Roberta Miranda leva cão a entrevista e destaca 'suporte emocional' dado por ele

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Roberta Miranda relembrou momentos difíceis de sua vida em entrevista ao Fantástico exibida neste domingo, 9. Ela apareceu no programa acompanhada de seu cachorro e valorizou a importância do animal em sua vida, especialmente desde que decidiu publicar sua biografia, Um Lugar Todinho Meu - A História Inspiradora de Roberta Miranda, lançada em dezembro passado.

"O Severino foi um conselho da minha psicóloga, porque escrever esse livro, passar a minha história, foi algo dificílimo. Ele me dá um suporte emocional incrível", explicou.

Em seguida, Roberta Miranda relatou que sofreu um abuso sexual e um aborto durante a juventude, momentos que foram destacados em trechos fortes do livro.

"Tudo aconteceu na minha família a partir dos 14 anos. Tivemos uma desavença dentro da família. Meu pai era um alcoólatra e, quando ele não bebia, era o homem que eu mais amava. Quando bebia, era quem eu mais odiava. Me batia, me jogava para fora de casa. Não aguentava mais aquele tipo de humilhação. Fui embora sem rumo."

Roberta Miranda continuou: "Eu não tinha onde dormir. Fui trabalhar na boate como cantora para ter um teto. Foi onde tinha uma pessoa que se invocou comigo. Meteu o revólver na minha cabeça e me estuprou."

"Quando meu filho estava com cinco meses e meio, ele me queria outra vez. Dei uma cadeirada nele. 'Agora não dá'. Eu tinha um ódio dele tremendo. Foi quando ele deu um chute na minha barriga e matou o meu filho", concluiu.

A cantora abraçou o cão com força ao terminar o relato, e recebeu um copo d'água das mãos da apresentadora, Poliana Abritta.

Sobre o porquê de trazer os relatos fortes ao livro, Roberta Miranda afirmou: "Essa decisão eu levei muitos anos. Quando percebi que poderia ajudar ao meu próximo, no caso, a mulher, aí tive coragem."

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A chegada de uma frente fria ao litoral paulista nesta segunda-feira, 10, aumenta a nebulosidade e dará um leve alívio ao calor dos últimos dias na cidade de São Paulo e da região metropolitana, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

"Apesar de enfraquecido, o sistema frontal no oceano ajuda a organizar as áreas de instabilidade sobre o Estado de São Paulo, o que deve provocar chuvas na forma de pancadas isoladas, principalmente entre o fim da tarde e o início da noite", disse o órgão municipal.

Na capital paulista, há possibilidade de precipitações de moderada a forte intensidade, com raios e rajadas de vento de até 40Km/h, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores.

A expectativa é que os próximos dias sejam de sol entre nuvens, com pancadas de chuva no decorrer das tardes.

Segunda-feira: entre 21ºC e 27ºC;

Terça-feira: entre 21ºC e 28ºC;

Quarta-feira: entre 21ºC e 29ºC;

Quinta-feira: entre 20ºC e 26ºC;

Sexta-feira: entre 19ºC e 25ºC.

Conforme a Meteoblue, entre 13 e 19 de março, a máxima deve oscilar entre 24ºC e 26ºC. Depois desse período, as temperaturas começam a subir novamente.

Expectativa de chuva para Rio de Janeiro e Minas Gerais

O deslocamento da frente fria pelo litoral de São Paulo também terá impacto em outras áreas da região Sudeste do País.

Além do Estado paulista, o fenômeno aumenta as condições para chuva no Estado do Rio de Janeiro e também em áreas do centro-sul de Minas Gerais. "Esta frente fria não tem força para influenciar o Espírito Santo ou áreas no leste norte de Minas Gerais", afirma a Climatempo.

Durante a segunda-feira, principalmente à tarde e à noite, a Climatempo também alerta para o risco de temporais no Estado de São Paulo, região onde estão o Vale do Ribeira e o litoral sul paulista.

Nesse domingo, a Defesa Civil do Estado de São Paulo alertou para o risco de temporais em todo o Estado pelo menos até terça-feira, 11. As chuvas podem ter intensidade moderada a alta. A orientação é evitar áreas de risco e procurar abrigo e lugares seguros durante as tempestades.

De acordo com o alerta, há risco alto de temporal nas seguintes regiões:

Região metropolitana

Baixada Santista

Vale do Paraíba

Vale do Ribeira

Serra da Mantiqueira

Litoral norte

Itapeva

Campinas

Sorocaba

Presidente Prudente

Marília

Previsão de chuvas em outras regiões do Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta laranja para perigo de chuva em trechos dos Estados do Sul do País ao menos até esta segunda-feira. Há possibilidade de chuva de até 100 mm/dia e ventos intensos de até 100 quilômetros por hora.

Também há alerta laranja para chuvas intensas em trechos do Norte e do Nordeste, com validade até terça-feira, 11. Outro aviso amarelo sinaliza chuvas sobre partes das mesmas regiões nesta segunda-feira. Ambos os alertas podem ser atualizados a qualquer momento.

Um incêndio atingiu uma galeria de loja de roupas no Pari, no centro de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, 10, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Não há registro de vítimas no local. De acordo com a corporação, o fogo foi extinto e os trabalhos já estavam na fase de rescaldo. Equipes estão utilizando ventilação mecânica, pois ainda havia fumaça por volta das 7h30. A ocorrência foi registrada na Avenida Valtier, 73, por volta das 4h30 desta segunda-feira. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio.

Detido na tarde de sábado, um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, em Cajamar, Grande São Paulo, teve a prisão decretada por causa de contradições em seu depoimento. A reportagem tentou contato com a defesa de Maicol Sales dos Santos, mas não teve retorno.

A prisão temporária (de 30 dias) de Maicol foi decretada pela Justiça de São Paulo. O suspeito passou no domingo, 9, por audiência de custódia, que manteve a prisão.

A principal contradição, na visão dos investigadores, é o paradeiro de Maicol na noite em que Vitória desapareceu, dia 26 de fevereiro. Ele disse à polícia que estava en casa com a mulher. Ela, porém, nega e diz ter passado a noite na casa da mãe.

Também pesou na decisão da Justiça o fato de Maicol ser o dono do carro que foi visto na cena do crime, um Toyota Corolla. Além disso, há relatos dos vizinhos sobre movimentações suspeitas na casa do suspeito na noite em que Vitória desapareceu.

Segundo a juíza que decretou a prisão de Maicol, há "fortes indícios" de seu envolvimento no crime.

A Justiça autorizou buscas na casa e a quebra de seu sigilo de dados telemáticos de dispositivos eletrônicos. A polícia havia pedido a prisão temporária de outro suspeito, mas a Justiça negou. Autorizou, porém, busca e apreensão em sua residência.

Motivação

A motivação do crime ainda está sendo investigada. Existe a possibilidade de um crime passional por vingança, praticado por pessoas que se relacionaram com Vitória.

A polícia também supõe que o assassinato tenha acontecido para silenciar Vitória, que teria ameaçado revelar segredos íntimos de pessoas conhecidas. Nessa hipótese, alguém poderia ter "encomendado" a morte da jovem.

Os investigadores afirmam ainda que o suspeito pode ter envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita se apoia na forma como o corpo da jovem foi encontrado, com cabelos raspados, sinais de tortura e parcialmente esquartejado.

Vitória trabalhava como operadora de caixa em um restaurante de shopping, no centro de Cajamar. O pai costumava buscá-la no ponto de ônibus na saída do trabalho. No dia 26 de fevereiro, o carro da família estava quebrado e, por isso, ela fez sozinha o trajeto.

No caminho, enviou mensagens para uma amiga dizendo que estava com medo em duas situações diferentes. Na primeira, ela desconfiava de um grupo de homens no ponto de ônibus. Depois, quando eles embarcaram no coletivo, que tinha como destino o bairro Ponunduva, região de chácaras onde ela morava.

Segundo o motorista do coletivo, Vitória desceu sozinha no ponto. Logo depois, parou de responder às mensagens e desapareceu.

O corpo da adolescente foi encontrado na quarta-feira, 5, nu e em decomposição, com diversas marcas de violência. Ele foi localizado em uma trilha em uma região de mata do bairro de Ponunduva.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.