Começou pouco depois das 11h desta quinta-feira, 3, o evento do governo federal de balanço das principais entregas da gestão nos últimos dois anos. Com o mote "O Brasil dando a volta por cima", a cerimônia reforçará a polarização com Jair Bolsonaro e explicará como o Brasil estava quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu no início de 2023, comparando-o a como está agora.
Lula chegou ao evento com cerca de 1h de atraso acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. O petista cumprimentou os ministros presentes e tirou algumas fotos. Na plateia, surgiram gritos "Sem anistia".
O objetivo do evento é dar visibilidade e transparência às ações do governo e frear a queda de popularidade da gestão. A avaliação do Palácio do Planalto é que as pessoas conhecem um pouco das políticas públicas que as atingem diretamente, mas não têm uma visão geral de tudo o que foi anunciado desde o começo do terceiro mandato de Lula.
No folheto entregue aos presentes antes da cerimônia, o governo destaca vários dados dos últimos dois anos. Na lista, o "menor desemprego dos últimos 12 anos", a volta do Brasil ao "top 10 das economias do mundo", a alta real do salário mínimo, o avanço da indústria, investimentos em inovação, redução da fome, recursos do Plano Safra, o reforço do programa Farmácia Popular, a política do Pé-de-Meia, a retomada do PAC, as linhas específicas de crédito para MEIs e a redução do desmatamento da Amazônia, entre outros.
O documento também destaca a política de aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda feita pelo governo federal. Segundo a gestão, já foram isentadas 10 milhões de pessoas com renda de até dois salários mínimos. Além disso, destaca o projeto de lei enviado para o Congresso para isentar pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês do IR.
A cerimônia já estava sendo planejada há semanas, mas acontece um dia depois da nova divulgação da pesquisa Genial/Quaest. O levantamento mostra que a aprovação do governo voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão em janeiro de 2023. O índice de desaprovação, que era de 49% em janeiro, passou para 56% no mês de março. A aprovação, por sua vez, caiu de 47% para 41%.
No evento, serão divulgados diversos dados das áreas da economia, saúde, educação, infraestrutura, ciência e tecnologia e agricultura. O foco será ressaltar melhoras nos índices de micro e macroeconomia. Além de números a serem destacados, também serão apresentados relatos e depoimentos de pessoas da sociedade civil impactadas com as políticas públicas.
O principal mote do governo é que seja reforçada a narrativa de que o Brasil está "dando a volta por cima" depois da gestão de Bolsonaro. A insistência na polarização com o governo passado é uma estratégia de Sidônio Palmeira desde que assumiu a Secom, em janeiro deste ano. Com isso, a gestão pretende dizer que conseguiu "unir" o povo brasileiro e "reconstruir" o País - em uma referência ao slogan "União e Reconstrução".