Vice de Ricardo Nunes será escolha 'exclusiva' de Bolsonaro

Política
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai escolher um vice de seu "núcleo duro" para compor a chapa com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Em reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta semana, Bolsonaro decidiu apoiar a reeleição de Nunes para a Prefeitura de São Paulo em 2024. O nome do vice da chapa ainda está indefinido, mas deverá ser anunciado em março e será uma escolha exclusiva de Bolsonaro, de acordo com um interlocutor do ex-presidente a par do assunto.

Com isso, esgotam-se as chances de uma chapa composta por Nunes e Marta Suplicy, ex-senadora filiada ao PT que hoje faz parte do 1º escalão da Prefeitura de São Paulo.

Além disso, o deputado Ricardo Salles (PL-SP) também não será mais o candidato do PL. Questionado pelo Estadão, o parlamentar disse aguardar um pronunciamento do ex-presidente. "Vamos aguardar Bolsonaro falar por si. Até lá, desconfio da veracidade das afirmações", disse o ex-ministro do Meio Ambiente. "Vice não serei", pontuou.

No último dia 12, Bolsonaro havia afirmado preferir seu ex-ministro como prefeito. "Seria uma oportunidade de recompensá-lo. São Paulo merece realmente um nome que vá fazer pelo município e não fazer por partido", disse, ao finalizar: "Salles prefeito".

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira, 25, que também pretende comprar minerais de territórios da Rússia.

O comentário do republicano, em entrevista aos jornalistas no Salão Oval, ocorreu após ele afirmar que se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quiser vir à Washington para tratar do acordo com os EUA, seria bem recebido. "O acordo é sobretudo sobre minerais raros."

O presidente americano assinou ainda nesta terça-feira uma ordem executiva que restabelece a exigência de publicação online por hospitais de custos de serviços médicos.

A juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Loren AliKhan, bloqueou na terça-feira, 25, indefinidamente a administração do presidente Donald Trump de congelar o financiamento federal anteriormente concedido.

A decisão afeta organizações sem fins lucrativos, grandes e pequenas, nos EUA, que financiam desde a mitigação de inundações até cuidados a idosos e pré-escolas.

A decisão do tribunal federal de Washington foi em resposta a um pedido de liminar contra o governo, solicitado pela organização sem fins lucrativos Democracy Forward em nome de várias outras organizações sem fins lucrativos e proprietários de pequenas empresas.

As organizações sem fins lucrativos procuraram uma ação mais enérgica por parte dos tribunais depois de a Casa Branca ter indicado que ainda planejava prosseguir com um congelamento do financiamento, mesmo depois de o Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) ter revogado um memorando que originalmente bloqueava os recursos e à medida que aumentavam as provas de que agências como a Fundação Nacional de Ciência, a Agência de Proteção Ambiental e a Agência Federal de Gestão de Emergências não tinham retomado totalmente o financiamento, de acordo com o processo judicial do Democracy Forward.

Depois que o memorando do OMB foi revogado no final de janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nas redes sociais que a ação "NÃO era uma rescisão do congelamento do financiamento federal. É simplesmente uma rescisão do memorando do OMB".

A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentários na terça-feira.

Nesta terça-feira, 25, a Casa Branca informou que Amy Gleason era a administradora interina do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês). Gleason é ex-funcionária do U.S. Digital Service, que Donald Trump rebatizou como Doge por meio de uma ordem executiva.

Todavia, o Congresso não criou o Doge e não confirmou alguém para dirigi-lo. Em vez disso, Trump disse na semana passada que assinou a ordem que o criou e colocou o bilionário Elon Musk no comando. A cláusula exige que os líderes dos órgãos federais sejam formalmente nomeados pelo presidente e confirmados pelo Senado.