Metade dos paulistanos vai escolher candidato por falta de opção melhor, diz pesquisa Datafolha

Política
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Metade dos eleitores da cidade de São Paulo afirma que a intenção de voto para a escolha do novo prefeito nas eleições de outubro ocorre por falta de uma "opção melhor". É o que mostra a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 12. Para 50% dos ouvidos no levantamento, a intenção de voto é explicada porque "não há opção melhor de candidato", enquanto 49% se dizem convictos de que escolheram "o candidato ideal" e 1% não soube responder.

O instituto Datafolha realizou 1.204 entrevistas presenciais em São Paulo com eleitores de 16 anos ou mais nos dias 10 e 11 de setembro. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de três pontos porcentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-07978/2024.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta indica que o atual prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), tem 27% das intenções de voto. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 25% de citações e o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), 19%. Como a margem de erro é de três pontos porcentuais, Nunes e Boulos estão empatados tecnicamente.

O Datafolha realizou um cruzamento entre as respostas da intenção de voto e do critério adotado para a escolha do candidato. A sobreposição dos dados revela que a maior proporção de entrevistados escolhendo o candidato "menos ruim" ocorre entre os eleitores de Ricardo Nunes, com 58% justificando a escolha na falta de um candidato melhor, da deputada federal Tabata Amaral (PSB), com um índice de 57%, e do apresentador de TV José Luiz Datena, com 53%.

Por outro lado, os eleitores mais convictos são os de Guilherme Boulos e os de Pablo Marçal. Para 61% dos eleitores do candidato do PSOL, o voto no deputado federal é o ideal, enquanto que, entre os que dizem votar no ex-coach, 51% o consideram como a melhor opção possível.

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Autoridades de Israel e do Hamas disseram nesta terça-feira, 25, que chegaram a um acordo para trocar os corpos de reféns israelenses mortos pela libertação de centenas de prisioneiros palestinos, mantendo o frágil cessar-fogo intacto por pelo menos mais alguns dias.

Israel havia adiado a libertação de 600 prisioneiros palestinos desde sábado para protestar contra o que diz ser o tratamento cruel dos reféns durante sua libertação pelo Hamas. O grupo militante afirmou que o atraso é uma "grave violação" do cessar-fogo e que as negociações sobre uma segunda fase não seriam possíveis até que eles fossem libertados.

O enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse que deseja que as partes iniciem negociações sobre a segunda fase, durante a qual todos os reféns restantes mantidos pelo Hamas deverão ser libertados e um fim para a guerra deverá ser negociado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira, 25, que também pretende comprar minerais de territórios da Rússia.

O comentário do republicano, em entrevista aos jornalistas no Salão Oval, ocorreu após ele afirmar que se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quiser vir à Washington para tratar do acordo com os EUA, seria bem recebido. "O acordo é sobretudo sobre minerais raros."

O presidente americano assinou ainda nesta terça-feira uma ordem executiva que restabelece a exigência de publicação online por hospitais de custos de serviços médicos.

A juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Loren AliKhan, bloqueou na terça-feira, 25, indefinidamente a administração do presidente Donald Trump de congelar o financiamento federal anteriormente concedido.

A decisão afeta organizações sem fins lucrativos, grandes e pequenas, nos EUA, que financiam desde a mitigação de inundações até cuidados a idosos e pré-escolas.

A decisão do tribunal federal de Washington foi em resposta a um pedido de liminar contra o governo, solicitado pela organização sem fins lucrativos Democracy Forward em nome de várias outras organizações sem fins lucrativos e proprietários de pequenas empresas.

As organizações sem fins lucrativos procuraram uma ação mais enérgica por parte dos tribunais depois de a Casa Branca ter indicado que ainda planejava prosseguir com um congelamento do financiamento, mesmo depois de o Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) ter revogado um memorando que originalmente bloqueava os recursos e à medida que aumentavam as provas de que agências como a Fundação Nacional de Ciência, a Agência de Proteção Ambiental e a Agência Federal de Gestão de Emergências não tinham retomado totalmente o financiamento, de acordo com o processo judicial do Democracy Forward.

Depois que o memorando do OMB foi revogado no final de janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nas redes sociais que a ação "NÃO era uma rescisão do congelamento do financiamento federal. É simplesmente uma rescisão do memorando do OMB".

A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentários na terça-feira.