Justiça do DF absolve ex-juiz da Corte de Direitos Humanos por agressões à ex

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A Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) absolveu o ex-juiz presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas, das acusações de violência doméstica, agressão, ameaça e constrangimento ilegal contra sua ex-mulher Michella Marys Santana Pereira. Em setembro de 2020, o jurista havia sido condenado pelos crimes na primeira instância.

Durante a sessão virtual do tribunal, realizada na quarta-feira, 19, a Corte atendeu, por dois votos a um, ao recurso impetrado pelo réu e revisou a decisão anterior. O relator do caso, o desembargador Carlos Pires Soares Neto, foi o único a votar pela manutenção da condenação, indicando apenas uma redução na pena para um mês e cinco dias de pena simples, e três meses e 20 dias de detenção no regime, inicialmente, aberto.

Ao analisar a ação, o desembargador J. J. Costa Carvalho entendeu que as evidências que sustentavam a condenação em primeira instância seriam "provas frágeis". "É incontroversa a ocorrência de discussão acalorada e xingamentos entre as partes, situação óbvia a partir do conhecimento da dinâmica dos fatos. Contudo, no que se refere à caracterização das infrações penais, as provas são frágeis e não servem à condenação", avaliou o magistrado, que votou pela revisão da condenação. "Pelo exposto, eminentes pares, rogando as mais elevadas vênias ao eminente relator, dou provimento ao recurso para absolver o acusado, ora Apelante, das infrações de via de fato e de ameaça."

Acompanhando o entendimento do colega, o desembargador Humberto Adjuto Ulhôa também optou pela revisão da sentença, absolvendo Caldas dos crimes.

Em 2018, o então representante brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos foi acusado de violência doméstica contra a companheira. A ex-mulher sustentava que o jurista tinha um histórico de anos de violência. Dias após as acusações virem à tona, Caldas renunciou à função que exercia.

Diante da absolvição, o ex-membro da Corte Interamericana comemorou a decisão do tribunal do Distrito Federal. "Recebo a já esperada absolvição em segunda instância com alívio e serenidade. Embora eu já houvesse sido absolvido em primeira instância de 98% das penas das acusações contra mim, foi muito difícil esperar e conviver estes mais de três anos com a injustiça", declarou. "A injustiça da condenação social por aparência, ou a base de provas corrompidas e divulgadas aos quatro ventos, sem que se importassem com a dor dos meus amados filhos, da minha família e da minha honra. Recebo a visita a seu próprio tempo da tão esperada justiça", complementou Caldas.

COM A PALAVRA OS ADVOGADOS DA EX-MULHER DE ROBERTO CALDAS

Até a publicação desta matéria, a reportagem buscou contato com os advogados de Michella Marys Santana Pereira, mas sem sucesso. O espaço permanece aberto a manifestações.

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Registros de ligações do celular de Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, indicam que ela estava viva um dia depois da data estimada de sua morte. A informação foi confirmada na última segunda-feira à NBC News pelo gabinete do xerife de Santa Fé, Novo México.

O histórico de ligações encontrado pelas autoridades locais no aparelho telefônico da pianista aponta que ela tentou pedir ajuda antes de morrer. A mulher fez três ligações para uma clínica médica particular chamada Cloudberry Health na manhã do dia 12 de fevereiro. No mesmo dia, à tarde, a clínica retornou a ligação, mas Betsy não atendeu.

Questionada sobre a linha do tempo do caso, uma porta-voz do gabinete do xerife de Santa Fé, Denise Womack Avila, disse que as autoridades não haviam determinado o dia e a hora da morte de Betsy, mas reconheceu que a informação divulgada era a de que suas últimas atividades haviam sido no dia 11 de fevereiro.

Conforme a equipe médica, os registros do celular da mulher ainda não estavam nas mãos dos investigadores quando uma entrevista coletiva informou a causa das mortes de Betsy e Gene Hackman.

No último dia 7 de março, as autoridades revelaram que Betsy morreu pelos efeitos do hantavírus, que causa uma doença respiratória e está associado a fezes de roedores, aos 65 anos. Já Hackman teria morrido uma semana depois, vítima de doença cardíaca. A médica-legista-chefe Heather Jarrel informou que a doença de Alzheimer foi um fator contribuinte para a morte do ator.

As mortes de Hackman e Arakawa foram consideradas como sendo de causas naturais, mas a polícia de Santa Fé ainda não concluiu a investigação, com o objetivo de fazer uma linha do tempo com informações obtidas dos celulares coletados na casa. "O caso é considerado aberto até que tenhamos as informações necessárias para fechar a linha do tempo", disse uma porta-voz à Associated Press.

Uma homenagem de Rachel Zegler à atriz Adriana Caselotti, dubladora de Branca de Neve na animação original de 1937, gerou polêmicas no Instagram. A protagonista do live-action que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 20, foi criticada por referenciar o filme original, que já chamou de "datado" em uma ocasião anterior.

Na publicação, Rachel compartilhou uma foto sua caracterizada como a Branca de Neve em um estilo mais clássico, em que replica uma fotografia de Caselotti referenciando a animação. "Eu precisava prestar homenagem à Branca de Neve original, senhorita Adriana Caselotti, a quem devo tudo", escreveu na legenda.

Nos comentários, no entanto, muitos questionaram a ideia. "Você fala mal do filme e depois ele é sua inspiração", escreveu um. "É sério que você quer fazer homenagem agora, depois de todas as coisas ruins que você andou dizendo sobre o filme? Um pouco tarde para mim", criticou outro.

Mesmo assim, outros seguidores elogiaram a atriz e, sobretudo, o penteado usado para a foto, que se assemelha ao de Branca de Neve e os Sete Anões: "É esse o estilo de cabelo que você deveria ter usado no filme", opinou uma terceira pessoa. "Por que não fizeram o seu cabelo assim para o filme?", questionou outra.

Com Rachel Zegler e Gal Gadot, Branca de Neve vem envolto a polêmicas desde o anúncio da escalação das atrizes. Zegler, cuja família tem origem colombiana, foi alvo de comentários racistas nas redes sociais, e a onda de ódio aumentou quando ela apontou, em seu perfil no X, que o príncipe "literalmente persegue a princesa" na animação de 1937.

"Eu interpreto os sentimentos das pessoas como uma paixão pelo filme", declarou em entrevista à Vogue México, a respeito das críticas. "Que honra fazer parte de algo que desperta tanto a paixão nas pessoas. Nem sempre teremos os mesmos sentimentos que as outras pessoas ao nosso redor, tudo o que podemos fazer é dar o nosso melhor."

Dirigido por Marc Webb (O Espetacular Homem-Aranha, 500 Dias com Ela), o novo Branca de Neve sugere um novo olhar para a história da primeira princesa da Disney.

Confira o trailer

A atriz Fernanda Montenegro agradeceu nesta quarta, 19, ao público que foi assistir a Vitória nos cinemas. O longa, protagonizado por ela, estreou no topo das bilheterias na semana passada.

"A essa altura da minha vida, me coube fazer essa personagem. Eu estou muito agradecida ao acaso, ou a Deus, ou aos deuses", disse Fernanda em um vídeo publicado no Instagram.

Confira aqui

A trama do filme é baseada na história verídica de Joana da Paz, aposentada que desmascarou uma quadrilha de traficantes e policiais corruptos na Ladeira das Tabajaras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 2004.

Fernanda também celebrou o recente sucesso de produções brasileiras. "As plateias estão lotadas. É um momento especial para o cinema brasileiro, com tanto acerto, com tanta presença de público nos nossos cinemas, assistindo aos nossos filmes brasileiros", comentou.

"Por mais que eu fale, eu não dou conta da minha emoção", disse a atriz. "Muito obrigada pela presença da plateia que tem vindo ver Vitória. Uma história de coragem, de resistência."

O longa estreou na última quinta, 13. O roteiro é baseado no livro Dona Vitória da Paz, de Fábio Gusmão, jornalista que noticiou o caso.