Presidente de sinagoga nos EUA é encontrada morta a facadas próximo de casa

Internacional
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Uma mulher identificada como Samantha Woll foi encontrada esfaqueada do lado de fora de sua casa na cidade de Detroit, nos Estados Unidos, neste sábado, 21, segundo informações das autoridades locais.

De acordo com a polícia, uma unidade foi acionada após uma mulher ser encontrada sem vida nesta manhã, em uma rua a leste do centro da cidade. A localização era próxima ao endereço da casa de Samantha, declarada morta no local.

A vítima tinha múltiplas perfurações a faca, dizia o comunicado, e os policiais observaram um rastro de sangue que levava até a casa da vítima, onde acredita-se que o ataque tenha ocorrido. O motivo do homicídio permanece desconhecido.

Samantha, de 40 anos, liderava a Sinagoga Downtown Isaac Agree desde 2022, era ex-auxiliar da deputada federal democrata Elissa Slotkin e integrante da equipe de campanha da procuradora-geral Dana Nessel. Ela também trabalhou como gerente de campanha da senadora Stephanie Chang.

O prefeito de Detroit, Mike Duggan, disse em um comunicado no X, antigo Twitter, que a vítima era uma das "grandes jovens líderes" da cidade e lembrou de um momento entre eles, ocorrido há algumas semanas, quando comemoraram a renovação da Sinagoga Downtown. "A perda de Sam deixou um grande vazio na comunidade de Detroit", afirmou Duggan. "Toda a cidade se une à sua família e amigos para lamentar sua morte trágica."

Nas redes sociais da sinagoga em que a vítima liderava, os fiéis afirmaram estar chocados com a morte de Samantha. Ainda nas redes, a democrata Elissa Slotkin afirmou que Samantha "dedicou sua curta vida à construção do entendimento entre as religiões, trazendo luz diante das trevas".

"Meu coração dói por termos perdido alguém tão dedicada a servir aos outros em um ato tão sem sentido. Sentirei falta de seu desejo incansável de servir e de seu sorriso brilhante em toda a área de Detroit", disse a congressista. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que 44% dos eleitores brasileiros têm medo do retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, 41% dizem ter receio de uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2026.

Outros 6% disseram que têm medo dos dois cenários e 4% afirmam que não possuem receio de nenhuma hipótese. Outros 5% não souberam ou não responderam.

A Genial/Quaest fez entrevistas presenciais com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

O levantamento do instituto também mostrou que Lula lidera cenários de segundo turno contra todos os potenciais candidatos da direita para a eleição de 2026.

Se voltarem a se enfrentar, como no segundo turno da eleição de 2022, Lula tem 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 40%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, os dois estão empatados no limite da margem de erro. Outros 3% estão indecisos e 13% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, ou se ausentar do pleito.

Os que se declaram "lulistas" são 19%, enquanto 12% se enquadram como "bolsonaristas". Outros 12% disseram ser de esquerda, mas não lulistas, e 21% afirmaram que se identificam com a direita, mas sem serem bolsonaristas. Segundo a pesquisa, 30% dos brasileiros se identificam como "antipetistas".

A Câmara Municipal de São José do Rio Preto (SP) aprovou um projeto de lei nesta quarta-feira, 2, que obriga os alunos a rezarem o Pai-Nosso nas escolas públicas e privadas do município. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, vereador Luciano Julião (PL), e prevê que a oração ocorra ao menos uma vez por semana durante o ano letivo. O texto foi aprovado por 18 votos a 4.

A proposta foi encaminhada para a sanção do prefeito Coronel Fábio Cândido (PL). Em sua conta no Instagram, o chefe do Executivo compartilhou uma publicação que afirma que o projeto de lei terá sua aprovação. A reportagem procurou a prefeitura e aguarda resposta.

O parlamentar afirmou que a proposta tem como objetivo "promover valores fundamentais que são essenciais para a formação moral e ética dos estudantes". De acordo com o texto, cada escola poderá definir o dia e horário da prática, respeitando sua rotina interna. O vereador justificou o projeto afirmando que a oração "direciona crianças e jovens no caminho do bem e dos ensinamentos de Deus".

A participação, no entanto, não será obrigatória: estudantes que não quiserem participar poderão ser dispensados, mediante apresentação de declaração assinada pelos responsáveis no início do ano letivo.

"A prática da oração pode contribuir para o desenvolvimento espiritual dos alunos, promovendo momentos de reflexão e introspecção" além de promover "integração de alunos e professores, ressaltando a importância da amizade, respeito, solidariedade e união", escreveu o vereador.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira, 2, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A defesa confirmou que ele está na Argentina e que formalizou um pedido de refúgio no país. O STF deve pedir sua extradição.

Léo Índio é réu por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele teve os passaportes cancelados no processo como medida cautelar para impedir uma possível fuga, mas o documento não é necessário para cruzar fronteiras entre países do Mercosul.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor da prisão. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou em parecer enviado ao STF, que "ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal".

"A transgressão de tal medida por Leonardo Rodrigues de Jesus, além de injustificada, é causa hábil a autorizar o estabelecimento de sua custódia preventiva", defendeu Gonet.

Leo Índio responde por cinco crimes:

- associação criminosa armada;

- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

- golpe de Estado;

- dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;

- deterioração de patrimônio tombado.

Na semana passada, o STF negou um recurso da defesa de Léo Índio e manteve a decisão que recebeu a denúncia contra ele e o tornou réu por participação nos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes.