Chanceler de Israel sobe o tom e afirma que Israel irá atacar o Irã diretamente se atacado

Internacional
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O chanceler de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira, 10, na rede social X (antigo Twitter) que se o Irã atacar diretamente o território israelense, Tel-Aviv iria responder com um ataque ao território iraniano. A ameaça, feita em um post em hebraico e em farsi, faz parte de uma escalada nas tensões entre os dois países após um bombardeio aéreo atribuído a Israel atingir a embaixada do Irã na Síria no dia 1º de abril. O ataque deixou sete mortos, incluindo um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã.

 

O governo iraniano afirmou repetidas vezes desde então que iria vingar o ataque em sua embaixada. Oficiais norte-americanos e israelenses estão em alerta. Teerã chegou a afirmar nos últimos dias que poderia atacar uma embaixada israelense.

 

Em um discurso nesta quarta-feira durante uma celebração do Eid al-Fitr, o feriado que encerra o mês sagrado do Ramadã, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ressaltou que quando o suposto ataque israelense atingiu uma embaixada iraniana, o território do país persa foi atacado.

 

"O regime maligno cometeu um erro e deveria ser punido e será punido", acrescentou, segundo a IRNA, a agência de notícias estatal do Irã.

 

Israel não assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque em Damasco, mas várias autoridades israelenses confirmaram o seu envolvimento ao The New York Times.

 

Os analistas alertaram que, embora ambos os lados queiram provavelmente evitar uma guerra aberta, qualquer erro de cálculo poderá levar a uma escalada regional mais ampla.

Israel tem enfrentado o grupo terrorista Hamas, que é apoiado pelo Irã, na guerra que completou seis meses no domingo, 7.

 

Tel-Aviv também troca escaramuças com a milícia radical xiita Hezbollah no norte de Israel. O grupo também tem uma relação próxima com Teerã.

 

Nos últimos anos Israel tem atacado infraestrutura iraniana na Síria para reduzir a capacidade do Irã de transportar armamentos por terra e ar para mais perto das fronteiras israelenses.

 

Biden critica Netanyahu

 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a maneira que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, está conduzindo a guerra era errada e pediu para que Israel concorde com um cessar-fogo.

 

"O que ele está fazendo é um erro. Não concordo com a abordagem dele", disse Biden à emissora Univision. O democrata também afirmou que Israel deve permitir a entrada de mais ajuda humanitária no enclave palestino.

 

A guerra começou no dia 7 de outubro do ano passado, quando terroristas do Hamas invadiram o território israelense, mataram 1,2 mil pessoas e sequestraram 240.

 

Israel respondeu com uma ofensiva na Faixa de Gaza, que conta com bombardeios aéreos e invasão terrestre.

 

Segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas, 33 mil palestinos morreram no enclave desde o inicio da guerra. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do papa Francisco, morto nesta segunda-feira, 21, e o chamou de representante "do acolhimento, da paz e da esperança" na Igreja Católica. Lula também chamou Francisco de "o mais brasileiro dos argentinos" ao lembrar da paixão dele pelo futebol. O bispo de Roma era torcedor ilustre do San Lorenzo de Almagro, clube de Buenos Aires.

"Embora o dia de hoje seja de muita tristeza, vamos nos lembrar para sempre da alegria do papa Francisco. Do sorriso que iluminava a tudo e a todos, o entusiasmo pela vida, o bom humor, o otimismo e a paixão pelo futebol, qualidade que fazia dele o mais brasileiro dos argentinos", afirmou.

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"Francisco foi o papa de todos, mas principalmente o dos excluídos, os dos mais pobres, dos injustiçados, dos imigrantes, dos que não tem voz, das vítimas da fome e do abandono", afirmou Lula.

Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, devem ir ao Vaticano acompanhar o velório do pontífice. Em testamento, Francisco pediu para ser sepultado na Igreja de Santa Maria Maggiore, em Roma. A comitiva presidencial deve ser definida nesta terça-feira, 22, e a data da viagem depende dos protocolos do Vaticano.

Horas depois do Vaticano anunciar a morte de Francisco - que tinha 88 anos - o governo federal emitiu uma nota de pesar. Lula disse que o bispo de Roma foi uma "voz de respeito e acolhimento ao próximo".

"O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos", disse Lula, que também decretou luto oficial no País de sete dias como homenagem ao pontífice.

O Vaticano divulgou que Francisco morreu na madrugada desta segunda devido a um acidente vascular cerebral (AVC) e um colapso cardiocirculatório. O novo papa deve ser definido nos próximos dias após um conclave - eleição interna entre os cardeais da Santa Sé.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, vão viajar a Roma para participar do velório do Papa Francisco.

A data da viagem ainda não foi definida, pois, segundo informações de interlocutores de Lula no Palácio do Planalto, depende do protocolo do Vaticano.

Lula deve fechar a comitiva que vai participar do evento nesta terça-feira, 22. Mais cedo, o presidente disse que Francisco foi uma "voz de respeito e acolhimento ao próximo".

"O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos", disse Lula, que decretou um luto oficial no País de sete dias como homenagem ao pontífice.

A nota do governo brasileiro elogiou a "simplicidade, coragem e empatia" de Francisco. Lula relembrou no comunicado que ele e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foram recebidos com "muito carinho" nas vezes em que se encontraram com o religioso.

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O ex-presidente José Sarney está curado da covid-19 e liberado para participar de atividades pela equipe médica dele. O ex-presidente, diagnosticado com a doença na semana passada, vai completar 95 anos na próxima quinta-feira, 24.

Segundo o boletim médico divulgado pela assessoria do ex-presidente, Sarney teve uma boa evolução clínica e um exame realizado nesta quinta-feira, 21, atestou que ele não está mais com coronavírus.

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Sarney foi diagnosticado com covid-19 na última quarta-feira, 16, e teve que cancelar agendas. Nesta segunda, ele participaria de uma cerimônia em Minas Gerais para lembrar os 40 anos da morte do presidente eleito Tancredo Neves, que morreu em 1985, antes de tomar posse do Executivo brasileiro.

Na semana passada, Sarney apresentou sintomas de resfriado e cansaço. Segundo os assessores do ex-presidente, ele também tossia e apresentava coriza.

"O ex-presidente está clinicamente estável, os exames estão dentro da normalidade, não foi necessário interná-lo, ele foi medicado e recomendado repouso por sete dias", dizia o boletim médico divulgado pela cardiologista Núbia Welerson Vieira na última quarta.