'Cabocla': relembre a história da novela que ganha reprise na Globo

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A Globo volta a exibir a versão de 2004 da novela Cabocla, relembrando uma das histórias mais marcantes da teledramaturgia brasileira que teve sua primeira versão, na emissora, em 1979. O primeiro capítulo da reprise vai ao ar nesta segunda, 26, na faixa de horário chamada Edição Especial, substituindo Cheias de Charme, às 14h45.

A trama é baseada no romance homônimo de Ribeiro Couto adaptado por Benedito Ruy Barbosa e escrita em colaboração com as filhas Edmara Barbosa e Edilene Barbosa para ser exibida originalmente na faixa das 18h. Esta é a terceira adaptação da obra para a TV - a primeira, de 1959, foi ao ar na TV Tupi.

O enredo gira em torno do amor entre a jovem cabocla Zuca (Vanessa Giácomo, em sua estreia como protagonista) e o advogado carioca Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira). Ambientada em 1918, a novela envolve o espectador em um mescla de romance regado a disputas políticas e o cotidiano do Brasil rural, trazendo à tona conflitos de classes e paixões.

Ao longo dos capítulos, o público vivencia as intensas emoções e conflitos que vão além do romance principal. Enquanto Zuca e Luís Jerônimo enfrentam as barreiras sociais e o ciúme do noivo da moça, Tobias (Malvino Salvador), a novela explora as disputas políticas entre os coronéis Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça), duas figuras poderosas da região.

Essas rixas entre as famílias dos coronéis são refletidas no amor entre Belinha (Regiane Alves) e Neco (Danton Mello), filhos dos rivais, trazendo ainda mais complexidade à história.

Quando passa 'Cabocla'?

Cabocla vai ao ar na faixa das 14h45 da Globo, no projeto Edição Especial

Algumas curiosidades sobre 'Cabocla'

- A adaptação de 2004 não foi a primeira, mas a terceira versão exibida na TV. Antes disso, em 1959, Cabocla virou novela na TV Tupi e, em 1979, foi adaptada por Benedito Ruy Barbosa para a Globo

A versão mais recente marcou a estreia de Vanessa Giácomo como protagonista em uma novela. Antes, ela apenas tinha feito alguns papeis sem destaque na Globo.

- No entanto, Vanessa não foi a primeira opção para Zuca. O papel foi oferecido a Cleo Pires, que recusou o convite. Uma das explicações para a escolha por Cleo pode ter sido o fato de que sua mãe, Gloria Pires, foi a intérprete de Zuca na primeira versão da novela na Globo. Coincidentemente também foi a estreia de Gloria como protagonista.

- Além disso, o remake foi uma escolha feita quase que em cima da hora. A emissora tinha encomendado uma nova versão de O Profeta, que enfrentou alguns problemas, e só foi ao ar dois anos depois, levando o canal a liberar a produção de Cabocla.

- A primeira versão, de 1959, teve o ator Sebastião Vasconcelos vivendo Jerônimo. Na última, de 2004, ele também participa do elenco, interpretando Felício.

- Em 1979, Fábio Junior deu vida a Jerônimo. Após a novela, ele e Gloria se casaram, o mesmo destino que os protagonistas Vanessa e Daniel, que também tiveram um relacionamento.

- A novela teve uma das melhores audiências para o horário nos anos 2000. O remake estreou com 40 pontos e seu último capítulo marcou média de 42 pontos. O pico foi 49. A média geral foi de 34,1 pontos, perdendo apenas para outras duas produções de época, Alma Gêmea e Chocolate com Pimenta, ambas de Walcyr Carrasco.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, abrir mão da análise prévia sobre a construção do túnel Santos-Guarujá, dando sinal verde para a continuidade do processo de contratação liderado por projeto estadual aprovado em São Paulo.

O relator do processo, ministro Bruno Dantas, discorda da análise de técnicos do TCU que haviam apontado que o projeto dependia de análise, por receber aporte federal. Contudo, Dantas disse que o projeto é estadual, sem vínculos que obrigam a análise.

O Estadão/Broadcast apurou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se envolveu pessoalmente nas tratativas com os ministros da Corte de Contas para obter a decisão nos moldes desejados pelo Estado.

Segundo interlocutores do TCU, o Palácio do Planalto também ajudou a viabilizar esse entendimento, que permite, por exemplo, que o edital de concessão do túnel seja realizado amanhã. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, disse que a dispensa permite ganhar até um ano de celeridade.

O ministro Bruno Dantas disse que cabe ao Tribunal deferência à solução negociada entre a União e o Estado de São Paulo. "Veja-se que o convênio não afastou a competência da União. Pelo contrário, foi exatamente o instrumento que a atraiu", disse o ministro ao destacar que, fosse apenas estadual, o projeto não seria fiscalizado pelo TCU.

A dispensa de análise prévia não se estende para o controle externo do TCU sobre a aplicação de recursos públicos da União.

O projeto do túnel imerso ligando os municípios será executado por meio de parceria público-privada (PPP), com valor de investimento estimado em R$ 5,96 bilhões. Desse valor, R$ 5,13 bilhões serão divididos entre os governos de SP e o federal. O restante será da concessionária que vencer o leilão previsto para ser realizado em agosto. A futura empresa será responsável pela construção, operação e manutenção do ativo.

Incluído no Novo PAC, o túnel será a maior obra do programa federal. Atualmente, mais de 21 mil veículos cruzam diariamente as duas margens utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres. Com a nova estrutura, a travessia será feita em poucos minutos, reduzindo filas e otimizando o fluxo logístico do Porto de Santos.

Toda a estrutura terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersa. Haverá três faixas de rolamento por sentido, com uma delas para a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O túnel também terá acesso para travessia de pedestres e ciclistas. A previsão é de que as obras sejam iniciadas ainda neste ano.

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, apreenderam 28 carros e sete motos nesta terça, 25, durante uma operação nos municípios de Cotia e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo.

Conforme o Deic, a frota de veículos está relacionada a apuração de associação criminosa e estelionato. "Os automóveis eram obtidos e vendidos utilizando fraude na documentação. Os levantamentos apontam a possibilidade de envolvimento de funcionário do cartório no esquema."

A operação policial foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia da Disccpat (Investigações sobre Crimes de Intervenção Estratégica), sendo desvendada a estratégia dos participantes no crime.

"Eles simulavam as intermediações da venda de veículos dos verdadeiros proprietários. Os criminosos negociavam e recebiam o pagamento. A documentação de venda era feita utilizando a falsificação dos proprietários originais. Para autenticar a falsificação, era usado o serviço da funcionária do cartório", explicou o Deic.

Durante a ação, os policiais também recolheram notebooks, aparelhos de telefonia móveis e diversos documentos. Segundo a investigação, todo material será analisado pela polícia.

A área que concentra o maior número de pessoas com curso superior completo no Brasil é a de Negócios, Administração e Direito (8.408.722), seguida de Saúde e Bem-Estar (4.146.840) e Educação (3.601.124). Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A porcentagem da população brasileira com ensino superior completo praticamente triplicou nas últimas décadas, passando de 6,8% para 18,4%, entre 2000 e 2022.

A porcentagem de pessoas com ensino superior completo aumentou entre brancos e negros (pretos e pardos), mas ainda há diferenças significativas entre as etnias. Na população preta, o aumento foi de 5,8 no período, saindo de 2,1% para 11,7%. Entre os pardos, o nível cresceu um pouco menos, 5,2 vezes, passando de 2,4% para 12,3%. O maior aumento foi entre os brancos, de 9,9% para 25,8%. No recorte por gênero, os números mostram que já há mais mulheres com superior completo do que homens: em 2022, elas eram 20,7% das graduadas contra 15,8%.

Mas há variações muito expressivas, entre as áreas de graduação escolhidas por homens e mulheres, negros e brancos. Dentre as 40 áreas de formação selecionadas pelo IBGE, a de "Serviço Social" foi a que mais registrou a participação feminina. Em 2022, 93,0% das pessoas com curso de graduação concluído nesta área eram mulheres.

As mulheres registravam também participação expressiva entre as pessoas com cursos de graduação concluídos em outras áreas, como "Enfermagem" (86,3%) e "Formação de professores sem áreas específicas" (92,8%). No polo oposto, no entanto, apenas 7,4% das pessoas com curso de graduação concluído em "Engenharia Mecânica e Metalurgia" eram mulheres.

No recorte por raça, mais uma vez as desigualdades chamam atenção. Por exemplo, em 2022, entre as pessoas formadas em Medicina, 75,5% eram brancas, 19,1% pardas e 2,8% pretas. Entre os graduados em Serviço Social, 47,2% eram brancas, 40,2% pardas e 11,8% pretas. A outra única área em que a porcentagem de negros (pretos e pardos) ultrapassa a de brancos é a de Religião e Teologia, em que 48,2% são brancos, 11,0% pretos e 39,8% pardos.

Número de pessoas com curso de graduação concluído por área geral de curso de graduação em 2022:

Negócios, Administração e Direito

8.408.722

Saúde e Bem-Estar

4.146.840

Educação

3.601.124

Engenharia, Produção e Construção

2.371.066

Artes e Humanidades

1.921.753

Ciências Sociais, Comunicação e Informação

1.754.239

Ciências Naturais, Matemática e Estatística

960.347

Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação

817.628

Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária

536.708

Serviços

499.370

Não sabe/mal especificada

836.493