EUA sancionam rede houthi que compra armas e grãos roubados da Ucrânia com ajuda da Rússia

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 2, novas sanções contra uma rede de facilitadores financeiros e operadores de suprimentos dos houthis, grupo rebelde do Iêmen, acusados de adquirir armas e commodities da Rússia, incluindo grãos roubados da Ucrânia, segundo comunicado divulgado pelo governo. A ação visa Said al-Jamal, alto funcionário houthi apoiado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, e seus colaboradores.

"Os houthis dependem de Said al-Jamal e sua rede para obter bens essenciais que abastecem sua máquina de guerra terrorista", afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. "Esta medida reforça nosso compromisso em reduzir a capacidade do grupo de ameaçar a região com atividades desestabilizadoras".

Segundo o comunicado, os Houthis têm usado mísseis, drones e minas navais para atacar embarcações comerciais no Mar Vermelho, colocando em risco a navegação global. Os ataques, incentivados pelo Irã, já causaram mortes de civis e milhões em prejuízos.

A rede sancionada inclui os empresários afegãos Hushang e Sohrab Ghairat, localizados na Rússia, que ajudaram, segundo o governo americano, a orquestrar o envio de grãos ucranianos roubados da Crimeia para o Iêmen no navio Am Theseus, de bandeira russa. A empresa Hong Kong AM Asia M6 Ltd, proprietária da embarcação, e seus capitães russos, Vyacheslav Vidanov e Yuri Belyakov, também foram alvos das sanções.

Além disso, o Tesouro identificou oito carteiras de criptomoedas usadas pelos houthis para transferir fundos. O turco-iraniano Hassan Jafari, acusado de lavar milhões em dólares para a rede, também foi incluído na lista de sanções.

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Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que 44% dos eleitores brasileiros têm medo do retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, 41% dizem ter receio de uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2026.

Outros 6% disseram que têm medo dos dois cenários e 4% afirmam que não possuem receio de nenhuma hipótese. Outros 5% não souberam ou não responderam.

A Genial/Quaest fez entrevistas presenciais com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

O levantamento do instituto também mostrou que Lula lidera cenários de segundo turno contra todos os potenciais candidatos da direita para a eleição de 2026.

Se voltarem a se enfrentar, como no segundo turno da eleição de 2022, Lula tem 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 40%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, os dois estão empatados no limite da margem de erro. Outros 3% estão indecisos e 13% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, ou se ausentar do pleito.

Os que se declaram "lulistas" são 19%, enquanto 12% se enquadram como "bolsonaristas". Outros 12% disseram ser de esquerda, mas não lulistas, e 21% afirmaram que se identificam com a direita, mas sem serem bolsonaristas. Segundo a pesquisa, 30% dos brasileiros se identificam como "antipetistas".

A Câmara Municipal de São José do Rio Preto (SP) aprovou um projeto de lei nesta quarta-feira, 2, que obriga os alunos a rezarem o Pai-Nosso nas escolas públicas e privadas do município. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, vereador Luciano Julião (PL), e prevê que a oração ocorra ao menos uma vez por semana durante o ano letivo. O texto foi aprovado por 18 votos a 4.

A proposta foi encaminhada para a sanção do prefeito Coronel Fábio Cândido (PL). Em sua conta no Instagram, o chefe do Executivo compartilhou uma publicação que afirma que o projeto de lei terá sua aprovação. A reportagem procurou a prefeitura e aguarda resposta.

O parlamentar afirmou que a proposta tem como objetivo "promover valores fundamentais que são essenciais para a formação moral e ética dos estudantes". De acordo com o texto, cada escola poderá definir o dia e horário da prática, respeitando sua rotina interna. O vereador justificou o projeto afirmando que a oração "direciona crianças e jovens no caminho do bem e dos ensinamentos de Deus".

A participação, no entanto, não será obrigatória: estudantes que não quiserem participar poderão ser dispensados, mediante apresentação de declaração assinada pelos responsáveis no início do ano letivo.

"A prática da oração pode contribuir para o desenvolvimento espiritual dos alunos, promovendo momentos de reflexão e introspecção" além de promover "integração de alunos e professores, ressaltando a importância da amizade, respeito, solidariedade e união", escreveu o vereador.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira, 2, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A defesa confirmou que ele está na Argentina e que formalizou um pedido de refúgio no país. O STF deve pedir sua extradição.

Léo Índio é réu por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele teve os passaportes cancelados no processo como medida cautelar para impedir uma possível fuga, mas o documento não é necessário para cruzar fronteiras entre países do Mercosul.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor da prisão. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou em parecer enviado ao STF, que "ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal".

"A transgressão de tal medida por Leonardo Rodrigues de Jesus, além de injustificada, é causa hábil a autorizar o estabelecimento de sua custódia preventiva", defendeu Gonet.

Leo Índio responde por cinco crimes:

- associação criminosa armada;

- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

- golpe de Estado;

- dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;

- deterioração de patrimônio tombado.

Na semana passada, o STF negou um recurso da defesa de Léo Índio e manteve a decisão que recebeu a denúncia contra ele e o tornou réu por participação nos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes.