Boulos e Nunes celebrarão aniversário de SP no Mercadão em horários diferentes

Política
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Os dois principais nomes que vão disputar a Prefeitura de São Paulo este ano vão comemorar o aniversário da cidade no mesmo lugar, o Mercado Municipal, mas não devem se encontrar. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) participa de agenda no local às 10 horas e o prefeito da Capital, Ricardo Nunes (MDB), chega às 14h45. O Mercadão completa nesta quinta-feira 91 anos de inauguração.

Antes de ir ao Mercado, Nunes participa de agenda com o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Os dois vão anunciar novas medidas de requalificação do Centro. Como adiantou a Coluna do Estadão, a dupla deve aproveitar o aniversário da capital paulista para turbinar a ideia de recuperação da região central da cidade, que deve figurar como bandeira eleitoral dos dois.

Segundo informações da Coluna, devem ser liberados R$ 120 milhões em linhas de crédito para empreendedores do Centro.

Outras ações que serão anunciadas pelo prefeito e pelo governador incluem a inauguração do Edifício Sede dos Corpos Artísticos da Fundação Theatro Municipal, a criação do 1° Distrito Turístico Urbano e a entrega das primeiras unidades habitacionais do Residencial João Octaviano Machado Neto.

Para Lula, disputa em São Paulo espelha confronto de 2022

Na terça-feira, 23, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a disputa eleitoral em São Paulo é "muito especial" por ser uma "confrontação direta entre o ex-presidente (Jair Bolsonaro) e o atual presidente; entre eu e a figura".

Lula disse ainda ter ficado muito feliz em ter convencido a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy a ser vice na chapa de Boulos, citando que ela terá que se filiar ao PT.

Em resposta, Nunes afirmou que a capital paulista não é um "ringue". "Aqui em São Paulo não é ringue, aqui a preocupação é cuidar da cidade", reagiu.

Sobre Marta, o prefeito declarou ter ficado "muito chateado" com a saída dela da Secretaria de Relações Internacionais. "A minha esposa, Regina, muito amiga dela, chorou", disse.

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As autoridades mexicanas extraditaram o chefe do tráfico de drogas dos EUA, Rafael Caro Quintero, que é procurado pelo assassinato de um agente da Administração Antidrogas americana em 1985, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação, atendendo a uma exigência antiga do governo americano em meio à crescente pressão do presidente Donald Trump.

A extradição de Caro Quintero ocorre no momento em que o presidente Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre as exportações do México para os EUA se o governo da presidente Claudia Sheinbaum não intensificar os esforços para combater o fentanil destinado aos EUA, que mata dezenas de milhares de americanos todos os anos. Vários membros do seu gabinete estão em Washington esta semana para discutir a cooperação bilateral e defender que o México não deveria ser punido com tarifas.

Caro Quintero fazia parte de um grupo de 29 mexicanos presos acusados de crimes nos EUA extraditados na quinta-feira. Dois líderes do violento cartel Zetas, famoso por realizar massacres no México, também foram extraditados, segundo a fonte.

As autoridades prenderam mais de 700 pessoas desde o início de fevereiro, quando Sheinbaum concordou em enviar 10 mil soldados da Guarda Nacional para aumentar a segurança e combater o tráfico de fentanil ao longo da fronteira entre os EUA e o México, como parte de um acordo para suspender as tarifas de Trump. As autoridades também apreenderam cerca de 12 toneladas de narcóticos ilegais em todo o país, incluindo cocaína, metanfetamina e mais de 50 quilos de fentanil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pretende fechar rapidamente vários acordos com o Reino Unido, em coletiva após encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, nesta quinta-feira, na Casa Branca.

Em tom amigável ao lado de Starmer, Trump disse esperar uma reunião muito boa com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na sexta-feira. Mas o republicano não respondeu à pergunta sobre se ele se desculparia por chamá-lo de ditador no início deste mês.

"Temos muito respeito. Eu tenho muito respeito por ele. Nós demos a ele muito equipamento e muito dinheiro, mas eles lutaram muito bravamente", afirmou.

Trump disse que o acordo "construirá a base para um relacionamento futuro mais sustentável entre os Estados Unidos e a Ucrânia" e ajudará a reconstruir a prosperidade dos ucranianos. Ele acrescentou que se tornaria a fundação de um "acordo de paz de longo prazo que retornará a estabilidade ao leste da Europa".

O primeiro-ministro britânico apelou a Trump para que chegue a um "acordo de paz histórico" para apoiar a Ucrânia na guerra com a Rússia, ao mesmo tempo em que alertou que eles precisam ficar do lado do pacificador e "não do invasor". Enaltecendo a aliança em defesa com os EUA, o premiê britânico disse que discutiu com Trump um plano duro, mas justo sobre a Ucrânia, para viabilizar o acordo de paz.

"Não pode haver paz que recompense o agressor", disse Starmer, citando que o Reino Unido dará equipamento militar para os ucranianos. O premiê também mencionou o aumento dos gastos com defesa em relação ao PIB previamente anunciado nesta semana.

Mais cedo, Trump disse que pretende impor tarifas recíprocas para a União Europeia, enquanto confirmou que aplicará tarifa adicional de 10% sobre bens importados da China. A medida em relação à China entrará em vigor em 4 de março, mesma data em que começam a valer as tarifas para bens importados do Canadá e do México.

"Será 10% + 10%", enfatizou Trump sobre a tarifa para bens da China durante outra coletiva antes da reunião com Starmer.

Diplomatas russos e norte-americanos se reuniram em Istambul nesta quinta-feira, 27, para discutir a normalização da operação de suas respectivas embaixadas, depois de anos expulsando os diplomatas uns dos outros.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as conversas seguiram um entendimento alcançado durante a ligação do presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente russo, Vladimir Putin, e o contato entre diplomatas russos e norte-americanos seniores na Arábia Saudita.

Em discurso durante a reunião de quinta-feira do Serviço Federal de Segurança, Putin elogiou o "pragmatismo e a visão realista" do governo Trump, em comparação com o que ele descreveu como "estereótipos e clichês ideológicos messiânicos" de seus antecessores.