Fernanda Torres defende torcida brasileira por 'Ainda Estou Aqui'

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A campanha de divulgação de Ainda Estou Aqui para o Oscar 2025 segue com força, e Fernanda Torres aproveitou para defender a presença empolgada e enérgica dos brasileiros nas redes sociais.

A atriz participou do podcast Awards Circuit, da Variety, e explicou de onde vem a energia dos fãs brasileiros para sempre comentar em qualquer publicação sobre ela ou sobre o filme no Instagram. "Eles fazem isso por conta própria. Estão garantindo que as pessoas vejam o filme e saibam que ele merece reconhecimento", justificou.

"Há um sentimento patriota no país, é o país no tapete vermelho. E o fato de minha mãe ter estado na corrida antes fez crescer esse sentimento de orgulho nacional", explicou.

Fernanda concorre ao prêmio de Melhor Atriz no Oscar 2025 ao lado de Demi Moore (A Substância), Karla Sofia Gascón (Emilia Perez), Cynthia Erivo (Wicked) e Mikey Madison (Anora). Ainda Estou Aqui acumula mais duas indicações, para Melhor Filme Internacional e Melhor Filme. O feito é inédito para o cinema nacional e, por isso, Torres descarta qualquer ideia de que a animação da torcida possa ser "agressiva".

"Os brasileiros são usuários ativos da internet. Nós consumimos nossa própria cultura e temos muito orgulho dela. Mas quando alguém faz o milagre de cruzar a fronteira e é reconhecido no mundo, o Brasil vai à loucura", contou. "Pode parecer que eu trabalho nas minhas redes sociais, mas isso não é verdade. O que fez minhas redes crescerem foi o filme."

Durante o papo, Torres também foi questionada sobre uma possível carreira internacional, e contou qual seria o seu papel dos sonhos:

"Eu adoraria interpretar a secretária de um vilão do James Bond, e dizer apenas 'Ele estará te esperando na sala ao lado, Sr. Bond'. Só isso. Esse é o meu sonho, só essa fala. É tudo o que eu quero fazer."

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Conhecida como "Mainha do Crime", Suedna Barbosa Carneiro, de 41 anos, é apontada pela polícia como financiadora de uma quadrilha que comete assaltos à mão armada em São Paulo e estaria envolvida na morte do ciclista Victor Medrado, que pedalava em frente ao Parque do Povo, no dia 13.

De acordo com as investigações, o grupo é formado por ao menos sete criminosos. Suedna alugava as armas em troca dos produtos roubados por eles, como celulares e joias. A polícia também apura a relação da quadrilha com o latrocínio que vitimou o delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, há cerca de um mês, na Chácara Santo Antônio.

Suedna foi presa na última terça-feira, 18. Na casa dela, no Jardim Paraisópolis, foram encontrados R$ 21 mil em dinheiro, 18 celulares e equipamentos eletrônicos que estão sendo periciados.

Em 2022, ela foi presa e condenada a mais de dez anos pelos crimes dos quais é novamente suspeita: fornecer armas ilegais a criminosos em troca de prioridade para a compra dos bens por valores mais baixos. Na denúncia da época, o MP apontou que ela "teve em depósito, no exercício de atividade comercial clandestina, duas armas de fogo, 68 munições e dois carregadores" em situação ilegal.

Natural da Paraíba, ela ficou presa na Penitenciária Feminina da Capital e no Presídio Feminino de Franco da Rocha pouco mais de dois anos. No dia 21 de abril de 2024, foi expedido um ofício liberatório para a progressão para o regime aberto.

O juiz Adjair de Andrade Cintra autorizou a progressão por ter a ré atingido o lapso temporal exigido pela Lei de Execução Penal e devido ao bom atestado de conduta temporária. Ela ficou obrigada a cumprir as exigências do regime aberto, como não mudar de residência.

O advogado que defendeu Suedna na ação penal em que ela foi condenada disse que a mulher negou os crimes de receptação e que nunca se associou a criminosos. Ela era dona de um bar em Paraisópolis e dispunha de dinheiro vivo, por isso fazia também compra e venda de outros produtos.

Conforme o defensor - que pediu para não ser identificado porque já deixou o caso - a polícia invadiu a casa da mulher em plena pandemia de Covid-19, sem mandado de busca e sem que ela autorizasse. Na sentença, o juiz considerou a operação legal.

Cronologia da condenação de Suedna:

- 18/03/2022 - Prisão em flagrante

- 19/03/2022 - Decretada prisão preventiva

- 24/06/2022 - Sentença condenatória (10 anos, 6 meses e 22 dias-multas)

- 18/11/2022 - Negado provimento a recurso da ré

- 22/11/2023 - Progressão para o semi-aberto

- 21/04/2024 - Progressão para o regime aberto

- 17/09/2032 - Previsão para o cumprimento da pena total

- 13/07/2032 - Previsão para o cumprimento de pena considerando as remições

O motorista da carreta que bateu em um ônibus com estudantes universitários foi preso nesta sexta-feira, 21. O acidente ocorreu durante a madrugada, na região de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, e provocou a morte de 12 pessoas e deixou 21 feridos. Conforme a Polícia Civil, o condutor foi autuado por fuga do local sem prestar socorro às vítimas, homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Ao Estadão, a defesa do motorista alegou que ele não fugiu, apenas se escondeu por medo de linchamento. Segundo o advogado Marcos Henrique Coltri, um degrau na pista pode ter contribuído para o acidente.

A colisão aconteceu entre os municípios de Nuporanga e São José da Bela Vista, em um trecho de pista simples da rodovia Waldir Canevari (SP-355/330). O ônibus levava estudantes da Universidade de Franca (Unifran) para o município de São Joaquim da Barra, onde eles moravam.

Ainda de acordo com Coltri, o motorista ficou em estado de choque após o acidente. "Ele não chegou a ter fraturas, mas ficou bastante ferido e, quando ouviu gritos de 'pega o motorista', se escondeu em um canavial. Fomos até lá e ele foi apresentado à polícia ainda no local do acidente. A polícia entendeu que houve evasão do local do acidente, mas ele estava lá", disse.

O caminhão é uma carreta bi-caçamba e, segundo o advogado, estava atrás de outra carreta da mesma empresa, a J4 Transportes. "Não foi uma colisão frontal, mas lateral. A pista é muito estreita e tem um degrau muito grande. Dois veículos de porte passam muito rente um do outro. O motorista disse que acabou caindo no degrau e, ao voltar para a pista, a caçamba atingiu a lateral do ônibus, cortou a lateral toda."

Ainda segundo o defensor, o caminhão havia descarregado em Ouro Verde e retornava para pegar outra carga em Itaú de Minas (MG). "Como a rodovia Fábio Talarico está interditada, os dois caminhões tiveram de seguir por essa via alternativa que é inadequada para tráfego pesado. Tiramos fotos do local. Não tem acostamento e tem um desnível de 30 a 40 centímetros", diz

Conforme o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Rodovia Prefeito Fábio Talarico (SP-345) foi interditada devido a danos na estrutura de uma ponte, no km 63, causados pela chuva. O deslocamento de um talude trincou um dos pilares de sustentação. Obras emergenciais estão sendo realizadas no local. O tráfego entre Franca e São Joaquim da Barra está sendo desviado para rotas alternativas.

Questionado, o DER informa que a rodovia é uma estrada vicinal e está sob jurisdição municipal, não cabendo a manutenção do departamento.

Identificação das vítimas

De acordo com o governo de SP, os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de São Joaquim da Barra e as equipes trabalham para identificação e liberação para as famílias. O Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) acompanha o caso e dá suporte à equipe do IML no trabalho de identificação. Em nota, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lamentou o acidente e decretou luto oficial de três dias.

Entre as vítimas estão alunos da Universidade de Franca (Unifran). Universidade decretou três dias de luto e suspendeu as aulas nesta sexta.

"A Universidade está priorizando a acolhida de seus alunos e docentes, assim como dos familiares, conforme chegam as informações e confirmações. A Universidade coloca à disposição suporte e atendimento psicológico para sua comunidade acadêmica e todos aqueles diretamente afetados que necessitarem de apoio nesse momento difícil".

O homem baleado nessa quinta-feira, 20, dentro da Estação Vila Matilde, da Linha 3-Vermelha do Metrô, na zona leste de São Paulo, após entrar em uma discussão com outro passageiro, morreu. O jovem foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, um policial militar reformado, de 57 anos, foi preso em flagrante por homicídio. A defesa dele não foi localizada.

O caso aconteceu por volta das 18h dessa quinta, no horário de pico e de alta circulação de pessoas no local. Passageiros que passavam pela estação no momento da confusão relataram o caso nas redes sociais.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor e a vítima, um rapaz de 20 anos, tinham discutido dentro do vagão. Na sequência, entraram em luta corporal na plataforma da estação e o policial fez o disparo. O Metrô disse que vai colaborar com as investigações.

"A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu. O indiciado foi levado para a Unidade de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Carrão, por se queixar de dores na perna e na região da cabeça e em seguida, foi submetido a exame de corpo de delito", disse a SSP.

Posteriormente, o policial militar reformado foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da cidade, sob escolta de policiais militares que o apresentarão em audiência de custódia.