O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), negou que a cerimônia "O Brasil dando a volta por cima" tenha sido motivada por um objetivo eleitoral. As declarações ocorreram nesta quinta-feira, 3, após o evento que celebrou os dois anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Eu rebato isso (que houve tom eleitoral na solenidade). Não é eleitoral, é de divulgação das realizações do governo. Qualquer governo tem que divulgar o que está acontecendo", disse o parlamentar.
Lindbergh prosseguiu: "Aqui, claramente, está tendo um problema, porque tem muita coisa que está acontecendo e não existe associação ao governo federal."
Na ocasião, o petista mencionou o programa Farmácia Popular, que, segundo ele, representa "uma mudança muito grande" por conta do crescimento de oferta de remédios gratuitos. "E as pessoas não vinculam (o programa ao governo)", disse o deputado.
Ele continuou: "É normal que todo governo, prefeito, governador, faça campanha falando das suas realizações. Claro que é algo que nos incomoda, porque a gente sabe que está tendo muita entrega, a renda do povo está aumentando, o desemprego está em baixa, 24 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, mas tem um problema de percepção."
O parlamentar disse ainda que a divulgação das ações do governo é algo "natural, é legal e é legítimo".
Ele acrescentou: "A nossa sensação é que, de fato, com tudo o que a gente está entregando e fazendo, está tendo um descolamento com a percepção popular."
Na solenidade em Brasília, Lula fez um breve discurso na presença de autoridades. A cerimônia exaltou programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, o Pé-de-Meia e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de iniciativas como a valorização do salário mínimo e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Houve ainda exibição de vídeos e entrevistas com beneficiários dessas iniciativas.