Austríaco sequestrado pelo Taleban é libertado após nove meses de cativeiro

Internacional
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Um cidadão austríaco radical de direita, que viajou ao Afeganistão em 2023 para provar que se trata de um país seguro e que era possível mandar refugiados de volta para lá, foi libertado neste domingo, 25, após passar nove meses detido no país. Herbert Fritz, de 84 anos, é um ex-professor e militante neonazista. Tentando provar que o Afeganistão é seguro, ele viajou para lá e publicou um artigo intitulado Férias com os taleban, no qual pretendia legitimar a expulsão de refugiados afegãos da Áustria. Ele acabou detido pouco depois pelo grupo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um recurso nesta sexta-feira, 4, contra a decisão da 17ª Vara Federal de Brasília que condenou o governo federal a pagar uma indenização ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por danos morais após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusá-los de sumir com os móveis do Palácio do Planalto.

A AGU alegou que as declarações do petista ocorreram "no contexto do exercício de sua função constitucional e com o objetivo de resguardar o patrimônio público". O órgão afirmou ainda que "por se tratar de uso, conservação e posse de bens públicos, faz-se necessária toda publicidade a inconsistências eventualmente verificadas".

As declarações de Lula e da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, foram feitas no início de 2023, logo após a posse. À época, o casal alegou que o Palácio da Alvorada estava em mau estado de conservação e que diversos objetos teriam desaparecido após a saída de Bolsonaro e Michelle.

Dez meses depois, os 261 itens inicialmente dados como ausentes foram localizados dentro da própria residência oficial. Antes da descoberta, o casal presidencial comprou peças de luxo, justificando a aquisição pela ausência dos objetos

No recurso, a AGU alegou que "foi relatado, simplesmente, o mau estado de conservação de móveis e do ambiente, além da não localização de inúmeros itens, fato constatado pela equipe inventariante ainda sob a gestão do governo anterior".

A AGU também sustentou que "em nenhum momento, a ação proposta apontou, concretamente, uma fala do atual presidente da República por meio da qual ele imputaria diretamente aos autores qualquer conduta criminosa".

Em viagem à Aldeia Piaraçu no Parque do Xingu, no Mato Grosso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi cobrado nesta sexta-feira, 4, pelo cacique Raoni Metuktire sobre apontar um sucessor que continue o "trabalho de proteger os povos indígenas".

No encontro, a liderança indígena destacou que convidou Lula três vezes antes para que ele fosse visitar o território, na Bacia do Rio Xingu, e disse não querer "entrar em contradição" com o presidente.

"Quero pedir ao senhor para pensar no seu sucessor, que tem que ser o próximo presidente da República, para continuar seu trabalho de proteger os povos indígenas e o nosso território", disse em discurso traduzido por um intérprete.

Raoni também advertiu Lula sobre a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, deixando claro que é contra a atividade. "Estou sabendo que lá na foz do rio Amazonas, o senhor está pensando no petróleo debaixo do mar. Penso que não. Essas coisas, na forma que estão, garantem que a gente tenha o meio ambiente e a terra com menos poluição e aquecimento."

No encontro, o presidente concedeu a Ordem Nacional do Mérito no grau Grã-Cruz ao líder indígena, "em razão dos relevantes serviços prestados em defesa dos direitos dos povos indígenas, da Floresta Amazônica e do meio ambiente", segundo consta de decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Lula disse que o dia era de homenagem, mas também de "escuta para encaminhamento das soluções". "Sabemos que há muito a ser feito, mas nossas políticas convergem no sentido de assegurar integralmente os direitos indígenas", afirmou.

O cacique fez parte do grupo de pessoas que subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente na posse do terceiro mandato dele na Presidência.

Lula foi ao território indígena acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e dos ministros Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária; Marina Silva, do Meio Ambiente; Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário; e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas. Segundo o Planalto, a ideia é a comitiva ouvir as demandas locais sobre a ampliação de programas para os povos indígenas do Xingu.

Em evento em que anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e mandou recados indiretos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda que sem citá-lo.

No discurso que encerrou o evento, Ronaldo Caiado afirmou que o governo tem atitude de gente "incompetente e que não gosta de trabalhar", ao repassar aos Estados as responsabilidades pelos problemas. "Lula, você não dá conta de governar", afirmou. Em outra crítica ao governo federal, ele afirmou que a ministra Gleisi Hoffmann foi escolhida para uma tarefa que "reconhecidamente", ela não conseguiria desempenhar: "A única coisa que ela não sabe é articular. É um elefante na casa de louça", criticou.

Ele também deu recados que o diferenciam do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora sem citar o político do PL. "(Vou exercer) a Presidência da República na sua plena prerrogativa de presidente, com a liturgia de presidente da República, sabendo conviver com os demais Poderes, mas cada um dentro do seu limite e cada um sabendo que os Poderes são autônomos, mas os Poderes têm que ser harmônicos e que não cabe enfrentamento de Poderes na hora que nós queremos construir a paz em nosso país", disse ele.

Antes, afirmou que é "desencabrestado". "Não sou candidato de bolso de colete, nem candidato de barra de saia de ninguém não. Eu sou candidato e eu vou pro povo. Eu vou debater. Quando ninguém tinha coragem de defender direito de propriedade era o Caiado lutando com 36 anos de idade nesse Brasil", disse.

Bolsonaro tem desautorizado o lançamento de outros nomes da direita, afirmando que é o candidato do campo para 2026, mesmo estando inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante seu mandato no Palácio do Planalto, viveu fortes enfrentamentos com o Legislativo e, especialmente, com o Judiciário, que acusa até hoje de ter tido papel preponderante para sua derrota em 2022. Atualmente, é réu sob a acusação de tramar um golpe de Estado ao não aceitar o resultado da disputa eleitoral.