesta sexta, dia16, que o governo federal está prestes a lançar um programa de 'retomada territorial' de áreas desfavorecidas que vivem sob o domínio e terror do crime organizado. "Uma retomada territorial com cidadania", disse Sarrubbo, durante evento na Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo.

Sarrubbo não admite comparação com as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), frustrada experiência implantada nas comunidades do Rio pelo governo Sérgio Cabral, em 2008, a partir da instalação de bases policiais militares.

"A UPP é um modelo estigmatizado, não foi adiante. Ficaram no policiamento achando que uma base comunitária ia dar certo", disse Sarrubbo. "Nosso programa é outro."

Ele não revelou os locais pioneiros do programa que está sendo concluído e nem como conseguirá banir o crime incrustrado nas comunidades. "Estamos escolhendo os locais, inicialmente será no Nordeste. Uma coisa muito científica, muito técnica, análise." O projeto deve começar em três cidades da região.

"Quando a gente fala desse tema, a gente pensa no Rio de Janeiro, mas isso acontece em São Paulo, no Nordeste, principalmente na Bahia. A gente tem cidades, territórios tomados pela criminalidade organizada", afirmou o secretário.

Sarrubbo detalhou o que pretende colocar em prática. "A ideia, efetivamente, é um centro de convivência. Com a saída do crime as pessoas poderão ver que lá está o Estado. Centro de convivência onde as pessoas vão ser atendidas, com linhas de financiamento de negócios próprios, encaminhamento de jovens para cursos profissionalizantes, mediação de conflitos. É a retomada territorial."

De acordo com o secretário, o governo está trabalhando em um projeto que servirá de modelo para o País, junto com a Universidade der São Paulo (USP). Ele citou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco e o Instituto de Relações Internacionais da universidade. Também disse que o Insper e organizações sociais estão preparando o modelo do projeto, que deve ter duas etapas.

Segundo ele, a ideia é primeiro fazer um estudo muito detalhado de inteligência da área que será retomada. Em seguida, haverá a ação com as forças integradas de segurança estaduais "para desarticular o crime e a economia do crime, fazendo a sprisões, de preferência com baixíssima letalidade". É quando entra a segunda etapa, o que ele chamou de "dia seguinte".

"A UPP no Rio não deu certo porque não aconteceu, pela falta do dia seguinte. Ele tem de acontecer, com o estado levando ações sociais e educacionais, com o fomento de ambiente de negócios, com centro comunitários de mediação e prestação de serviços jurídicos e com a instalação de centros de referência de direitos humanos para que a comunidade saiba que o Estado assumiu aquele território no lugar do criminoso", afirmou o secretário.

O secretário pretende transformar o projeto em uma política nacional de segurança. "Sonho que isso seja aplicado no Rio de Janeiro para que o povo das comunidades possa se libertar do tráfico. Se ficarmos só na operação ao policial, vai chegar o dia em que o próximo líder do tráfico, aquele que substitui o que nós prendemos, vai nos chamar para dar uma placa para agradecer a oportunidade de ele assumir o poder."

Ao mesmo tempo, o governo pretende fomentar a policia comunitária, a fim de aumentar o vínculo da polícia territorial com a comunidade que ela cuida. A ideia é oferecer aos Estados um "kit" que contará com uma base policial, uma viatura, duas motos e um drone e armas não letais. O custo de cada kit será de R$ 1,149 milhão. "O policial precisa ser conhecido do bairro. Ele precisa ter vínculo com a comunidade", disse.

Sobre a instalação de bases policiais, o secretário disse que a presença da polícia é um fator importante. "É um projeto muito calculado. A gente já tem algumas metas." Sarrubbo disse que o Estado 'precisa retomar' essas áreas. Recentemente, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, após operações policiais que resultaram em alto grau de letalidade, ordenou ao governo do Rio que informasse antecipadamente sobre a escalada de tropas nos morros.

"A polícia tem que subir o morro, entrar nos territórios (do crime), não é proibido entrar, mas tem que subir com plano, não subir para esculachar", ponderou Sarrubbo. "A gente precisa avançar nisso, criar um modelo."

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Douglas, irmão de Diogo Almeida, que foi eliminado do Big Brother Brasil 25 na noite de terça-feira, 25, falou sobre a trajetória do ator no reality show e avaliou sua relação com Aline dentro da casa.

A declaração foi feita durante sua participação no Encontro desta quarta-feira, 26. Ele explicou que ainda não conseguiu se encontrar com o irmão, mas que viu que o ator jogou de forma "genuína".

"Diogo sempre foi aquele cara tranquilo, bonito, sábio, inteligente. Ali dentro, estava sendo literalmente ele. Ele pensa para fazer toda e qualquer ação", alegou.

Segundo Douglas, Diogo foi eliminado porque o público está "sedento por algo mais viril, mais duro. Um brother que fala e coloca para fora. Para ele, os espectadores desejam que o irmão seja alguém que não é.

Ele revelou não gostar do relacionamento do irmão com Aline, dizendo "não ter desejo nenhum" de que os dois continuem se envolvendo.

Douglas criticou o beijo de Aline e Thamiris. "Ela deixou de ser a pessoa que eu pensava. Me entristeci. Não achei nada agradável, nada legal. Não posso ter uma companheira aqui fora com a qual eu saia para um evento aqui fora e fique preocupado se ela vai beijar um homem ou uma mulher [...] Foi na contramão de tudo o que entendo e penso para a minha vida e de todos ao meu redor. Não posso ter uma pessoa de que tem tenho dúvidas."

O irmão de Diogo Almeida também relembrou o momento em que ele indicou a policial militar ao Paredão. Em sua visão, foi um ato mal pensado.

"Tudo o que foi perto por parte da Vilma e do Diogo tomou uma proporção muito maior que os demais. Ele foi perseguido, ao meu ver, não no ponto negativo [...] E houve essa debandada de acusações", finalizou.

A manhã desta quarta-feira, 26, no BBB 25 começou com uma reviravolta no jogo. O botão misterioso foi ativado, e Vinícius decidiu apertá-lo. O brother teve o poder de vetar alguém da Prova do Líder e escolheu Maike.

A partir disso, Vinícius foi para o Quarto do Desafio. No cômodo completamente escuro, ele precisou encontrar três letras que formavam a palavra "Vip". O resultado da prova determinou o futuro do brother na semana.

Com muita concentração, Vinícius conseguiu cumprir a missão e garantiu um lugar no Vip. Além disso, conquistou imunidade e ainda teve o poder de vetar mais um participante da Prova do Líder. Dessa vez, o brother escolheu Vilma para não participar da Prova.

Confira aqui

O jornalista britânico Tom Phillips, correspondente da América Latina do The Guardian, publicou um artigo de opinião no jornal britânico no qual defende que o longa brasileiro Ainda Estou Aqui deveria vencer o Oscar de Melhor Filme.

No texto, Phillips afirma que a obra de Walter Salles sobre a família Paiva retrata uma realidade sombria que encontra inúmeros paralelos com a situação política vivida pelo mundo em 2025.

"O filme tocou um ponto sensível, no Brasil e no mundo, à medida que o público lida com uma nova era de autoritarismo, liderada por figuras egocêntricas, não muito diferentes daquelas que governaram o Brasil durante o regime militar de 1964-85 retratado em Ainda Estou Aqui", escreveu o jornalista.

No longa, acompanhamos a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres) e sua luta para descobrir o que aconteceu com seu marido, Rubens Paiva (Selton Mello), após ele ser raptado pelo regime militar brasileiro.

"O retrato íntimo de Salles sobre as consequências emocionais dessa insanidade calculada tem ecos assustadores nas manchetes de hoje, enquanto homens venezuelanos são levados para Guantánamo para agradar à base de Donald Trump, e as tropas de Vladimir Putin destroem as vidas de inúmeras famílias na Ucrânia."

E prossegue: "Ainda Estou Aqui é um filme sobre os tempos cruéis e inquietantes que mais uma vez varrem o mundo. Se algum filme merece o Oscar de 2025, é este", pontua.

A paixão brasileira por 'Ainda Estou Aqui'

Entre os destaques da produção, Phillips elege "a deslumbrante trilha sonora brasileira, as performances extraordinárias e empáticas, e uma cinematografia comovente" como algum dos motivos que poderiam levar Ainda Estou Aqui ao prêmio mais importante de Hollywood.

O amor do público brasileiro pelo filme, no entanto, ganha um destaque especial na opinião do jornalista. "O país sul-americano apoiou este filme como raramente fez antes, com mais de quatro milhões de pessoas indo aos cinemas para assisti-lo, e críticos o chamando de um dos melhores filmes do Brasil em anos", escreveu.

"Alguns fãs penduraram a bandeira amarela e verde do Brasil em suas salas, como se estivessem se preparando para uma final de Copa do Mundo. Outros produziram fantasias de carnaval em homenagem a Fernanda Torres, a atriz principal do filme de Salles, ou à dourada estatueta do Oscar."