Lula recebe José Múcio após acompanhamento médico em São Paulo

Política
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na manhã desta terça-feira, 17, a visita do ministro da Defesa, José Múcio, na sua residência em Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. José Múcio chegou ao local às 9h e a expectativa é que fale com a imprensa após visitar Lula. Antes do ministro, o presidente recebeu a médica Ana Helena Germoglio. Lula, em recuperação dos procedimentos realizados no Sírio Libanês em razão de uma hemorragia intracraniana, ficou em São Paulo para ter acompanhamento médico após receber alta hospitalar no domingo, dia 15.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o tarifaço do seu governo na manhã deste sábado, 5. Trump negou que a China tenha sido atingida "mais duramente" que os EUA.

"Eles, e muitas outras nações, nos trataram de forma insustentável. Fomos o 'poste de chicote' idiota e indefeso, mas não mais. Estamos trazendo de volta empregos e negócios como nunca antes", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social.

O presidente americano afirmou que o país já recebeu mais de US$ 5 trilhões em investimentos. "AGUARDEM RESISTENTES, não será fácil, mas o resultado final será histórico", afirmou.

A manifestação de Trump ocorre em meio à entrada em vigor das tarifas globais de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos neste sábado. A medida atinge mais de 180 países. A tarifa geral mínima de 10% passa a valer neste sábado, enquanto as tarifas individualizadas entrarão em vigor na próxima quarta-feira, 9.

A tarifa de 10% será aplicada também às nações que o presidente Trump selecionou para sobretaxas mais elevadas por meio da sua medida tarifária recíproca, caso da União Europeia e da China.

Na sexta-feira, 4, a China anunciou uma série de ações retaliatórias aos Estados Unidos. As medidas incluem tarifa recíproca de 34% sobre os produtos americanos importados, controles de exportação a sete categorias de itens relacionados a terras raras e a inclusão de 11 empresas dos EUA à "lista de entidades não confiáveis". O governo chinês também registrou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos Estados Unidos.

Os republicanos do Senado americano aprovaram na madrugada deste sábado, 5, sua estrutura para cortes de gastos e novas isenções fiscais de trilhões de dólares, superando a oposição democrata. O presidente Donald Trump chama o pacote de "grande e belo projeto de lei", o qual é central para sua agenda. Foram 51 votos a favor contra 48 contrários

O projeto estabelece uma nova estrutura fiscal para as reduções de impostos de Trump e novos gastos propostos para segurança e as forças armadas. A aprovação abre caminho para que os republicanos, nos próximos meses, tentem forçar um projeto de lei de redução de impostos em ambas as câmaras do Congresso, apesar das objeções dos democratas, assim como fizeram no primeiro mandato de Trump com controle unificado do partido em Washington.

Houve pelo menos 24 emendas ao pacote republicano. Apenas uma emenda para proteger o Medicare e o Medicaid, programas de seguro de saúde financiados pelo governo americano, foi aprovada.

Os democratas acusam os republicanos de preparar o terreno para cortar programas de rede de segurança essenciais para ajudar a pagar mais de US$ 5 trilhões em cortes de impostos que, segundo eles, beneficiam desproporcionalmente os mais ricos.

Os republicanos classificaram o projeto como prevenção de um aumento de impostos para a maioria das famílias americanas, argumentando que, a menos que os cortes de impostos individuais e patrimoniais aprovados pelos republicanos em 2017 expirarão ao fim deste ano.

O pacote do Senado abrange outras prioridades dos republicanos, incluindo US$ 175 bilhões para reforçar o esforço de deportação em massa de Trump e outros US$ 175 bilhões para o Pentágono fortalecer as forças armadas. A nova estrutura fiscal agora segue para análise da Câmara, onde o presidente Mike Johnson, pode levá-la à votação na próxima semana.

Os republicanos da Câmara já aprovaram sua versão, com US$ 4,5 trilhões em isenções fiscais ao longo de dez anos e cerca de US$ 2 trilhões em cortes orçamentários apontados para mudanças no Medicaid, cupons de alimentação e outros programas.

Uma nova estimativa do Comitê Conjunto de Tributação projeta que as isenções fiscais somarão US$ 5,5 trilhões na próxima década, incluindo juros, e US$ 4,6 trilhões sem incluir juros. Além disso, os senadores incluíram US$ 1,5 trilhão adicionais que permitiriam algumas das promessas de campanha de Trump, como nenhum imposto sobre gorjetas, benefícios da Previdência Social e horas extras, aumentando o custo geral para US$ 7 trilhões.

Um ataque com míssil russo ontem na região central da Ucrânia deixou pelo menos 18 mortos, incluindo nove crianças, segundo o governador regional Serhii Lysak. Mais 61 pessoas ficaram feridas no ataque na cidade de Kryvyi Rih, conforme o governo local. Do total, quarenta permanecem hospitalizadas, incluindo duas crianças em situação crítica e 17 em estado grave. "Nunca haverá perdão para isso", disse Oleksandr Vilkul, chefe do conselho de defesa da cidade.

Kryvyi Rih é a cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. "O míssil atingiu uma área bem ao lado de prédios residenciais - atingindo um playground e ruas comuns", escreveu Zelenskyy no Telegram.

Autoridades locais disseram que o ataque danificou cerca de 20 prédios residenciais, mais de 30 veículos, uma escola e um restaurante.

O Ministério da Defesa russo afirmou na sexta-feira que havia realizado um ataque de míssil de alta precisão com uma ogiva altamente explosiva em um restaurante onde uma reunião com comandantes de unidade e instrutores ocidentais estava ocorrendo.

Os militares russos alegaram que o ataque matou 85 militares e oficiais estrangeiros e destruiu 20 veículos. O Estado-Maior Ucraniano rejeitou as alegações.

Um ataque posterior de drone em Kryvyi Rih matou uma mulher e feriu outras sete pessoas.

Zelensky culpou os ataques diários pela relutância da Rússia em acabar com a guerra: "Cada míssil, cada ataque de drone prova que a Rússia quer apenas guerra", disse, pedindo aos aliados da Ucrânia que aumentem a pressão sobre Moscou e reforcem as defesas aéreas da Ucrânia. "Os Estados Unidos, a Europa e o resto do mundo têm poder suficiente para fazer a Rússia abandonar o terror e a guerra", defendeu Zelensky.

As forças russas lançaram 92 drones sobre a Ucrânia durante a madrugada deste sábado, com 51 abatidos pelas defesas aéreas, segundo a força aérea ucraniana informou nas redes sociais neste sábado. Outros 31 drones também não conseguiram atingir seus alvos.