Zanin se declara impedido em processo do Ibram que cita desastres de Mariana e Brumadinho

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (SFT), se declarou impedido para julgar uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) protocolada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para considerar ilegítimas as ações movidas por municípios brasileiros no exterior.

Na petição inicial, o Instituto citou processos que correm no Reino Unido, na Holanda e na Alemanha contra mineradoras e outras empresas envolvidas com os rompimentos de barragens em Mariana (MG) e em Brumadinho (MG). Os litígios envolvem potenciais condenações à Vale e à BHP.

Em documento protocolado nesta segunda, 17, Zanin escreveu que "verifica-se que a controvérsia ora apresentada possui correlação direta com o rompimento de barragens em Mariana e Brumadinho, ambas no Estado de Minas Gerais".

A suspeição se deve ao fato de que, antes de assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, Zanin atuou como advogado em temas relacionados aos desastres. O caso havia sido distribuído para ele por sorteio.

Ao submeter a ADPF, o Ibram argumentou que o ajuizamento de ações no exterior, quando sobre fatos ocorridos no Brasil, é uma prática que "viola os preceitos fundamentais que regem a soberania nacional, a organização e as competências atribuídas ao poder judiciário brasileiro".

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O Lollapalooza 2025 alterou horários de alguns shows do primeiro dia de festival, essa sexta-feira, 28. As mudanças ocorreram após uma forte chuva atingir São Paulo.

As principais atrações do primeiro dia de festival são Olivia Rodrigo, Jão e Rüfüs du Sol

Algumas apresentações, inclusive a de MC Kako, foram interrompidas após um alerta de tempestade com risco de raios.

Confira os novos horários do Lollapalooza 2025:

Palco Budweiser

Girl in Red: 17h35

Empire Of The Sun: 19h45

Olivia Rodrigo: 22h10

Palco Samsung Galaxy

Inhaler: 16h30

Jão: 18h40

Rüfüs du Sol: 20h50

Palco Mike's Ice

White Denim: 17h35

Nessa Barrett: 19h45

Caribou: 22h10

Palco Perry by Fiat

Blancah: 16h30

Tropkillaz: 17h30

DJ GBR: 18h45

Disco Lines: 20h

JPEGMAFIA: 21h15

James Hype: 22h30

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

Cezar Black usou suas redes sociais nesta sexta-feira, 28, para lamentar a morte de seu cão, Rocco. O pet lutava contra um câncer ósseo desde o início do ano.

"Descanse em paz, meu amor. Obrigado por ter me ensinado tanto nesses 11 anos ao meu lado. O real significado de amor incondicional, de companheirismo, de amizade, de felicidade. Eu daria a minha vida pela sua sempre, eu não sei viver sem você. Não me preparei para este momento. Meu coração nunca sofreu tanto assim", escreveu.

O ex-BBB agradeceu seus fãs e seguidores pelo amor que deram a Rocco.

"Você sempre foi sinônimo de amor. Obrigado por tudo. Enquanto eu respirar, você não sairá do meu pensamento. Obrigado Brasil, por dar tanto amor ao meu filhote."

No texto, o enfermeiro ainda disse que aprendeu a verdadeira força e vontade de lutar pela vida com o cão.

Fernanda Torres usou suas redes sociais para lamentar a morte de Heloisa Teixeira nesta sexta-feira, 28. A escritora e crítica cultural morreu por complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Ela estava internada na Casa de Saúde São Vicente, na Gávea.

"Mulher imensa, mãe imensa, brasileira imensa, imortal do meu coração. Meu beijo agradecido, Helô, muita sorte ter te conhecido, de, pelos filhos, ser sua quase parente", escreveu Fernanda no Instagram.

Professora emérita da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da ABL desde 2023, Heloisa Teixeira publicou dezenas de obras ao longo de sua trajetória como pesquisadora, escritora e crítica cultural.

Nascida em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, formou-se em Letras Clássicas pela PUC-Rio, com mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade Columbia, em Nova York.

Como acadêmica, definiu um campo de pesquisa que privilegia a relação entre cultura e desenvolvimento, segmento em que se tornou referência, dedicando-se às áreas de poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital.

Até 2023, assinava como Heloísa Buarque de Hollanda, usando o sobrenome do ex-marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda, tio avô de Chico Buarque, morto há mais de duas décadas. Foi também casada com o fotógrafo João Carlos Horta, com quem permaneceu por mais de 50 anos até a morte dele, em 2020.

Heloisa resolveu deixar o sobrenome do primeiro marido e escolheu, então, assinar como Teixeira - sobrenome da mãe. "Foi uma espécie de reencontro com minha mãe, que morreu há tempos, e tinha esse sobrenome na certidão", falou à VEJA no ano passado. A escritora disse que já não se identificava mais com o nome do ex-marido. "Foi, então, uma dupla libertação, um ato de empoderamento que fez com que eu me sentisse mais próxima de mim mesma", acrescentou.

Heloisa deixa os filhos André, Pedro e Luiz, conhecido como Lula, do casamento com Buarque de Hollanda.