'Ensino híbrido não vai resolver um ano e meio sem escola'

Geral
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Apesar de dedicar toda a sua carreira à pesquisa do uso da tecnologia na educação, Paulo Blikstein acha que a lição da pandemia é valorizar mais o professor. Não que o especialista em educação e ciência da computação da Universidade Columbia, em Nova York, defenda crianças em bolhas analógicas. "A tecnologia é uma ferramenta muito poderosa de criação, de motivação e empoderamento", explica Blikstein - criador do primeiro programa acadêmico de educação maker do mundo, o FabLearn. "Mas não adianta pegar uma aula tradicional, da qual o aluno já não gosta muito, e colocar numa telinha de celular de 5 centímetros."

Para ele, não existe mais a discussão sobre se a tecnologia vai estar na escola e, sim, como. E a resposta são vídeos que as crianças possam fazer com celular sobre problemas da sua comunidade, fotos da vegetação da região, entrevistas com a família, projetos de robótica e programação. "Tem essa coisa messiânica de que o ensino híbrido vai nos salvar, que vai recuperar um ano e meio fora da escola. O que vai de fato recuperar é o contato de alunos com professores, a ressocialização na escola", diz ele, que assina um relatório sobre o assunto feito para uma parceria entre o grupo D3e, Todos Pela Educação e laboratório Transformative Learning Technologies, de Columbia.

Blikstein diz ainda se preocupar com a segurança dos dados dos estudantes, já que grandes empresas de tecnologia entraram em massa nas escolas durante a pandemia, sem legislação no País. "Imagina se tivesse um sujeito da empresa X sentado em cada sala de aula, anotando tudo o que acontece com as crianças, tirando foto delas, vendo suas notas, seria um escândalo. Mas como é tudo pelo computador, a gente acha que tudo bem."

Com a volta às aulas neste segundo semestre, a tecnologia vai estar cada vez mais presente na escola?

No Brasil, alunos de escolas particulares e de algumas regiões voltam em situação melhor, por estarem em situação de privilégio. Tiveram aprendizado diferente com pais, família e internet. Mas tem um contingente muito grande de crianças sem condições de conectividade, sem quarto, mesa, computador. Eles voltam não só tendo perdido o ano como esquecido muitas coisas.

E qual a saída para isso?

São necessárias políticas públicas planejadas e realistas para recuperá-los. Vejo muito essa visão messiânica, dizendo que a gente vai usar o ensino híbrido para recuperar perdas de um ano e meio. Não tem tecnologia nenhuma para recuperar o estar longe da escola. E, sim, o contato dos alunos com professores, a ressocialização.

O ensino híbrido não funciona?

O ensino híbrido virou uma jabuticaba, as pessoas estão fazendo uma grande confusão. Tem algumas modalidades híbridas de educação que funcionam. Por exemplo, fazer projetos na sua comunidade, na sua casa, trazer dados de fora para a escola, assistir a um vídeo ou até a uma aula numa quantidade em torno de 10% do tempo da presencial. Entrevistar pessoas em casa ou pelo zoom. Se for um ensino criativo e híbrido, tudo bem, mas se for mais do mesmo, um pouco online e outro na sala de aula, não tem sentido nenhum.

Qual será a solução, se todas as crianças ainda não puderem estar na escola todos os dias por causa dos protocolos?

Deveríamos estar pensando em fazer projetos. Vamos pedir para a criança usar o celular para tirar fotos da comunidade, fazer um vídeo dos problemas, tirar foto da vegetação, fazer filme sobre os pratos que sua mãe cozinha, projetos que dialoguem com a vida dela, dos familiares. Há mil possibilidades de uma educação mais relevante, que também usa tecnologia e é pouco aproveitada. Ao contrário, o que se está fazendo é pegar a aula tradicional, de que o aluno já não gosta muito, e colocar numa telinha de 5 centímetros do celular. Mandar o aluno ficar horas vendo isso e depois fazer um monte de exercícios é pedir para ele se desmotivar, sair da escola.

Em um relatório recente você diz que não se discute mais se a tecnologia vai estar na escola, mas, sim, como. É disso que está falando?

Sim. Antigamente, o computador entrava na escola quando o governo falava que ia fazer salas de informática, o governo tinha esse monopólio de colocar a tecnologia. Hoje ela já está na escola, por alunos que já têm celular ou por empresas que fazem projetos com escolas. Não é mais o "se", tem de pensar no "como". Os alunos têm celular, então vamos mandar fazer pesquisas de campo. Tem de usar de forma interessante, não é pra ler PDF ou fazer prova de múltipla escolha no tablet.

O que fica de lição da pandemia para a tecnologia?

O que fica de lição é que, primeiro, tem de levar a sério essa desigualdade de conectividade e acesso. A escola não tinha internet, mas isso nunca tinha sido posto à prova. É uma lição de casa enorme conseguir oferecer para as crianças o mesmo ponto de partida.

O que se aprendeu, no caso?

Ela mostrou para algumas empresas que achavam que as crianças iam ficar em casa e aprender no seu próprio ritmo... isso foi um desastre. A gente não quer esse mundo dos utopistas da tecnologia, a gente quer o mundo em que as crianças vão para a escola, se sujem e convivam, aprendam de outras pessoas, conversem com outras crianças. A escola não é só lugar de aprender o conteúdo, mas de ser cidadão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em outra categoria

Angelina Jolie foi vista no Brasil recentemente, de acordo com um vídeo postado nas redes sociais nessa quarta-feira, 2. Ela visitou a aldeia Piaraçu, na terra indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, onde conversou com Raoni Metuktire, líder indígena caiapó e ambientalista brasileiro.

A atriz participou de conversas sobre causas humanitárias e realizou atividades como pinturas tradicionais, junto dos povos originários. Discreta, ela não publicou nada em suas redes sociais sobre o ocorrido, mas foi filmada por locais junto de lideranças indígenas.

O líder Raoni Metuktire, líder do povo Mebêngôkre-Kayapó, atua pelos direitos dos povos indígenas e é, atualmente, uma das principais vozes na luta dos povos originários no Brasil.

Angelina é conhecida por seus projetos de ajuda humanitária e por advogar em busca dos direitos das mulheres e dos povos originários.

A eliminação de Vilma ficou no passado, mas as consequências ainda reverberam dentro do BBB 25. Dois dias após a saída da nutricionista, os ânimos continuam instáveis na casa. Entre desabafos sobre lealdade, mágoas acumuladas e flertes que seguem em tom de brincadeira, a madrugada desta quinta-feira, 3, foi marcada por conversas tensas, reflexões sobre o jogo e desconfiança entre aliados.

Diego Hypolito voltou a criticar Maike, Renata disse ter se sentido usada, e os brothers se reuniram para discutir insônia, rankings de voto e a sensação de que o fim do programa está próximo. Em clima de acerto de contas, o que começou como mais uma madrugada comum se transformou em uma sessão coletiva de emoções mal resolvidas.

Diego expõe ressentimento com Maike

Na noite dessa quarta-feira, 2, Diego Hypolito desabafou com Guilherme sobre sua percepção do jogo. Durante uma conversa na academia, o ginasta revelou quem pretende indicar nas próximas votações e comentou que deve estar na mira dos adversários.

"Minha primeira opção é o Maike, segunda é João Gabriel, terceira é João Pedro, quarta é a Renata", declarou. Guilherme respondeu que inverteria apenas a ordem entre Maike e João Gabriel.

Em seguida, Diego relembrou um diálogo que teve com Maike mais cedo e disse não conseguir esquecer algumas atitudes do brother: "Hoje foi uma boa conversa com ele, mas, ao mesmo tempo, não dá para apagar tudo." Guilherme tentou aliviar: "A gente apaga lá fora, quando isso aqui terminar." O ginasta rebateu: "Não tem como apagar as coisas que acontecem aqui dentro."

Renata desabafa com Maike

Horas depois, Renata teve uma longa conversa com Maike. Ela expressou frustração com os colegas e disse estar decepcionada com a falta de união em seu grupo.

"Não éramos um time, eu era aliada, não ia ser paia. Tipo assim, de ah, então f***-se, tchau. Não, eu falei, confrontei, falei o que eu achei, falei o que eu penso sobre, resolvi deixar pra lá e perguntei, somos um time ou não somos?", relatou a bailarina.

Ela afirmou ter sido acusada de usar aliados para chegar à final. "Aí ele pegou e olhou na minha cara e disse que eu tava usando eles pra chegar na final... Como se dependesse de mim, entendeu?" Maike respondeu: "Como se não fosse o público que escolhesse."

Em tom de mágoa, Renata questionou suas decisões: "Será que eu fiz a coisa certa? Eu escolho deixar pra lá, para que a gente possa unir forças e jogar junto. Porque sozinhos aqui não temos força. Aí eu faço isso. E a pessoa faz isso comigo."

Brothers falam em insônia e calculam fim do programa

Já de madrugada, Renata se juntou a Maike, João Pedro e João Gabriel para uma conversa leve, mas com tom de despedida. Eles refletiram sobre o tempo de confinamento e tentaram prever quando será a grande final.

"Vai fazer três meses que a gente tá fechado aqui", disse João. Maike respondeu: "Vai tá acabando já, mano". O grupo estimou o "dia 100? e se mostrou animado com a proximidade do encerramento. João Gabriel resumiu: "Tá perto de acabar."

Renata, por outro lado, admitiu não conseguir dormir. "Entrei pro time da insônia, não pode", comentou, rindo. João Gabriel brincou: "Tempo de 23 é mudo." Maike completou: "Acabou até os assuntos."

Música, flerte e risos quebram o clima tenso

Mesmo com o clima pesado no início da noite, o grupo se distraiu relembrando shows das festas anteriores e cantando músicas. Maike sugeriu artistas como Chris Brown, Naldo, Gloria Groove e Thiaguinho para animar as próximas festas. Renata entrou na brincadeira e mencionou Natanzinho e Gustavo Mioto, caso algum "cearense" estivesse na final.

Mais tarde, em meio a risos e provocações leves, Maike voltou a comentar sobre sua relação com Renata. "Ela acha que eu tô zoando, velho... há 80 dias, é uma brincadeira sem fim", disse, reforçando o flerte que já foi notado por outros participantes.

A declaração surgiu quando o grupo refletia se "passou vergonha" no programa. Maike respondeu, rindo: "O quê? Só das 'botas' que eu levei da Renata..."

Sean "Diddy" Combs está sendo acusado de tráfico humano em um novo processo. O magnata da música está preso em Nova York, nos Estados Unidos, desde setembro e aguarda julgamento por crimes sexuais.

De acordo com o TMZ, um homem chamado Joseph Manzaro alega ter sido agredido e humilhado pelo rapper em 2015 em uma festa, segundo ele um evento testemunhado por Beyónce, Jay-Z e Lebron James.

Ele afirma que foi drogado e levado para Star Island, em Miami, onde acontecia a festa de Christian Combs, filho do rapper, e foi obrigado a participar de um "freak-off", uma das festas sexuais de Combs.

A acusação ainda diz que Diddy teria prendido um pênis falso em seu rosto e feito a vítima desfilar na frente dos convidados.

Manzaro explica que foi conduzido por um túnel secreto na mansão quando foi visto por Jay-Z e Beyoncé, que estranhou a situação. "O que é isso? O que está acontecendo? Por que esse homem branco seminu com uma máscara de pênis está parado na minha frente?", teria questionado.

A vítima alega que a resposta veio de um membro da equipe de Diddy: "Diddy quer que ele veja o que acontece com quem dedura. Isso faz parte da punição dele."

O processo também diz que Manzaro foi exibido à força na festa, de máscara de couro e sunga, sendo submetido a atos não consensuais.

Além das testemunhas já citadas, a vítima disse que Gloria Estefan e Emilio Estefan também presenciaram o que aconteceu. Gloria negou seu envolvimento no incidente.

O magnata da música aguarda seu julgamento, previsto para acontecer em maio.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais