Filho de preso no caso Marielle lança candidatura e pede "liberdade para os irmãos Brazão"

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
Kaio Brazão (Republicanos-RJ) começou na última segunda-feira, 26, sua campanha a vereador no Rio de Janeiro. Ele é filho de Domingos Brazão e sobrinho de Chiquinho Brazão, presos desde março deste ano sob a acusação de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018. Ambos negam envolvimento no crime.

Nas peças de campanha, o candidato usa as imagens do pai e do tio e se anuncia como a "nova geração" da família Brazão. Domingos, ex-deputado estadual, foi afastado do cargo de conselheiro do TCE-RJ; Chiquinho, deputado federal, foi expulso do União Brasil após a prisão e pode perder seu mandato.

Em audiência nesta terça, 27, Ronnie Lessa, preso sob a acusação de ter atirado em Marielle, culpou os irmãos pelo crime e alegou que se "deixou levar" pela suposta proposta de R$ 25 milhões deles.

No evento de lançamento de sua candidatura - em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, reduto da família Brazão - Kaio pediu liberdade para o pai e ouviu de um aliado, em cima do palanque, que "a ausência de nosso líder [Domingos] causa uma tristeza".

Em um story postado em seu Instagram, o candidato aparece com uma camiseta com a foto de Chiquinho e Domingos, com a inscrição "liberdade aos irmãos Brazão". Em outra referência à família, seu slogan de campanha anuncia que "a nova geração vem forte".

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e chefe do diretório municipal do Republicanos no Rio, e sua filha, a deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ), participaram do lançamento da candidatura de Kaio Brazão. Em um vídeo, Cunha aparece discursando.

As famílias Cunha e Brazão são próximas. Na época da prisão de Chiquinho, Dani Cunha saiu em defesa do deputado federal e fez um apelo aos colegas na Câmara pela soltura do político. A filha de Eduardo Cunha, que é do União Brasil, também foi contra a expulsão dele do partido, decidida por unanimidade em reunião da Executiva Nacional.

Em outra categoria

As autoridades mexicanas extraditaram o chefe do tráfico de drogas dos EUA, Rafael Caro Quintero, que é procurado pelo assassinato de um agente da Administração Antidrogas americana em 1985, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação, atendendo a uma exigência antiga do governo americano em meio à crescente pressão do presidente Donald Trump.

A extradição de Caro Quintero ocorre no momento em que o presidente Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre as exportações do México para os EUA se o governo da presidente Claudia Sheinbaum não intensificar os esforços para combater o fentanil destinado aos EUA, que mata dezenas de milhares de americanos todos os anos. Vários membros do seu gabinete estão em Washington esta semana para discutir a cooperação bilateral e defender que o México não deveria ser punido com tarifas.

Caro Quintero fazia parte de um grupo de 29 mexicanos presos acusados de crimes nos EUA extraditados na quinta-feira. Dois líderes do violento cartel Zetas, famoso por realizar massacres no México, também foram extraditados, segundo a fonte.

As autoridades prenderam mais de 700 pessoas desde o início de fevereiro, quando Sheinbaum concordou em enviar 10 mil soldados da Guarda Nacional para aumentar a segurança e combater o tráfico de fentanil ao longo da fronteira entre os EUA e o México, como parte de um acordo para suspender as tarifas de Trump. As autoridades também apreenderam cerca de 12 toneladas de narcóticos ilegais em todo o país, incluindo cocaína, metanfetamina e mais de 50 quilos de fentanil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pretende fechar rapidamente vários acordos com o Reino Unido, em coletiva após encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, nesta quinta-feira, na Casa Branca.

Em tom amigável ao lado de Starmer, Trump disse esperar uma reunião muito boa com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na sexta-feira. Mas o republicano não respondeu à pergunta sobre se ele se desculparia por chamá-lo de ditador no início deste mês.

"Temos muito respeito. Eu tenho muito respeito por ele. Nós demos a ele muito equipamento e muito dinheiro, mas eles lutaram muito bravamente", afirmou.

Trump disse que o acordo "construirá a base para um relacionamento futuro mais sustentável entre os Estados Unidos e a Ucrânia" e ajudará a reconstruir a prosperidade dos ucranianos. Ele acrescentou que se tornaria a fundação de um "acordo de paz de longo prazo que retornará a estabilidade ao leste da Europa".

O primeiro-ministro britânico apelou a Trump para que chegue a um "acordo de paz histórico" para apoiar a Ucrânia na guerra com a Rússia, ao mesmo tempo em que alertou que eles precisam ficar do lado do pacificador e "não do invasor". Enaltecendo a aliança em defesa com os EUA, o premiê britânico disse que discutiu com Trump um plano duro, mas justo sobre a Ucrânia, para viabilizar o acordo de paz.

"Não pode haver paz que recompense o agressor", disse Starmer, citando que o Reino Unido dará equipamento militar para os ucranianos. O premiê também mencionou o aumento dos gastos com defesa em relação ao PIB previamente anunciado nesta semana.

Mais cedo, Trump disse que pretende impor tarifas recíprocas para a União Europeia, enquanto confirmou que aplicará tarifa adicional de 10% sobre bens importados da China. A medida em relação à China entrará em vigor em 4 de março, mesma data em que começam a valer as tarifas para bens importados do Canadá e do México.

"Será 10% + 10%", enfatizou Trump sobre a tarifa para bens da China durante outra coletiva antes da reunião com Starmer.

Diplomatas russos e norte-americanos se reuniram em Istambul nesta quinta-feira, 27, para discutir a normalização da operação de suas respectivas embaixadas, depois de anos expulsando os diplomatas uns dos outros.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as conversas seguiram um entendimento alcançado durante a ligação do presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente russo, Vladimir Putin, e o contato entre diplomatas russos e norte-americanos seniores na Arábia Saudita.

Em discurso durante a reunião de quinta-feira do Serviço Federal de Segurança, Putin elogiou o "pragmatismo e a visão realista" do governo Trump, em comparação com o que ele descreveu como "estereótipos e clichês ideológicos messiânicos" de seus antecessores.