Barrada, Corina lança homônima como candidata na Venezuela

Internacional
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A líder opositora venezuelana María Corina Machado anunciou nesta sexta-feira, 22, que uma homônima, Corina Yoris, filósofa e professora universitária, será a candidata de sua coalizão na eleição presidencial de 28 de julho, contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

O nome de Yoris foi proposto pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), uma vez que María Corina está impedida de concorrer até 2036. "É uma pessoa da minha total confiança, honrada, que vai cumprir esse trâmite com o apoio e a confiança de todos", afirmou María Corina, que prometeu continuar lutando para manter seus diretos políticos. Ela apareceu em pesquisas de intenção de voto à frente de Maduro.

Na quinta-feira, 21, María Corina denunciou que as organizações Um Novo Tempo (UNT) e Mesa da Unidade (MUD), também de oposição ao chavismo, não estavam tendo acesso ao sistema do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), razão pela qual não estavam conseguido registrar candidaturas.

Na rede social X, a ex-deputada afirmou que MUD e UNT eram as "únicas duas legendas" habilitadas pelo CNE para nomear candidatos, um processo que seguirá até segunda-feira, 25. Ontem, os nomes do ex-deputado Luis Eduardo Martínez e do ex-prefeito Daniel Ceballos foram apresentados.

Repressão

María Corina foi eleita nas primárias de outubro com mais de 90% dos votos como a candidata presidencial do bloco antichavista. Mas, em janeiro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo governo, retificou que a ex-deputada teve seus direitos políticos cassados.

María Corina foi acusada pela ditadura de envolvimento em um plano para desestabilizar as eleições e incentivar protestos em massa. Ela se diz vítima de perseguição política. O cerco é rejeitado pela oposição e criticado por vários países e organizações internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a oposição venezuelana no início do mês, ao sugerir que ela parasse de reclamar e apoiasse outra pessoa - como ele fez com Fernando Haddad, em 2018. "Em vez de ficar chorando, indiquei um outro candidato e disputou as eleições", disse Lula.

María Corina reagiu. "Eu chorando, presidente Lula?", escreveu a opositora em suas redes sociais. "A única verdade é que Maduro tem medo de me enfrentar, porque sabe que o povo venezuelano está hoje na rua comigo."

Maduro confirmou que buscará a segunda reeleição consecutiva, para um terceiro mandato de seis anos. Ele assumiu o poder em 2013, após a morte de seu padrinho político, Hugo Chávez.

Por enquanto, Maduro é o único candidato com presença garantida nas eleições. Ele foi proclamado, no dia 16, como o nome escolhido pelo governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Prisões

Ontem, Chile, Peru, Canadá, Argentina, Uruguai e representantes da ONU manifestaram preocupação após a prisão de dois dos principais colaboradores de María Corina. Henry Alviárez e Dignora Hernández foram detidos na quarta-feira, acusados de tentar "desestabilizar a Venezuela. No total, sete colaboradores de María Corina já foram presos. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do papa Francisco, morto nesta segunda-feira, 21, e o chamou de representante "do acolhimento, da paz e da esperança" na Igreja Católica. Lula também chamou Francisco de "o mais brasileiro dos argentinos" ao lembrar da paixão dele pelo futebol. O bispo de Roma era torcedor ilustre do San Lorenzo de Almagro, clube de Buenos Aires.

"Embora o dia de hoje seja de muita tristeza, vamos nos lembrar para sempre da alegria do papa Francisco. Do sorriso que iluminava a tudo e a todos, o entusiasmo pela vida, o bom humor, o otimismo e a paixão pelo futebol, qualidade que fazia dele o mais brasileiro dos argentinos", afirmou.

Lula também afirmou que, durante o papado de Francisco, iniciado em 2013, o bispo de Roma teve uma atenção maior com os excluídos. O petista também destacou os alertas feitos por ele sobre a crise climática, as ameaças de destruição do planeta e as recentes guerras.

"Francisco foi o papa de todos, mas principalmente o dos excluídos, os dos mais pobres, dos injustiçados, dos imigrantes, dos que não tem voz, das vítimas da fome e do abandono", afirmou Lula.

Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, devem ir ao Vaticano acompanhar o velório do pontífice. Em testamento, Francisco pediu para ser sepultado na Igreja de Santa Maria Maggiore, em Roma. A comitiva presidencial deve ser definida nesta terça-feira, 22, e a data da viagem depende dos protocolos do Vaticano.

Horas depois do Vaticano anunciar a morte de Francisco - que tinha 88 anos - o governo federal emitiu uma nota de pesar. Lula disse que o bispo de Roma foi uma "voz de respeito e acolhimento ao próximo".

"O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos", disse Lula, que também decretou luto oficial no País de sete dias como homenagem ao pontífice.

O Vaticano divulgou que Francisco morreu na madrugada desta segunda devido a um acidente vascular cerebral (AVC) e um colapso cardiocirculatório. O novo papa deve ser definido nos próximos dias após um conclave - eleição interna entre os cardeais da Santa Sé.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, vão viajar a Roma para participar do velório do Papa Francisco.

A data da viagem ainda não foi definida, pois, segundo informações de interlocutores de Lula no Palácio do Planalto, depende do protocolo do Vaticano.

Lula deve fechar a comitiva que vai participar do evento nesta terça-feira, 22. Mais cedo, o presidente disse que Francisco foi uma "voz de respeito e acolhimento ao próximo".

"O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos", disse Lula, que decretou um luto oficial no País de sete dias como homenagem ao pontífice.

A nota do governo brasileiro elogiou a "simplicidade, coragem e empatia" de Francisco. Lula relembrou no comunicado que ele e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foram recebidos com "muito carinho" nas vezes em que se encontraram com o religioso.

O Papa Francisco, cujo nome de batismo é Jorge Mario Bergoglio, morreu na madrugada desta segunda-feira, 21. Ele ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos.

O ex-presidente José Sarney está curado da covid-19 e liberado para participar de atividades pela equipe médica dele. O ex-presidente, diagnosticado com a doença na semana passada, vai completar 95 anos na próxima quinta-feira, 24.

Segundo o boletim médico divulgado pela assessoria do ex-presidente, Sarney teve uma boa evolução clínica e um exame realizado nesta quinta-feira, 21, atestou que ele não está mais com coronavírus.

"O ex-presidente José Sarney, diagnosticado com covid-19, apresenta evolução clínica favorável, com melhora importante de seu quadro geral. O exame para detecção do vírus SARS-CoV-2, realizado hoje, apresentou resultado negativo, reforçando a tendência de recuperação. Seguimos acompanhando de perto sua evolução e o liberamos para suas atividades", afirmou a equipe de Sarney.

Sarney foi diagnosticado com covid-19 na última quarta-feira, 16, e teve que cancelar agendas. Nesta segunda, ele participaria de uma cerimônia em Minas Gerais para lembrar os 40 anos da morte do presidente eleito Tancredo Neves, que morreu em 1985, antes de tomar posse do Executivo brasileiro.

Na semana passada, Sarney apresentou sintomas de resfriado e cansaço. Segundo os assessores do ex-presidente, ele também tossia e apresentava coriza.

"O ex-presidente está clinicamente estável, os exames estão dentro da normalidade, não foi necessário interná-lo, ele foi medicado e recomendado repouso por sete dias", dizia o boletim médico divulgado pela cardiologista Núbia Welerson Vieira na última quarta.