Jovem Dionísio: existe vida após o hit 'Acorda Pedrinho'?

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Os integrantes do Jovem Dionísio pensaram, debateram, conversaram. Não conseguiram decidir a palavra certa para a música na qual trabalhavam incessantemente. O personagem da canção vestia o quê? Uma jaqueta? Uma calça? "Foi então que eu falei: 'Já vesti não sei o quê'", conta Bernardo Hey, ao Estadão. Todos da banda se entreolharam. Era isso.

Uma solução com a cara do quinteto curitibano: algo entre o jocoso e o indiferente. Propositalmente descolado - hipsters podem pensar por horas no look, mas nunca vão admitir isso. Estava pronto o hit. Mais um.

"Cê reparou que eu me arrumei? Ah, tô bonitinho. Já vesti não sei o quê. E botei meu cabelinho de frente, tô bonitinho. De lado, tô bonitinho." Esses versos, mais gritados do que cantados na música, foram responsáveis por dar tração, mais uma vez, na escalada da banda nas paradas de sucesso da música atual: as plataformas digitais (como Spotify) e as redes sociais (no Instagram Reels e TikTok).

To Bem, a música, embala vídeos de anônimos, de gatinhos e de famosos, também, como Flávia Alessandra, Fabiana Justus, Eliana, Bruno Gagliasso e Rafa Kalimann. Na sexta-feira, 1º de junho, a música chegou à 24ª posição na parada diária de músicas virais no Spotify global, um feito enorme para o trabalho lançado duas semanas antes no segundo álbum do grupo, Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais).

O fato é que poucas pessoas acreditavam na possibilidade do Jovem Dionísio emplacar uma segunda música nas paradas depois do sucesso retumbante de Acorda Pedrinho, lançada em 2022, no primeiro disco dos rapazes.

"Conversamos sobre isso", diz Bernardo Pasquali, vocalista e compositor do grupo, a respeito da pressão por repetir o sucesso do primeiro álbum. Havia um receio, é claro, diante das comparações. "Mas por sorte vivemos em uma época em que podemos pesquisar e entender onde as outras bandas que fizeram um sucesso só erraram", avalia.

"A única responsabilidade que temos com a nossa carreira é a de fazer música e criar a nossa arte de forma que a gente possa gostar. Para além disso, não temos qualquer controle", reflete Pasquali. "Não temos como saber se algum dia criaremos uma música maior do que Acorda Pedrinho. Talvez a gente nunca tenha, sabe? Talvez Acorda Pedrinho seja a nossa maior música até o fim das nossas vidas e, cara, está tudo bem. A nossa função aqui não é fazer uma música maior do que a outra", completa a voz da banda curitibana.

O que é fazer sucesso nos anos 2020?

Métricas de popularidade, afinal, são injustas. Talvez a maior música de Los Hermanos, por exemplo, seja Anna Júlia. Em termos de alcance, na época em que foi lançada, sim, mas está longe de ser a melhor música do quarteto carioca.

O mesmo se dá com Jovem Dionísio e Acorda Pedrinho: a música sobre um amigo do bar que eles frequentavam não representava o máximo do potencial dos rapazes - das músicas mais sérias, como a dilacerante Pontos de Exclamação e Amigos Até Certa Instância, lançadas ainda antes do primeiro álbum, à contemplativa Cê Me Viu Ontem e à agridoce Não Foi Por Mal, ambas presentes no trabalho de estreia.

Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais) é um álbum não convencional e não linear de pós-canções - é como se o grupo paranaense revirasse do avesso o conceito de "canção". Fazem da canção um elástico para a prática de pilates: estica, puxa, retorce. Mastigam harmonias e, quando as cospem de volta, apresentam um misto de música concreta, coros de vozes, bossa nova, batidas eletrônicas, bom humor da Blitz (sim, há algo de Evandro Mesquita em uma das músicas) e desamores, é claro.

Nesta mistura, ainda se juntam Arnaldo Antunes e Paulo Leminski (em um sample de uma poema narrado pelo ex-Titãs em Passeando no Seu Jeito), o Grupo Menos É Mais (em Sinto Muito (Demo)) e a Dupla 02 (em Nem F*dendo).

Em vez de ser ainda mais pop e seguir a fórmula que funcionou no primeiro álbum, o Jovem Dionísio escolheu caminhos alternativos. Mesmo assim, parte da dançabilidade e o humor são inerentes. A ideia de criar narrativas em poucos versos, também. Cada uma das músicas do álbum é um universo em si, com texturas e personagens diferentes.

"Não nos preocupamos em conectar essas músicas. A nossa missão era singular em cada canção", explica Pasquali. Dois anos de uma turnê intensa também expandiu a ideia do grupo no que criar para funcionar no palco, explica o também integrante Bernardo Hey. "Conseguimos espremer toda essa carga, toda essa cancha de fazer shows, para descobrir o que conseguiríamos mais. Onde mais poderíamos mergulhar."

Este resultado, de tantas colagens e ideias, foi erguido entre janeiro e dezembro de 2023. Nos intervalos das turnês, a banda embarcava para retiros em cidades como Morretes, localizada a uma hora de carro de Curitiba, para criar as músicas. Também viajaram a São Paulo, quando o processo estava mais avançado, para trabalhar com quatro músicas com o cantor, compositor e produtor Tó Brandileone. Neste meio tempo, também mexiam em cada música em um estúdio próprio.

"Separamos mais tempo para trabalhar em cada uma das músicas", comenta o baixista Gustavo Karam. "Deu para sentir que mesmo sendo um processo mais lento, desgastante, valeu a pena. Tivemos tempo de descobrir como finalizar cada uma das músicas." Desta vez, o processo do Jovem Dionísio desbravou qual o momento de parar e deixar a música por finalizada.

O que o sucesso de Acorda Pedrinho fez foi dar ao grupo uma liberdade para experimentar. "A gente meio que perdeu a vergonha", admite Gustavo. "Nos deu coragem."

Feito para TikTok?

Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais) é, principalmente, uma continuação destemida que olha em frente. Se o primeiro disco soava como pós-cervejada, com um gostinho amargo de ressaca na boca e memórias confusas, o segundo trabalho encara a vida adulta, pré-30 anos, como um anti-pop-do-retorno-de-saturno: quando as dores de amor machucam, mas nem tanto, ainda é socialmente permitido ser irresponsável (caso seja capaz de acordar cedo no dia seguinte), e rebelde quanto às fórmulas estabelecidas pela geração anterior.

"A gente não faz músicas para bombar no TikTok, até porque a gente quase não usa o TikTok", explica Gustavo, cuja própria presença em redes sociais, aliás, é bastante limitada.

Desde o lançamento de To Bem, contudo, e a música passou a ganhar tração nas paradas, o grupo foi questionado sobre criar faixas especificamente para a linguagem do TikTok, como algo pejorativo. "Ficamos felizes que nossa música seja usada lá porque é mais uma ferramenta", conclui Gustavo.

"O que eu acho engraçado isso", diz o vocalista Bernardo Pasquali, sobre a comparação entre as duas músicas virais da carreira, "porque se você for ver, ritmicamente, melodicamente, o registro da voz, a To Bem, não tem absolutamente nada a ver com Acorda Pedrinho."

E mesmo que você veja semelhanças entre as duas músicas, a banda está em paz com a comparação. "Vi alguém dizendo: 'Nossa, que saco, essa música é uma espécie de Acorda Pedrinho 2", conclui Pasquali. "E eu penso que se isso for verdade, é ótimo, porque a gente que fez Acorda Pedrinho. É nossa música. Minha comparação é com Star Wars. Os caras vão lançar o segundo filme e aí aparece alguém que reclama. Ué, você não quer uma continuação na história?".

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A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o caminhão carregado com pedras causou o acidente que resultou na morte de 39 passageiros de um ônibus, em dezembro do ano passado, na BR-116, em Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais. Além do motorista, que está preso desde a tragédia, o relatório concluiu pelo indiciamento do proprietário da empresa detentora do veículo de carga. Os dois vão responder por homicídio e lesão corporal, além de outros crimes. A defesa do motorista rebate o indiciamento; a reportagem não conseguiu contato com os advogados do proprietário do caminhão.

As conclusões foram apresentadas na quarta-feira, 26, pelo chefe do 15.º Departamento de Polícia Civil, Amaury Tenório de Albuquerque. "É um conjunto de provas que apontam que foi um crime doloso", diz. Segundo ele, houve uma mudança estrutural na suspensão do caminhão para suportar mais peso que, no entanto, facilitou o deslocamento da carga que atingiu o ônibus. Havia ainda sobrepeso de 77% no carregamento.

O relatório aponta também a responsabilidade do motorista, devido à presença de substâncias proibidas - cocaína, álcool e ecstasy - no organismo, segundo o laudo pericial, além do não respeito ao limite de velocidade no trecho. "No momento do acidente, o semirreboque estava a 97 km/h. A perícia apontou que, no trecho, qualquer velocidade acima de 62 km/h de um conjunto veicular que pesava 103 toneladas, provavelmente tombaria, como aconteceu", observa.

Já a defesa do motorista rebate e diz que a decisão da Polícia Civil de MG deixou de "considerar provas objetivas e irrefutáveis, tais como que o motorista estava plenamente apto a dirigir, não estava em alta velocidade, tomou todas as cautelas para evitar a colisão". Ainda segundo os defensores, o exame toxicológico deu resultado negativo para todos os tipos de drogas e não foi levado em conta depoimento de testemunhas que ouviram o pneu do ônibus estourando e invadindo a pista contrária.

A carreta transportava duas grandes rochas de granito. Uma delas teria se deslocado, atingindo a lateral do ônibus. Segundo o policial, foi apurado que as notas fiscais e o documento de transporte da carga foram preenchidos com dados falsos. "Ele (proprietário) insere a pesagem falsa daquelas pedras, provavelmente para se furtar à fiscalização, caso ela acontecesse nas rodovias."

Os dois investigados foram indiciados por homicídio (das 39 vítimas fatais) e lesão corporal (pessoas que ficaram feridas). O motorista, Airton Bastos Alves, de 49 anos, está preso preventivamente por ter deixado o local do acidente sem prestar socorro às vítimas. Já o proprietário da empresa foi indiciado também por falsidade ideológica.

Como foi o acidente

A tragédia aconteceu em 21 de dezembro de 2024, envolvendo um ônibus que seguia de São Paulo para a Bahia com 54 ocupantes, uma carreta e um carro. Ao ser atingido pela pedra que se deslocou da carreta, o ônibus pegou fogo e se incendiou. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal e de prefeituras vizinhas foram mobilizadas no socorro às vítimas.

Os corpos foram identificados por meio da análise de impressões digitais, das arcadas dentárias e exames de DNA. As vítimas do acidente, com idades entre 1 ano e dois meses e 64 anos, eram naturais principalmente da Bahia e de São Paulo, constando ainda um morador de Minas Gerais e outro da Paraíba. Durante a investigação, a polícia empregou um laser scanner 3D, tecnologia que permite simular o acidente.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) diz que a conclusão do inquérito policial atesta que não houve responsabilidade da Emtram, empresa responsável pelo ônibus, que atuava de forma regular e em conformidade com as normas de segurança. "É fundamental que haja uma fiscalização eficiente, coibindo práticas ilegais, como a fraude em documentação e o excesso de peso, que colocam em risco a vida dos usuários das rodovias", disse a conselheira Letícia Pineschi.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou nesta quinta-feira, 27, uma portaria que estabelece o estado de emergência ambiental nas áreas vulneráveis a incêndios do País, viabilizando a contratação emergencial de brigadistas e orientando ações de prevenção com base em dados climáticos.

"É um ato declaratório, do mesmo jeito que a Agência Nacional de Águas declara que uma área está em alta escassez hídrica, média escassez hídrica e assim por diante. Com essa informação, os agentes públicos terão de tomar as medidas necessárias para poder agir em conformidade com o risco", disse a ministra.

"Muito trabalho, muita ciência, todo um processo de reestruturação do sistema de enfrentamento a essas emergências climáticas", definiu.

A portaria assinada pela ministra deve trazer prazos e informações específicas por região para detectar riscos, identificando áreas e momentos críticos para que Estados e municípios se planejem em parceria com a União e adotem medidas preventivas ao longo do ano.

"Teremos pela primeira vez um planejamento estratégico faseado ao longo do ano, considerando a evolução do clima e da gravidade do risco de incêndio", disse o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima também anunciou que irá reforçar a estrutura federal de prevenção e combate ao fogo em 2025, com 231 brigadas e 4.608 profissionais distribuídos entre Ibama e ICMBio, o que representaria um aumento de 25% em relação ao ano anterior.

De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o detalhamento maior da portaria de 2025 é resultado de um trabalho junto a cientistas para elaborar mapas de déficit de chuvas e histórico dos focos de calor para ter previsões climáticas espacializadas. Essas análises serão atualizadas no início de março e refeitas constantemente.

A coordenação desse esforço é feita pelo Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama.

Outras ações previstas pelo Ministério:

- Recomendação ao Conselho Monetário Nacional para incluir ações de prevenção e combate a incêndio em propriedades rurais, como atividades habilitadas a receber recursos no financiamento do Plano Safra;

- aporte de R$ 30 milhões do Fundo Nacional de Meio Ambiente para os primeiros planos de manejo integrado do fogo em áreas prioritárias federais, que serão definidas nas próximas semanas;

- destinação de recursos aos Corpos de Bombeiros;

- ações de fiscalização remotas, por meio de imagens de satélite, e também notificação dos proprietários nas áreas com maior risco;

- retomada da sala de situação para preparação de ações de prevenção inicialmente no Pantanal, bioma que tem a situação mais crítica projetada.

Resolução dá prazo aos Estados para elaborarem planos de manejo do fogo

Foi anunciada ainda uma resolução vinculativa - com força de lei -, segundo a qual imóveis rurais e unidades de conservação em regiões com alto risco de incêndio ou que utilizem a queima prescrita passem a contar obrigatoriamente com planos de manejo integrado do fogo.

Recém-aprovada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, a norma atribui responsabilidades de prevenção, preparação e controle de incêndios entre entes federativos e privados e dá aos Estados um prazo de até dois anos para a elaboração desses planos.

A medida é um desdobramento da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em 31 de julho de 2024.

Segundo Capobianco, a resolução coloca "um novo modelo de atuação" para o enfrentamento do problema do fogo. Ela fixa o conteúdo mínimo, as responsabilidades e incentivos para a elaboração dos planos de manejo integrado do fogo em diferentes escalas.

MP contra grilagem está parada no Congresso

Autoridades do ministério também afirmam estar trabalhando pela aprovação da Medida Provisória 1.276 de 2024, enviada ao Congresso em novembro.

Estendendo uma previsão da Lei da Mata Atlântica aos outros biomas, a medida mantém o status de proteção anterior às queimadas, permitindo a atuação do Ibama e outros órgãos de fiscalização nessas áreas para que sejam embargadas e regeneradas.

A norma desestimularia o uso do fogo para a grilagem. Ela também permite que recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente sejam transferidos diretamente a Estados e municípios durante a situação de emergência, sem a necessidade de estabelecimento de convênios.

A MP aguarda a instalação de comissão e tem prazo de deliberação no Congresso até 5 de março.

O Conselho de Administração da Itaipu Binacional aprovou nesta quinta-feira, 27, um acordo judicial para a compra, em caráter emergencial, de 3 mil hectares de terras destinadas a comunidades indígenas Avá-Guarani, na região oeste do Paraná. O valor da aquisição será de até R$ 240 milhões, pagos com recursos da hidrelétrica. O acordo será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação.

A medida faz parte de um processo de conciliação no STF relacionado à Ação Civil Originária (ACO) 3.555, movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que busca reparar danos causados às comunidades indígenas afetadas pela formação do reservatório da usina em 1982. A negociação envolve o Ministério Público Federal (MPF), a União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça e a própria Itaipu.

Segundo nota da Itaipu, a escolha das terras que serão adquiridas caberá à Funai, em acordo com os próprios indígenas e seus representantes legais. O Incra será responsável pela avaliação dos imóveis, com apoio de servidores da Justiça Estadual e Federal, enquanto à Itaipu caberá apenas o pagamento.

"A Itaipu Binacional mantém um compromisso histórico com as comunidades indígenas do oeste do Paraná, e a decisão do Conselho de Administração é um passo para garantir a essas populações mais segurança, dignidade e qualidade de vida", afirmou em nota o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Ele disse esperar que a aquisição das terras ajude a pacificar a região, que tem sido palco de conflitos recentes entre indígenas e produtores rurais.

O diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, afirmou que a conciliação passou por um longo processo de negociação. "Foram mais de 20 reuniões, com a participação ativa da Itaipu, que sempre concordou com a necessidade da reparação histórica às comunidades dos povos originários da região da Usina de Itaipu", declarou em nota. "Esperamos que o STF homologue este acordo, que tem como um dos objetivos pacificar a região e evitar que mais atos de violência ocorram", acrescentou.

As terras adquiridas serão destinadas a 31 comunidades situadas nas terras indígenas Tekoha Guasu Guavira e Tekoha Guasu Okoy Jakutinga, distribuídas nos municípios de São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Santa Helena, Terra Roxa e Guaíra. Essas comunidades somam aproximadamente 5,8 mil pessoas.

O acordo também estabelece que a Itaipu deverá promover a restauração ambiental das áreas adquiridas e implementar infraestrutura essencial, como fornecimento de água potável, energia elétrica, saneamento básico, saúde e educação.

Outro ponto do acordo prevê que a União, a Funai, o Incra e a Itaipu publiquem um pedido de desculpas aos Avá-Guarani pelos impactos da construção da usina, reconhecendo a responsabilidade da empresa. Essa manifestação deverá ser publicada na internet e em jornais de circulação local e nacional.