Projeto de Doria unifica programas no 'Bolsa do Povo'

Política
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Com o recrudescimento da pandemia e a pouco mais de um ano das eleições, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), enviará para a Assembleia Legislativa um ambicioso pacote social unificando programas por meio de um cadastro único, ampliando os valores e a abrangência da concessão de benefícios. A meta é chegar até 500 mil cidadãos para minimizar os efeitos das crises econômica e sanitária. Segundo cálculos do governo, os benefícios do "Bolsa do Povo", por ora, o nome da ação, podem chegar a R$ 500,00 por pessoa em um dos programas.

A estimativa total de gastos com assistência social com esse novo programa subiria para quase R$ 1 bilhão ainda neste ano (a previsão atual gira em torno de R$ 600 milhões). O projeto de lei com a proposta será enviado em regime de urgência.

A unificação dos programas sociais, uma vez aprovada, ficará abrigada na Secretaria de Governo, comandada pelo vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM). Ele será o responsável pela execução e coordenação direta das ações, espalhadas por diferentes áreas da administração estadual.

Está prevista a contratação, em uma das frentes, de 20 mil pais e mães de alunos das escolas públicas para trabalhar, com remuneração de R$ 500,00 por mês, em jornadas de até quatro horas diárias, no sistema de ensino estadual. O governo oferecerá capacitação aos contratados, que ajudarão na administração das escolas. Em linhas gerais, o projeto prevê o aporte de recursos em eixos programáticos que vão da assistência social via transferência direta de renda, como a ampliação do Renda Cidadã, por exemplo, até bolsas de incentivo para atletas.

O projeto prevê ainda que durante os exercícios de 2021 e 2022 poderão ser estabelecidos requisitos, condições, critérios de elegibilidade, valores de benefícios e condicionalidades especiais em decorrência dos efeitos da pandemia da covid-19.

"O governo de São Paulo tem sua responsabilidade social em garantir, além da vacina no braço, a comida no prato. Vacinar sim, mas alimentar também", afirma Doria. Nas ações de transferência direta de renda, estão, além do Renda Cidadã, o Ação Jovem, para jovens de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, e o Aluguel Social, ajuda financeira para locação de imóveis.

"A missão dada pelo governador Doria é reunir num só cartão todos os programas sociais, com gestão unificada e ampliação dos recursos. Isso dá mais agilidade para prorrogar benefícios, ampliar os valores e atender mais pessoas. As famílias têm urgência para garantir seu sustento", afirmou Garcia

A previsão do governo paulista é estar com o Bolsa do Povo em pleno funcionamento a partir de junho. Por isso, o governo deve enviar o projeto ainda hoje e conta com a celeridade de Assembleia Legislativa, onde o governo costuma ter maioria em projetos de seu interesse imediato.

O Renda Cidadã, atualmente, paga R$ 80,00 por mês para cada beneficiário, o mesmo valor desde que o programa foi criado. A partir de agora, esse valor deverá ser aumentado para R$ 100,00, mas esse número ainda não estava definido pela equipe técnica. A ampliação na quantidade de pessoas atendidas também deverá ocorrer.

Os cálculos para a criação do Bolsa do Povo envolveram várias secretarias, como a de Projetos, Orçamento e Gestão, comandada por Mauro Ricardo Costa. Em sua essência, o Bolsa do Povo de Doria resgata o espírito das iniciativas sociais criadas nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). O tucano implementou importantes ações, que mais tarde acabaram reunidas pelo petista em um programa único.

Com as iniciativas, João Doria, sempre lembrado entre os presidenciáveis, espera diminuir o impacto imposto pelas restrições de circulação de pessoas no Estado, que desde o final de março enfrenta o agravamento da pandemia da covid-19 e, consequentemente, o aperto nas medidas de restrição.

Principais eixos:

- Assistência Social: Ampliação do programa Renda Cidadã.

- Emprego: Criação de Frentes de trabalho

- Qualificação profissional: Ampliação do Via Rápida.

- Educação: Contratação de pais e mães de alunos para

trabalharem nas escolas e ampliação do programa Ação Jovem

- Habitação: Ampliação do programa de aluguel social

- Esporte: Ampliação de bolsas para talentos esportivos.

- Condicionantes: Durante os exercícios de 2021 e 2022 poderão ser estabelecidos requisitos, critérios de elegibilidade, valores de benefícios e condicionalidades especiais em decorrência dos efeitos da pandemia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Os pilotos de um voo da Southwest Airlines que tentavam pousar no Aeroporto Midway, em Chicago, nos Estados Unidos, foram forçados a subir de volta ao céu para evitar outra aeronave que cruzava a pista na manhã desta terça-feira, 25.

Um vídeo da câmera do aeroporto postado no X mostra o avião da Southwest se aproximando da pista pouco antes das 9h, horário local, antes de arremeter abruptamente. Um jato menor é visto cruzando a pista que a aeronave de passageiros deveria usar.

O voo Southwest 2504 pousou com segurança "depois que a tripulação realizou uma arremetida preventiva para evitar um possível conflito com outra aeronave que entrou na pista", disse um porta-voz da companhia aérea em um e-mail. "A tripulação seguiu os procedimentos de segurança, e o voo pousou sem incidentes."

Instruções

Uma gravação de áudio da comunicação entre o jato menor e a torre de controle registrou o piloto errando as instruções de um funcionário da torre de solo, que repetiu que o piloto deveria "aguardar antes" da pista. Cerca de 30 segundos depois, a torre ordenou que o piloto "mantivesse sua posição." Em seguida, o controlador disse: "FlexJet560, suas instruções foram para aguardar antes da pista 31 central".

Separadamente, uma gravação da comunicação entre a tripulação da Southwest e outro funcionário da torre de controle capturou o piloto relatando: "Southwest 2504 arremetendo" e seguindo as instruções para subir de volta a 3.000 pés. Segundos depois, o piloto perguntou à torre: "Southwest 2504, como isso aconteceu?"

O segundo avião, descrito como um jato executivo, entrou na pista sem autorização, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA). A Flexjet, dona da aeronave, afirmou estar ciente do ocorrido em Chicago.

"Flexjet segue os mais altos padrões de segurança e estamos conduzindo uma investigação minuciosa", disse um porta-voz em comunicado. "Qualquer ação necessária para garantir os mais altos padrões de segurança será tomada." Tanto a FAA quanto o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) afirmaram estar investigando o incidente.

O voo da Southwest partiu de Omaha, Nebraska, com destino ao Aeroporto Midway, segundo o site FlightAware. O áudio do controle de tráfego aéreo deixa claro que o jato executivo não seguiu a instrução clara de não cruzar a pista, afirmou Jeff Guzzetti, ex-membro do NTSB e ex-investigador da FAA.

Guzzetti classificou o caso como uma "incursão de pista muito grave", mas acrescentou: "no entanto, o céu não está caindo, pois o ano passado registrou o menor número de incursões graves em uma década". Em 2023, ocorreram 22 desses eventos, mas apenas sete em 2024, segundo dados da FAA. Diversos fatores podem contribuir para esses incidentes, disse Guzzetti: "A tripulação estava distraída? O controlador estava sobrecarregado?"

O Secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, afirmou na tarde de terça-feira no X que, enquanto NTSB e FAA investigam, uma coisa está clara: "É imperativo que os pilotos sigam as instruções dos controladores de tráfego aéreo. Se não o fizerem, suas licenças serão revogadas".

John Goglia, ex-membro do NTSB, disse que o quase acidente mostrou que "o sistema funcionou exatamente como foi projetado". Isso porque o piloto da Southwest percebeu que o outro avião não pararia a tempo, afirmou.

Os investigadores provavelmente examinarão fatores como a equipe presente na torre de controle e se as instruções foram claras. "Essas coisas acontecem", disse ele, mencionando possíveis falhas de comunicação, como um piloto ouvindo errado as instruções.

Nas últimas semanas, quatro grandes desastres aéreos ocorreram na América do Norte:

- 6 de fevereiro: Queda de um avião comercial no Alasca, matando todas as 10 pessoas a bordo.

- 26 de janeiro: Colisão aérea entre um helicóptero do Exército e um voo da American Airlines no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, matando todas as 67 pessoas a bordo.

- 31 de janeiro: Queda de um jato de transporte médico em um bairro da Filadélfia, matando sete pessoas, incluindo uma criança paciente, sua mãe e quatro tripulantes.

- 17 de fevereiro: Um voo da Delta tombou e pousou de cabeça para baixo no Aeroporto Pearson, em Toronto, Canadá, deixando 21 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um vídeo nesta quarta-feira, 26, com a sua visão sobre o controle da Faixa de Gaza, na Truth Social. O conteúdo produzido por inteligência artificial (IA) traz imagens de estátuas de ouro com a face do republicano, além do bilionário Elon Musk passeando e jogando notas de dinheiro pela região, resorts luxuosos e dançarinas seminuas. Traz também Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descansando às margens de uma piscina.

Em mais de uma ocasião, o presidente norte-americano defendeu que os Estados Unidos assumam o controle de Gaza para "alcançar a paz na região", mas com o deslocamento dos habitantes palestinos para outras regiões.

Trump não deu detalhes sobre onde a população poderia ser abrigada e países árabes rejeitaram a ideia, defendendo uma solução de dois Estados que envolva a Palestina.

A Gaza "repaginada" por Trump substituiria o atual cenário de guerra entre Israel e Hamas, que já dura mais de um ano e matou mais de 48 mil palestinos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza.

A primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o Hamas está prestes a ser concluída. O acordo expira em março e não há certeza sobre quando começarão as negociações para a segunda fase em busca de uma "paz duradoura".

*Com informações da Associated Press

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse, nesta quarta-feira (26), que o gabinete de segurança do México se reunirá na quinta-feira, 27, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.

"Hoje (quarta-feira) sai o nosso gabinete de segurança que se reunirá amanhã com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington", diz Sheinbaum, ao acrescentar que "estamos trabalhando nos últimos dias para a comunicação que estava havendo entre Estados Unidos e México, no marco de nossas soberanias."

A reunião ocorre em meio a tensões recentes sobre o combate ao tráfico de drogas, soberania e segurança fronteiriça, temas centrais na relação entre os dois países. Os Estados Unidos têm pressionado o México para intensificar medidas contra cartéis de drogas, enquanto o governo mexicano tem reforçado sua posição de cooperação, mas sem interferências externas.

Além disso, as discussões devem abordar a crescente migração de pessoas em direção aos EUA, um dos principais desafios da administração de Sheinbaum. O encontro em Washington faz parte de um esforço diplomático para reforçar o diálogo entre os dois países, que têm mantido negociações constantes sobre segurança regional e controle fronteiriço.