China investiga se óleo de cozinha foi transportado em caminhões de combustível

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O governo da China disse na última quarta-feira, 9, que vai investigar as denúncias de que óleo de cozinha estaria sendo transportado em caminhões-tanque usados para carregar combustíveis, sem passar por um processo de higienização adequado. O caso veio à tona após reportagem do jornal chinês Beijing News.

 

De acordo o jornal estatal, os veículos foram encontrados transportando óleo de cozinha e xarope, sem a descontaminação correta. Um motorista disse para o periódico chinês que a prática se tornou um "segredo aberto" na indústria.

 

O governo chinês afirmou que os oficiais de segurança alimentar irão investigar as denúncias. "O departamento responsável vai realizar reuniões especiais para estudar e criar uma equipe de investigação conjunta a fim de investigar minuciosamente questões relacionadas ao transporte de óleo", declarou o governo, em nota. "As empresas ilegais e os responsáveis serão severamente punidos de acordo com a lei". O governo ainda prometeu publicar imediatamente qualquer descoberta de sua investigação.

 

Na China, os caminhões-tanque não são limitados a nenhum tipo específico de mercadorias, por isso podem, em teoria, transportar produtos alimentares logo após o transporte de óleos à base de carvão, diz a BBC.

 

As denúncias envolvem várias grandes empresas chinesas, como uma subsidiária da estatal Sinograin e o Hopefull Grain and Oil Group.

 

A Sinograin disse que está investigando se as regulamentações de segurança alimentar estão sendo seguidas corretamente. De acordo com a empresa, os caminhões encontrados em violação das regras serão suspensos.

 

Um representante da Hopefull Grain disse ao jornal controlado pelo governo, Global Times, que está realizando uma "auto-inspeção completa".

 

O caso é o mais recente golpe na credibilidade da capacidade do governo chinês de aplicar normas de segurança alimentar, destaca a BBC. Muitos internautas chineses utilizaram as redes sociais para comparar a situação com o escândalo do leite Sanlu, em 2008, no qual seis crianças morreram e cerca de 300 mil adoeceram após beber leite em pó contaminado com altos níveis de melamina.

 

"Isso é muito pior do que o escândalo Sanlu, não pode ser resolvido apenas com uma declaração", comentou um usuário do Weibo, espécie de X (ex-Twitter) chinês.

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta quinta-feira, 3, que a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está relacionada à alta da inflação provocada por mudanças climáticas e pela valorização do dólar. Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, 2, a desaprovação ao governo chegou a 56% em março.

"Em relação às pesquisas, primeiro nós estamos no meio do mandato. Segundo, nós tivemos dois fatos que impactam a inflação, especialmente de alimentos: um é o clima, nós tivemos no segundo semestre uma seca brutal e calor infernal, então cai a safra e, caindo a safra, o preço sobe. De outro lado o dólar. O dólar chegou a R$ 6,20, isso impacta os custos de produção", disse Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, do Blog do Magno.

A aprovação da gestão caiu de 47% para 41% no mesmo levantamento. Para Alckmin, o governo precisa melhorar a comunicação e divulgar mais as políticas públicas em andamento. Na tentativa de reverter o desgaste, o governo lançou nesta quinta-feira, 3, a campanha publicitária "Brasil Dando a Volta por Cima", que teve tom de campanha política e serviu para apresentar um balanço dos últimos dois anos da gestão petista frente ao Palácio do Planalto.

Após o evento, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, disse que os ministros são responsáveis pela queda na popularidade da gestão.

Alckmin também afirmou ser "natural" que Lula dispute a reeleição em 2026. "Lula tem experiência, tem liderança, é o único brasileiro que foi três vezes presidente da República. Eu diria hoje que Lula é favorito". Questionado se voltaria a ser vice em uma possível chapa, o pessebista desconversou. "Vice, você é convidado. Eu fui convidado na eleição anterior e fiquei muito honrado", disse.

A deputada estadual Lohanna França (PV-MG) protocolou nesta quinta-feira, 3, uma denúncia no Ministério Público Eleitoral contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por suposta propaganda eleitoral antecipada. O chefe do Executivo mineiro publicou um vídeo com uma canção em defesa da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro.

Na peça, produzida com o uso de inteligência artificial, Zema aparece subindo a rampa do Congresso Nacional ao som de uma canção com tom religioso. O vídeo, que tem sido tratado como um "hino gospel", reforça a defesa do perdão aos golpistas dias antes da manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para domingo, 6, na Avenida Paulista. Zema foi convidado pelo próprio Bolsonaro a comparecer e será um dos governadores a discursar no evento.

A deputada afirma que o vídeo transmite "subliminarmente, a ideia de que já está em campanha para a eleição presidencial de 2026", destacando o trecho final em que Zema aparece subindo a rampa no Congresso Nacional "como se ele fosse um presidenciável".

Zema é cotado como possível pré-candidato à Presidência caso Bolsonaro, atualmente inelegível, não possa disputar. Uma ala do partido Novo defende que o governador integre uma chapa como vice de outro nome da direita.

"Tá na hora da gente escolher que Brasil vai prevalecer. Se é o país onde o justo é punido ou onde o povo é protegido. Se é um país onde bandido é solto e o rival vai preso, com medo do voto. Se é o Brasil do mal ou do bem. O que separa ou que vem", diz a letra da canção publicada por Zema.

"O que o Zema está tentando fazer, é atrair para si a base eleitoral à direita mais radical que o bolsonarismo tem. Por isso que o nosso mandato vai fazer mais uma denúncia ao Ministério Público porque se isso não for uma definição de campanha antecipada, eu sinceramente não sei mais o que é", afirmou a deputada em um vídeo publicado nas suas redes sociais.

Lohanna criticou ainda a produção do vídeo por parte do governador argumentando que o Estado enfrenta outros problemas como o endividamento, e que Zema não deveria estar gastando o tempo dele com a defesa ao projeto de anistia.

"A pergunta que não quer calar é a seguinte, essa anistia que o Zema tá defendendo, vale só pros golpistas do 8 de janeiro? Ou será que ela vale também para o povo aqui em Minas Gerais, que tá preso provisoriamente, aguardando julgamento? Pra falar de um negócio mais leve, será que vale pra quem tá devendo algum imposto, alguma taxa do estado, tá com a corda no pescoço, o governo vai anistiar?", questionou.

A deputada ainda ressalta que o vídeo, produzido aparentemente com inteligência artificial, não traz qualquer aviso sobre o uso da tecnologia, o que contraria normas recentes da Justiça Eleitoral sobre transparência na utilização da ferramenta.

Andressa Urach anunciou nesta quinta-feira, 3, que pretende se candidatar a deputada federal por São Paulo nas próximas eleições. Em vídeo publicado nas redes sociais, a influenciadora e atriz de conteúdos adultos pediu aos seguidores sugestões de partidos e afirmou não querer siglas "nem de direita, nem de esquerda".

"Aos meus seguidores e às pessoas que gostam de mim e concordam com as coisas que eu acredito, gostaria que vocês me indicassem quais os partidos que vocês acham que eu devo fazer parte, porque eu vou ter reuniões com outros partidos", disse em publicação no Instagram.

Segundo Andressa, suas ideias se aproximam de legendas de centro ou centro-esquerda. Ela também pediu que os seguidores levassem em conta partidos nos quais acreditam que ela "consiga trabalhar" e que "não tenham corrupção". "Não dá pra botar a mão em fogo por todos os partidos", acrescentou.

Nos comentários, a maioria dos seguidores indicaram que Andressa se filiasse ao Partido dos Trabalhadores (PT) ou ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Outras siglas como o Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) também foram mencionadas.