Casa Branca confirma início de ataque do Irã contra Israel e reforça apoio à defesa do aliado

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A Casa Branca confirmou, há pouco, que o Irã iniciou um ataque aéreo contra Israel e disse esperar que a investida se desenrole ao longo de algumas horas. Em comunicado, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Adrienne Watson, reforçou o compromisso de Washington em apoiar o povo israelense e a defesa do aliado contra as ameaças do Irã.

Segundo Watson, o presidente norte-americano, Joe Biden, está sendo constantemente atualizado sobre a questão por sua equipe de segurança e fará reuniões na Casa Branca nesta tarde. "O Presidente Biden tem sido claro: o nosso apoio à segurança de Israel é inflexível", destacou.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 27, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), "está fazendo história" nas parcerias com o governo federal. Adversários políticos - Tarcísio é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) -, os dois dividiram o palanque durante evento em Santos que lançou o edital para a construção do túnel que ligará a cidade ao Guarujá. A obra custará R$ 6 bilhões, valor que será dividido pelas duas administrações.

Antes, Tarcísio também havia agradecido a Lula pela parceria que possibilitou o empreendimento. Mesmo com a deferência e a tentativa de conferir à cerimônia um clima amistoso, o governador foi vaiado em vários momentos pela plateia no evento organizado pelo governo federal.

Além das vaias, Tarcísio presenciou gritos de "sem anistia" - ele já defendeu perdão para o 8 de Janeiro - e assistiu ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), criticar o plano de golpe, que, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, foi liderado por Bolsonaro. Nesta semana, o governador disse que a denúncia que atinge o padrinho político é "uma forçação de barra".

"Tarcísio, você está fazendo história nessas parcerias que estamos construindo. Pode ficar certo de que o povo compreende o que está acontecendo. Tem gente do lado do Tarcísio que não gosta de vê-lo do meu lado e vice-versa. Nós só temos um lado: o do povo", afirmou Lula ontem.

'Enfarte'

O presidente disse que ele e o governador ainda terão muitas fotos juntos, o que foi considerado uma provocação a Bolsonaro. "E o que é mais grave para os nossos adversários, é a gente estar rindo na foto. Pode até ter enfarte", declarou. "Não estou propondo casamento para ele nem ele para mim. O que estamos propondo é um jeito de trabalhar juntos."

Lula e Tarcísio dividiram o palco em meio à queda de popularidade do presidente e ao aumento de rumores de uma candidatura do governador à Presidência em 2026, hipótese que ele rechaça. Lula já disse que pode disputar o quarto mandato. Pesquisa Genial/Quaest divulgada anteontem mostrou que a reprovação do presidente disparou em redutos do PT (PE e BA), e ultrapassou 60% em São Paulo, Rio, Minas, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Já Tarcísio mantém-se aprovado por 61% dos eleitores de São Paulo, segundo rodada da Genial/Quaest divulgada ontem. O índice é o mesmo de dezembro. A desaprovação oscilou dois pontos para cima, de 26% em dezembro para 28%.

Em Santos, Tarcísio ignorou as hostilidades, principalmente quando falou da privatização da Sabesp. "Quero agradecer ao senhor porque, desde quando tivemos conversas sobre o túnel, o senhor colocou o assunto como prioridade", disse a Lula. "Voltamos a falar e lembro que o senhor falou que não está na hora de ter disputa política e que o momento é de atender ao cidadão", completou.

Saia-justa

Os dois lados se esforçaram para transmitir a mensagem de que deixaram diferenças políticas de lado, mas houve saias-justas. Alckmin disse que, "enquanto alguns tramavam o assassinato de adversários, Lula prega o diálogo", em referência a um plano para matar ele próprio e Lula, conforme a denúncia da Procuradoria no inquérito do golpe. Titular da Casa Civil, Rui Costa (PT) defendeu a valorização da democracia.

O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), criticou a proposta da gestão Bolsonaro para privatizar o Porto de Santos. A iniciativa era capitaneada por Tarcísio, à época em que ele era ministro da Infraestrutura.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou, nesta quinta-feira, 27, "profunda preocupação" com as recentes investidas do governo dos Estados Unidos e do Congresso norte-americano contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, a entidade destacou o papel fundamental do STF na defesa dos princípios constitucionais e do Estado Democrático de Direito.

"A soberania nacional e a independência do Poder Judiciário são pilares inegociáveis de uma democracia sólida e consolidada, como a brasileira e a norte-americana", afirma a Ajufe.

A manifestação ocorre após críticas do governo Donald Trump às determinações do ministro Alexandre de Moraes. Na quarta-feira (26), o Departamento de Estado dos EUA classificou o bloqueio de redes sociais norte-americanas pelo Brasil como "censura". No mesmo dia, o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que visa impedir a entrada de Moraes no país.

Diante desse contexto, a Ajufe ressaltou a importância do diálogo entre nações democráticas, desde que pautado no respeito mútuo e na valorização do STF e da magistratura brasileira. "Esse processo, no entanto, passa necessariamente pelo reconhecimento e pela valorização da magistratura brasileira e do Supremo Tribunal Federal, garantindo os meios necessários para cumprirem suas atribuições constitucionais com independência e segurança", concluiu a entidade.

Alvo das ofensivas, Moraes fez um discurso nesta quinta-feira, 27, em defesa da soberania do Brasil e contra o "imperialismo". Deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e com coragem estamos construindo uma república independente e cada vez melhor", afirmou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), citou a agenda de desburocratização e pautas relacionados ao empreendedorismo e ao microcrédito como prioritárias no primeiro semestre. Na semana que vem, o senador vai se reunir com líderes para definir um "portfólio" de até cinquenta matérias.

"Vamos escolher as prioritárias para deliberarmos neste semestre, especialmente aquelas que desburocratizem a vida dos brasileiros e melhorem o ambiente de negócio, empreendedorismo", afirmou Alcolumbre, em entrevista ao programa PodK Liberados, apresentado pelo também senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e exibido na noite da quinta-feira, 27, pela RedeTV!. O senador citou também a agenda do microcrédito como um tema caro ao governo.

Câmara

Alcolumbre ainda elogiou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de quem é amigo "há mais de dez anos". O Senador disse que as duas Casas estarão bastante alinhadas, diferentemente do que aconteceu nos últimos anos.