Israel enviará missão ao Cairo para negociar trégua com Hamas, diz Netanyahu

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Israel enviará uma delegação ao Cairo para novas negociações com mediadores sobre uma proposta de acordo com o Hamas para um cessar-fogo e libertação de reféns, disse o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta quinta-feira, 11.

Israel promoveu nova ofensiva no norte, sul e centro de Gaza nos últimos dias, matando dezenas de palestinos. Isto poderia ter como objetivo aumentar a pressão para que o grupo terrorista Hamas negocie um cessar-fogo.

Os palestinos voltaram a ver cenas de destruição no distrito de Shijaiyah, na cidade de Gaza, depois que as tropas israelenses se retiraram após uma ofensiva de duas semanas no local. Funcionários da defesa civil afirmaram que até agora encontraram os corpos de 60 pessoas nos escombros.

As tropas israelenses iniciaram a guerra em Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro, no qual membros do grupo invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas - a maioria civis - e sequestraram cerca de 250. Desde então, as ofensivas terrestres e os bombardeios israelenses mataram mais de 38.300 pessoas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território, que não faz distinção entre combatentes e civis na sua contagem.

A maior parte dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza está amontoada em acampamentos miseráveis no centro e no sul do território. As restrições israelenses, os combates e o desrespeito à lei e à ordem limitaram os esforços de ajuda humanitária, causando fome generalizada. O principal tribunal das Nações Unidas ordenou que Israel tome medidas para proteger os palestinos enquanto examina as acusações de genocídio contra os líderes israelenses. Israel nega a acusação.

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Na cerimônia sobre as entregas da gestão nos últimos dois anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o País está no rumo certo, mas que ainda "há muito a ser feito" e que o governo precisa da "ajuda de todos para enfrentar o ódio e a mentira".

"O Brasil era uma casa em ruínas, uma terra arrasada. Em apenas dois anos de muito trabalho nós arrumamos a casa", disse Lula. Para o presidente, o Brasil voltou a sonhar, com condições para deixar de ser o "o eterno país do futuro".

Para o restante do mandato, Lula disse que há uma série de novas ações do governo. Prometeu maior alcance da classe média ao Minha Casa, Minha Vida. Ainda, ações na segurança pública.

"Sabemos do enorme desafio que temos pela frente. Mas sabemos também da extraordinária capacidade e força de trabalho do povo brasileiro", afirmou o presidente ao fim do discurso.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), negou que a cerimônia "O Brasil dando a volta por cima" tenha sido motivada por um objetivo eleitoral. As declarações ocorreram nesta quinta-feira, 3, após o evento que celebrou os dois anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Eu rebato isso (que houve tom eleitoral na solenidade). Não é eleitoral, é de divulgação das realizações do governo. Qualquer governo tem que divulgar o que está acontecendo", disse o parlamentar.

Lindbergh prosseguiu: "Aqui, claramente, está tendo um problema, porque tem muita coisa que está acontecendo e não existe associação ao governo federal."

Na ocasião, o petista mencionou o programa Farmácia Popular, que, segundo ele, representa "uma mudança muito grande" por conta do crescimento de oferta de remédios gratuitos. "E as pessoas não vinculam (o programa ao governo)", disse o deputado.

Ele continuou: "É normal que todo governo, prefeito, governador, faça campanha falando das suas realizações. Claro que é algo que nos incomoda, porque a gente sabe que está tendo muita entrega, a renda do povo está aumentando, o desemprego está em baixa, 24 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, mas tem um problema de percepção."

O parlamentar disse ainda que a divulgação das ações do governo é algo "natural, é legal e é legítimo".

Ele acrescentou: "A nossa sensação é que, de fato, com tudo o que a gente está entregando e fazendo, está tendo um descolamento com a percepção popular."

Na solenidade em Brasília, Lula fez um breve discurso na presença de autoridades. A cerimônia exaltou programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, o Pé-de-Meia e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de iniciativas como a valorização do salário mínimo e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Houve ainda exibição de vídeos e entrevistas com beneficiários dessas iniciativas.

Em cerimônia sobre as entregas dos últimos dois anos de gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 3, que o Brasil teve governos com "ampla maioria" no Congresso Nacional que, segundo ele, não conseguiram aprovar a quantidade de projetos que sua gestão obteve aval no Parlamento.

"Quero agradecer os deputados e senadores que tanto no Senado quanto na Câmara são responsáveis por apoiar possivelmente a maior quantidade de projetos aprovados por um governo em apenas dois anos. Brasil já teve presidentes com ampla maioria no Congresso que não conseguiram aprovar a quantidade de coisas que conseguimos aprovar", disse Lula, que agradeceu também ao seu time de ministros pelas entregas.

"Muito obrigado à sociedade brasileira por acreditar que esse país será definitivamente uma nação rica, próspera e uma nação em que homens e mulheres e crianças conquistarão definitivamente o direito de andar de cabeça erguida para que a gente possa voltar a sorrir nesse país", concluiu o presidente.