Ataque do Hamas a Israel coloca Biden na crise do Oriente Médio

Internacional
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O ataque mortal de militantes terroristas do Hamas contra Israel e a retaliação maciça provocada em Jerusalém empurraram o presidente Joe Biden para uma crise no Oriente Médio que corre o risco de se expandir para um conflito mais amplo. E o deixaram se defendendo das críticas dos rivais presidenciais do Partido Republicano de que as políticas de seu governo levaram a esse momento.

A possibilidade de prolongamento e de expansão da violência pode testar a liderança de Biden tanto no cenário mundial quanto em seu próprio país, à medida que ele tenta navegar entre a demonstração de um apoio inabalável a Israel e a promoção de uma paz mais ampla no conflituoso Oriente Médio, onde militantes simpáticos não demoraram a elogiar em alto e bom som a ação do Hamas. Centenas de pessoas foram mortas em ambos os lados.

O grupo libanês Hezbollah saudou o ataque como uma resposta aos "crimes israelenses". O grupo apoiado pelo Irã, que tem objetivos semelhantes aos do Hamas para a destruição do Estado israelense, disparou foguetes e projéteis no domingo contra três posições israelenses, atraindo uma resposta dos militares de Israel com drones armados. Um conselheiro sênior do líder supremo do Irã elogiou a operação do Hamas, que disse estar pronto para uma luta potencialmente longa.

Vários candidatos republicanos à presidência em 2024 tentaram imediatamente atribuir parte da culpa a Biden. Eles tentaram vincular sua recente decisão de liberar US$ 6 bilhões em fundos iranianos bloqueados em troca da libertação de cinco americanos que haviam sido detidos no Irã ao complexo ataque de sábado por ar, terra e mar. A Casa Branca rebateu com firmeza as críticas do Partido Republicano, observando que o dinheiro descongelado no mês passado na troca de prisioneiros ainda não foi gasto pelo Irã e só pode ser usado para necessidades humanitárias.

Irã

Historicamente, o Irã tem mantido fortes laços com o Hamas palestino e o Hezbollah.

Uma autoridade sênior do governo Biden, que falou com a imprensa sob condição de anonimato, disse que era "muito cedo para dizer se o Estado do Irã estava diretamente envolvido no planejamento ou no apoio" ao complexo ataque, mas observou os profundos laços do Irã com o Hamas.

Biden e seus principais assessores passaram o sábado consultando líderes europeus e do Oriente Médio, incluindo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Em comentários perante os repórteres na Casa Branca, Biden chamou os ataques de "inaceitáveis" e prometeu que seu governo garantiria que Israel tivesse "o que precisa para se defender".

"Deixe-me dizer isso da forma mais clara possível: este não é um momento para qualquer partido hostil a Israel explorar esses ataques para obter vantagens", disse Biden.

O ataque apenas acrescenta novas complicações, já que o governo Biden e o Irã estão presos em disputas sobre o programa nuclear de Teerã. O Irã afirma que o programa é pacífico, mas agora enriquece urânio mais próximo do que nunca dos níveis de qualidade para armas. Ainda assim, o governo não perdeu a esperança de reviver um acordo intermediado durante o governo Obama (e descartado durante a Casa Branca de Trump) que aliviou as sanções ao Irã em troca de restrições ao seu programa nuclear.

As autoridades do governo Biden também têm trabalhado para intermediar a normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita, o Estado árabe mais poderoso e rico. Esse acordo tem o potencial de remodelar a região e aumentar a posição de Israel de forma histórica.

Mas a intermediação desse acordo já era vista como uma tarefa difícil, pois o reino disse que não reconhecerá oficialmente Israel antes de uma solução para o conflito israelense-palestino que já dura décadas. O novo conflito acrescenta um novo e enorme obstáculo às ambições de Biden, embora o funcionário do governo tenha dito que a Casa Branca não vê o ataque do Hamas atrapalhando o esforço.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, em uma declaração, não condenou o ataque do Hamas, mas observou os "repetidos avisos do reino sobre os perigos (...) da situação como resultado da ocupação contínua, da privação do povo palestino de seus direitos legítimos e da repetição de provocações sistemáticas contra suas santidades".

Netanyahu prometeu em seu próprio discurso nacional vingar os ataques surpreendentes, prometendo "levar a luta até eles com um poder e uma escala que o inimigo ainda não conhece".

Busca por culpados

Os combatentes do Hamas levaram um número desconhecido de civis e soldados cativos para Gaza, em cenas angustiantes publicadas nas mídias sociais. Essas imagens (e o crescente número de mortos) ocorrem 50 anos e um dia depois que as forças invasoras do Egito e da Síria pegaram Israel de surpresa com o lançamento de um ataque contra país, dando início a um conflito de 19 dias - conhecido como a Guerra do Yom Kippur.

Jonathan Schanzer, analista do think-tank de Washington Foundation for Defense of Democracies, disse que Biden fez "um bom trabalho" em manter os críticos de Israel, particularmente seus colegas democratas, à distância enquanto Netanyahu buscava atingir seus objetivos militares contra o Hamas durante seu último grande conflito, uma guerra de 11 dias em 2021. Provavelmente será mais difícil desta vez.

"Haverá erros que geralmente acontecem no campo de batalha, nenhum militar é perfeito. É quando eu acho que o presidente será atacado pelo flanco esquerdo", disse Schanzer.

Alguns membros do campo republicano de 2024 foram rápidos em colocar a culpa diretamente em Biden pelo ataque do Hamas.

O ex-presidente Donald Trump acusou os EUA de serem vistos como "fracos e ineficazes" no cenário global sob o comando de Biden, abrindo a porta para a hostilidade contra Israel. O governador da Flórida, Ron DeSantis, acusou Biden de "políticas que foram brandas com o Irã" e "ajudaram a encher seus cofres". E o senador da Carolina do Sul, Tim Scott, alegou que o ataque foi "o pagamento de resgate de US$ 6 bilhões de Biden em ação", uma referência ao acordo com prisioneiros.

Os funcionários do governo Biden rebateram o argumento.

"Vamos deixar claro: o acordo para trazer cidadãos americanos do Irã para casa não tem nada a ver com o terrível ataque a Israel", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller. "Nem um centavo foi gasto e, quando for, só poderá ser destinado a necessidades humanitárias, como alimentos e remédios."

As autoridades do governo Biden não abordaram se o Irã, na expectativa de usar o dinheiro (agora mantido em bancos do Catar) para alimentos, remédios, suprimentos médicos e produtos agrícolas, pode ter desviado outros fundos para o Hamas ou outros representantes.

Em uma reunião com a equipe do Comitê de Relações Exteriores do Senado no sábado, as autoridades do governo disseram que os EUA haviam alertado o Irã "por meio de interlocutores" que o envolvimento direto na situação de Gaza colocaria em risco quaisquer iniciativas futuras que os EUA pudessem considerar com a República Islâmica, de acordo com um assessor do Congresso familiarizado com a sessão.

As autoridades não entraram em detalhes sobre quem eram os interlocutores ou quais iniciativas futuras estariam em risco, embora a vice-secretária de Estado em exercício, Victoria Nuland, e a principal diplomata dos EUA para o Oriente Médio, Barbara Leaf, tenham conversado com autoridades no Líbano sobre a situação. Algumas autoridades libanesas mantêm contato com o Irã, que apoia o grupo militante Hezbollah no país.

Outro ponto de crítica ao governo pelos republicanos é que sua decisão, logo após assumir o cargo, de reverter uma proibição da era Trump de assistência aos palestinos, incluindo civis em Gaza, pode ter ajudado a financiar a operação.

As autoridades do governo rejeitaram essa afirmação, dizendo que seus esforços para ajudar os civis palestinos em Gaza e em outros lugares não envolvem dinheiro que o Hamas possa usar ou desviar.

Em outra categoria

O youtuber e influenciador Felipe Neto disse nesta quinta-feira, 3, que é pré-candidato à Presidência da República em 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele diz ser um nome ideal para chefiar o Executivo por ter um "enorme anseio de ser um guardião da verdade" e por dominar o uso das redes sociais.

"Esse não é um gesto de vaidade, porque eu construí um legado financeiro e na comunicação que já me alimenta o estômago e o ego pelo resto da vida. Eu quero ser presidente porque eu, embora seja um homem de fora da política, tenho ao meu lado a maior arma do nosso tempo, o uso das redes", afirmou Neto, que não é filiado a partido político.

O youtuber disse ainda que, se eleito presidente, pretende ser como um "pai que precisa vigiar o seu filho" ou um "irmão mais velho" dos brasileiros. Segundo ele, os últimos meses longe dos debates nas redes serviu para desenhar o futuro político.

"Nos últimos meses, eu evitei posicionamentos políticos. Por que que eu fiz isso? Porque eu precisava ter um olhar de fora porque, como em toda a minha carreira, eu baseio as minhas opiniões no domínio da informação e no meu enorme anseio de ser um guardião da verdade", afirmou o youtuber.

Entre os youtubers, Felipe Neto foi um dos principais críticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, porém, ele se tornou um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha petista nas redes sociais.

Neto chegou a ser o narrador de uma inserção eleitoral do então candidato do PT veiculada nas vésperas do primeiro turno da eleição: "Enquanto as armas deles são pistolas e fuzis, a nossa arma é o voto", disse na propaganda. No início do governo Lula, o youtuber foi alocado em um grupo de trabalho destinado a combater discurso de ódio.

Em fevereiro deste ano, Felipe Neto anunciou que não trataria mais de política nas redes sociais dele. Ele chegou a dizer que não tinha "nenhuma intenção de ser político" e que havia sido direcionado para uma "estrada onde nunca quis entrar".

Em 2021, denunciou nas redes sociais que havia sido filiado ao PT por hackers que buscavam fazer uma "construção profissional de fake news". Na época, o partido de Lula respondeu que estava "de portas abertas" para receber o influenciador nos quadros do partido.

Também no vídeo divulgado nesta quinta-feira, Felipe Neto disse que vai lançar uma rede social chamada "Nova Fala". Segundo o influenciador, a plataforma seria como um "ministério da verdade", onde seria possível "entender a opinião da maioria sobre cada momento da história".

"Na melhor das hipóteses, a rede Nova Fala permitiria criar uma plataforma de governo neutra. Sem qualquer ideologia, mas uma posição definitiva e direta do povo, de quem eu seria apenas e humildemente um porta-voz da verdade", disse Felipe Neto.

O anúncio de Felipe Neto ocorre um dia antes da cerimônia que vai lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), como pré-candidato à Presidência em Salvador (BA). Fora da política, assim como o youtuber, o cantor Gusttavo Lima, em janeiro, manifestou interesse em disputar o Planalto. Dois meses depois, ele declarou desistência do projeto.

O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) também anunciou ser pré-candidato à Presidência nas redes sociais. Apostando em uma campanha agressiva e voltada para o mundo virtual, Marçal ficou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano passado.

Um juiz de Direito foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo sob as acusações de usar durante todo o exercício da magistratura documentos falsos e cometer o crime de falsidade ideológica. Ele teria criado uma identidade falsa com a qual fez o curso de Direito, prestou concurso do Tribunal de Justiça paulista e até se aposentou. Apresentava-se como descendente de nobres ingleses. E dizia se chamar Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield.

Até a publicação deste texto, o Estadão tentou localizar a defesa do magistrado aposentado, mas sem sucesso. O espaço segue aberto.

Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield viveu nessa situação por quase 45 anos até que no dia 3 de outubro de 2024 foi pedir uma segunda via da carteira de identidade no Poupatempo da Sé. O problema é que, naquele ano, os registros de digitais do Instituto de Identificação Ricardo Gumblenton Daunt (IIRGD) já haviam sido digitalizados e seus dados passaram a fazer parte do Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (AFIS/ABIS).

O AFIS/ABIS emitiu um alerta. As digitais do juiz eram as mesmas de outra pessoa, um certo José Eduardo Franco dos Reis.

Ao requerer a segunda via de sua identidade, o juiz exibiu uma certidão de nascimento falsa, como se Wickfield tivesse nascido em 11 de março de 1958. Com o alerta do AFIS/ABIS, a Delegacia de Combate a Crimes de Fraude Documental e Biometria instaurou uma investigação preliminar na qual constatou a duplicidade de identidade e a criação da pessoa fictícia Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield.

Os policiais verificaram que o suspeito se chama, na verdade, José Eduardo Franco Reis e havia tirado seu primeiro RG em Águas da Prata, no interior paulista, em 1973.

Cidadão pratense, nascido aos 17 de março de 1958. Mas no dia 19 de setembro de 1980, segundo denúncia do Ministério Público estadual, José Eduardo teria comparecido a um posto de identificação da Polícia Civil e tirou o documento em nome de Edward Wickfield.

Para tanto, segundo a Promotoria, o acusado apresentou um certificado falso de reservista do Exército, um documento que dizia ser ele servidor do Ministério Público do Trabalho, uma carteira de trabalho e um título de eleitor, todos com o mesmo nome falso.

Como na época, as bases de documentos não se comunicavam entre si e os papéis não eram armazenados em sistema eletrônico, era fácil, de acordo com a promotoria, uma falsificação.

"Por razões desconhecidas, José Eduardo Franco Reis criou a figura de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield como uma personalidade diversa, porém, sem abandonar a identidade real, permanecendo com documentação dupla" , escreveu o promotor Maurício Salvadori.

Em 1988, o acusado entrou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP). Lá foi contemporâneo de Alexandre de Moraes, futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que estava então no terceiro ano do curso. Em 1996, Wickfield foi aprovado no concurso para a magistratura paulista. Aposentou-se como titular da 35.ª Vara Cível de São Paulo, no Fórum João Mendes, em 2018.

Ao ser aprovado no concurso, ele concedeu entrevista para uma reportagem sobre os aprovados no exame. Contou que era nascido no Brasil, mas descendia de nobres ingleses. Afirmava ter morado até os 25 anos na Inglaterra, onde dizia ter estudado matemática e física.

O então futuro magistrado - ele ia trabalhar em Limeira, no interior do Estado - afirmava que, ao voltar a São Paulo, decidira estudar Direito na USP, embora seu avô tivesse sido juiz no Reino Unido. E garantia que "o precedente familiar" não o ajudou no concurso. "Conheço pessoas com um passado muito tradicional que não passaram."

Durante todo o tempo em que julgou milhares de processos nenhuma das partes sonhou que queixas e diferenças estavam sendo resolvidas por alguém que, anos depois, seria acusado de usar identidade falsa, de ter criado uma identidade falsa com a qual se tornou juiz.

"Observa-se que o denunciado, não somente criou uma persona distinta, passando a conduzir sua vida com esses propósitos. Ao revés, de forma flagrantemente ardilosa, por mais de quarenta anos enganou quase a totalidade das instituições públicas, traiu jurisdicionados e, sobretudo, manteve a real identidade operante com a qual também se identifica, potencializando os múltiplos falsos", afirma o promotor.

O Estadão procurou o Tribunal de Justiça de São Paulo. Por meio de sua assessoria. A presidência da Corte informou que "em relação ao juiz aposentado, considerando que há questão pendente de apreciação no âmbito jurisdicional, o Poder Judiciário não pode se pronunciar a respeito de efeitos de eventual condenação, que ainda não ocorreu".

O Tribunal também informou que "nos termos do artigo 36, inciso III, da Lei Orgânica da Magistratura (Lei n. 35/79), é vedado aos magistrados se manifestarem, por qualquer meio de comunicação, a respeito de processos pendentes de julgamento".

A nota do TJ informou que, "do mesmo modo, considerando que se trata de magistrado aposentado, não há, ao menos por ora, que se falar em atuação Administrativa do TJSP a respeito dos fatos".

Em janeiro deste ano, ele recebeu com seu nome supostamente falso dos cofres públicos R$ 155 mil - R$ 37,7 mil de remuneração e mais de R$ 120 mil em vantagens eventuais.

Agora, é alvo de denúncia criminal da promotoria, oferecida à 29.ª Vara Criminal da Capital, onde, conforme informou o TJ, "o processo citado tramita em segredo de justiça".

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

Em relação ao juiz aposentado, considerando que há questão pendente de apreciação no âmbito jurisdicional, o Poder Judiciário não pode se pronunciar a respeito de efeitos de eventual condenação, que ainda não ocorreu.

Nos termos do artigo 36, inciso III, da Lei Orgânica da Magistratura (Lei n. 35/79), é vedado aos magistrados se manifestarem, por qualquer meio de comunicação, a respeito de processos pendentes de julgamento.

Do mesmo modo, considerando que se trata de magistrado aposentado, não há, ao menos por ora, que se falar em atuação Administrativa do TJSP a respeito dos fatos.

Observe-se, por fim, que o processo citado tramita em segredo de justiça.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparecem à frente em uma possível disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, segundo o levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 3. Os dois lideram os principais cenários da corrida com ampla vantagem sobre os outros possíveis candidatos.

Na pesquisa estimulada, Cleitinho lidera com 39,7% das intenções de voto no primeiro cenário. O senador é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, 19,3%, e pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) com 14,6%. Na sequência estão o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 3,8%, o vice-governador de Minas Mateus Simões (Novo), com 3%, e o deputado estadual Tadeuzinho (MDB), também com 3%. Votos em branco e nulo somam 11,8%, e 4,8% não souberam responder.

Já segundo cenário testado, Nikolas Ferreira assume a dianteira com 39,4%, enquanto Kalil aparece com 20% e Pacheco com 15,2%. Reginaldo Lopes, Tadeuzinho e Mateus Simões aparecem com 3,6%, 2,8% e 2,7% nesse cenário. Bancos e nulos são 11,7% e 4,6% não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes, o atual governador Romeu Zema (Novo), que está no segundo mandato e não poderá disputar a reeleição, lidera com 8,5%. Cleitinho tem 1,8% e Nikolas, 1,4%. A maioria (79,9%) não soube responder. Brancos e nulos somam 5,7%.

Zema é cotado para disputar a Presidência da República no próximo ano. Uma ala do Novo defende que o governador mineiro seja o vice em uma chapa com outro candidato da direita.

O levantamento também mostra que Nikolas e Cleitinho têm melhor desempenho entre os eleitores de 25 a 44 anos e entre os homens. Nikolas, por exemplo, alcança 47% das intenções de voto entre quem tem ensino médio completo e 46,2% entre jovens de 16 a 24 anos. Já Cleitinho se destaca na faixa de 25 a 34 anos, com 44,5% dos votos, e também entre os que têm ensino médio (43,3%).

A pesquisa também questionou os eleitores mineiros sobre a disputa para o Senado Federal. Na pesquisa espontânea, Cleitinho lidera com 3% das intenções de voto, seguido de Romeu Zema, 2,5%, e Nikolas Ferreira, 2,1%. Outros nomes, como Rodrigo Pacheco, o deputado federal Eros Biondini e o ex-deputado Marcelo Aro também foram citados, mas não alcançaram 1%. Não souberam responder são 84,6%, enquanto brancos e nulos somam 6,2%.

Na pesquisa estimulada, Romeu Zema lidera as intenções de voto para o senado com 52,7%, seguido de Rodrigo Pacheco, 24,3%, do senador Carlos Viana (Podemos), com 18,9%, e do deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB). Os eleitores puderam escolher dois nomes para o cargo.

A gestão de Zema também foi avaliada na pesquisa. O governo tem aprovação de 64,6% e reprovação de 31,6%. Outros 3,8% não souberam opinar. Ao avaliar o desempenho, 48,4% classificam a gestão como ótima ou boa, 28,4% como regular e 22,2% como ruim ou péssima.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de março, com 1.660 eleitores em 70 municípios mineiros. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.