Escritor Mia Couto apresenta livro inédito em 'live'

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O escritor moçambicano Mia Couto é a atração desta quarta-feira, 10, do Sempre um Papo. Autor de obras como Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, O Outro Pé da Sereia e Terra Sonâmbula, entre outros títulos, ele fala agora, nesta "live", sobre O Mapeador de Ausências, seu novo romance que será publicado pela Companhia das Letras em julho. Com transmissão pelo canal do YouTube e perfis do Fabebook e Instagram do projeto, a partir das 18h, a conversa segue disponível depois, para quem quiser ver ou rever.

A programação faz parte das comemorações pelos 35 anos do projeto Sempre Um Papo - ela começou na segunda, 8, com Valter Hugo Mãe falando sobre Contra Mim (Globo), e que recebeu nesta terça, 9, o angolano José Eduardo Agualusa - ele conversou sobre Os Vivos e Os Outros (Tusquets).

O Mapeador de Ausências, de Mia Couto, se passa em Moçambique pré e pós-independência, com dezenas de personagens diversos e complexos. Diogo Santiago é um prestigioso e respeitado intelectual, professor universitário em Maputo e poeta que volta à sua cidade natal, Beira, depois de muitos anos e às vésperas do ciclone que arrasou o local em 2019, para ser homenageado. Faz, nessa viagem, uma volta a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colônia portuguesa.

Na quinta-feira, 11, também às 18h, será possível ouvir o português José Luis Peixoto falando sobre seu livro de poemas Regresso à Casa (Dublinense). E encerrando a programação o português nascido em Angola Gonçalo M. Tavares comenta a obra Atlas do Corpo e da Imaginação (Dublinense).

Mais literatura em língua portuguesa

No sábado, 13, às 14h, o escritor português Afonso Cruz participa do Quintal da Língua Portuguesa, online. Ele é autor de obras como Vamos Comprar um Poeta (Dublinense), Os Livros que Devoraram Meu Pai (Leya), Flores (Companhia das Letras) e O Pintor Debaixo do Lava-Loiça (Peirópolis) e Nem Todas as Baleias Voam (Dublinense). O encontro será realizado pelo Zoom, com inscrições a R$ 50, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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Helen Mirren e Pierce Brosnan reacenderam o debate sobre a forma como a franquia 007 retrata as mulheres. Em entrevista ao jornal The London Standard, Mirren criticou a saga de espionagem britânica, afirmando que a história de James Bond é "encharcada de sexismo" e que nunca foi fã do personagem. Apesar de admirar atores que já viveram o espião, como Brosnan e Daniel Craig, a atriz reforçou que preferiria ver novas histórias de espiãs no cinema, em vez de uma reformulação feminina do agente secreto.

"As mulheres sempre foram uma parte importante e incrivelmente importante do Serviço Secreto, elas sempre foram. E muito corajosas. Se você ouvir sobre o que as mulheres fizeram na resistência francesa, elas são incrivelmente, inacreditavelmente corajosas. Então eu contaria histórias reais sobre mulheres extraordinárias que trabalharam naquele mundo", argumentou Mirren.

Pierce Brosnan, que interpretou James Bond entre 1995 e 2002, surpreendeu ao concordar, ainda que parcialmente, com a crítica da colega. Em entrevista à revista People, o ator admitiu que há espaço para discutir o sexismo na franquia, mas destacou que a narrativa segue os moldes estabelecidos pelo criador da saga, Ian Fleming.

"Sim, há um certo acordo aí, mas também há um mundo e um espaço definidos dentro do arco que Ian Fleming construiu. Então, sempre haverá conflito", afirmou Brosnan, sugerindo que, apesar das críticas, a franquia mantém sua identidade original.

Preta Gil usou as redes sociais nessa quarta-feira, 2, para agradecer ao apoio dos amigos após ser internada no Rio de Janeiro. A cantora, que passa por um tratamento oncológico, destacou a importância da rede de apoio que tem estado ao seu lado nos últimos dois anos.

Em um vídeo publicado nos stories, Preta registrou a troca de acompanhantes no hospital. "Ela está passando o bastão do plantão", brincou, enquanto mostrava a interação entre Gominho e Jude Paula. A cantora ainda fez questão de expressar sua gratidão aos amigos e legendou: "Dois anos eles cuidando de mim e não cansam. Obrigada, meus amores, Jude Paula, Gominho, Malu Barbosa, Soraya Rocha e Julia Sampaio."

Minutos depois, Francisco Gil, filho de Preta, também apareceu no quarto e a cantora brincou: "Os meninos se sentiram meio… É que eu falei das meninas que são minhas cuidadoras e não falei de vocês. E tem os meninos também. Não podemos arrumar confusão com ninguém."

A assessoria da artista confirmou que a internação foi necessária para a realização de exames e administração de uma medicação que exige ambiente hospitalar. Apesar disso, a cantora deve receber alta ainda nesta semana.

Preta Gil foi diagnosticada com câncer no intestino em janeiro de 2023 e, desde então, vem passando por tratamento contra a doença. No domingo, 30, a filha de Gilberto Gil participou do Domingão com Huck, e revelou que viajará para o exterior para dar continuidade ao tratamento. "No Brasil, já fizemos tudo o que podíamos, agora minha chance de cura está no exterior, e é para lá que eu vou."

No ar em Vale Tudo como Heleninha, Paolla Oliveira passou por uma preparação intensa para o papel. Para interpretar a artista plástica que luta contra o alcoolismo - interpretada por Renata Sorrah na trama original - a atriz frequentou reuniões do Alcoólicos Anônimos.

A organização voluntária realiza encontros para que pessoas compartilhem experiências sobre o processo de superação da dependência, ajudando umas às outras a manter a sobriedade.

"Fui muito bem recebida tanto em reuniões gerais, como as exclusivas para mulheres", contou Paolla em entrevista ao jornal Extra. "Há 30 anos, já era moderno tratar o alcoolismo do ponto de vista de uma mulher. Hoje, esse assunto ainda toca muito. Porque o estigma é ainda maior para a mulher, para as mães, e como elas sofrem mais que os homens. A moral da sociedade pesa mais para elas", acrescentou a atriz.

A expectativa de Paolla é que o remake de Vale Tudo seja uma oportunidade de ampliar o debate sobre a dependência. "Nos dias de hoje, conseguimos ver como uma doença. Temos uma consciência de que não é piada determinada situação. Ficarei feliz se a personagem conseguir levantar essas questões", avalia.

A atriz continua: "Estamos vivendo uma era com muitos transtornos psicológicos, uma busca por aliviar desconfortos do mundo, e cada vez aparecem mais formas para isso... O álcool é uma dessas opções e é uma droga tão presente e próxima de todos nós. Vai ser interessante aproximar de todos essa discussão."

A preparação empenhada por Paolla também incluiu o auxílio de preparadores de interpretação e aulas de pintura, já que a personagem, filha da vilã Odete Roitman, é artista. Foi Paolla quem procurou a direção da emissora e pediu para fazer o teste para Heleninha. "Talvez sirva de incentivo para as pessoas irem atrás dos sonhos. Eu nunca sou pensada como primeira opção para nada. Vi como um desafio, o teste veio e estou aqui. Acho que valeu a pena arriscar", disse ao Extra.