Lula encaminha ao Senado 17 indicações para agências reguladoras

Política
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado 17 indicações para cargos de direção em agências reguladoras. O conjunto de nomes foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 16. Todos os nomes deverão passar por sabatina com os senadores.

Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a vacância das cadeiras em agências reguladoras provocou disputas internas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entre senadores da base de apoio ao governo no Congresso.

O presidente confirmou a indicação de Artur Watt Neto para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Como revelou o Broadcast, a indicação do atual consultor jurídico da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) para a posição foi encabeçada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

Já Pietro Sampaio Mendes - atual secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia que estava cotado para assumir a chefia do órgão - também foi indicado para compor a diretoria da ANP.

O presidente também trocou as indicações para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para diretor-presidente, retirou a indicação do atual substituto, Tiago Sousa Pereira, para indicar o diretor da Infraero Tiago Chagas Faierstein ao cargo de chefe do órgão. Lula também retirou a indicação de Mariana Olivieri Caixeta Altoé à Anac para enviar o nome de Rui Chagas Mesquita.

No cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Lula indicou o atual diretor do órgão Guilherme Theo Rodrigues Da Rocha Sampaio. Como mostrou o Broadcast Político, ele foi apontado ao presidente pelo Ministro dos Transportes, Renan Filho, com o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o presidente encaminhou o nome do Leandro Pinheiro Safatle - que estava no Ministério da Saúde - para o cargo de diretor-presidente. Para a diretoria do órgão, Lula também indicou Daniela Marreco Cerqueira e Diogo Penha Soares.

Para diretor-geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Lula escolheu o atual chefe da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Wadih Nemer Damous Filho.

Para a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Planalto indicou três nomes: Larissa De Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva. Para a Agência Nacional de Mineração (ANM), foi indicado José Fernando De Mendonça Gomes Júnior.

Para a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Lula indicou Alessandro Facure Neves De Salles Soares para o cargo de diretor-presidente, além de Lorena Pozzo e Ailton Fernando Dias para assentos no colegiado. E para a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o presidente indicou Patricia Barcelos.

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o silêncio sobre o fato de que a Rússia mata crianças com mísseis balísticos é errado e perigoso. "Isso só encoraja a escória em Moscou a continuar a guerra e continuar ignorando a diplomacia", disse o líder ucraniano em postagem no X neste sábado, 5.

"Este ataque é um dos capítulos mais sombrios para Kryvyi Rih", afirmou o líder ucraniano.

Um ataque com míssil russo na sexta-feira na região central da Ucrânia deixou pelo menos 18 mortos, incluindo nove crianças, segundo o governador regional Serhii Lysak.

"A fraqueza nunca acabou com uma guerra. É por isso que sou grato a todos os países cujos representantes se manifestaram - líderes, ministros das Relações Exteriores, embaixadas", disse.

Opositores do presidente Donald Trump e do bilionário Elon Musk se reuniram nos Estados Unidos neste sábado, 5, para protestar contra as ações do governo em relação à redução de pessoal, à economia, aos direitos humanos e outras questões.

Mais de 1.200 manifestações "Hands Off!" foram planejadas por mais de 150 grupos, incluindo organizações de direitos civis, sindicatos, defensores LGBTQ+, veteranos e ativistas eleitorais.

Os locais de protesto incluíram o National Mall, em Washington, DC, capitais estaduais e outros locais em todos os 50 Estados.

Os manifestantes atacaram as medidas do governo Trump como as demissões de milhares de funcionários federais, fechamentos de escritórios de campo da Administração da Previdência Social e agências inteiras, deportações de imigrantes, reduções das proteções para pessoas transgênero e cortes no financiamento federal para programas de saúde .

Musk, um conselheiro de Trump que é dono da Tesla, SpaceX e da plataforma de mídia social X, desempenhou um papel fundamental na redução do tamanho do governo como chefe do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês). Ele diz que está economizando bilhões de dólares para os contribuintes.

Kelley Robinson, presidente do grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Campaign, discursou no protesto em Washington, criticando o tratamento dado pelo governo Trump à comunidade LGBTQ+. "Os ataques que estamos vendo não são apenas políticos. Eles são pessoais, pessoal", disse.

Milhares de pessoas marcharam no centro de Manhattan, em Nova York. Em Massachusetts, outros manifestantes se reuniram no Boston Common segurando cartazes incluindo "Tirem as mãos da nossa democracia", "Tirem as mãos da nossa Previdência Social" e "Diversidade, igualdade, inclusão torna a América forte. Tirem as mãos!"

Centenas de pessoas também se manifestaram em Palm Beach Gardens, Flórida, a algumas milhas do campo de golfe de Trump em Jupiter, onde ele passou a manhã no Senior Club Championship do clube.

Questionada sobre os protestos, a Casa Branca disse em uma declaração que "a posição do presidente Trump é clara: ele sempre protegerá a Previdência Social, o Medicare e o Medicaid para beneficiários qualificados". "Enquanto isso, a posição dos democratas é dar benefícios da Previdência Social, Medicaid e Medicare para estrangeiros ilegais, o que levará esses programas à falência e esmagará os idosos americanos." Fonte: Associated Press

Manifestantes voltaram às ruas em toda a Espanha neste sábado, 5, irritados com os altos custos de moradia, diante da ausência de alívio no curto prazo. Milhares marcharam na capital, Madri, em Barcelona e em mais outras 30 cidades em uma manifestação organizada por ativistas de moradia e apoiada pelos principais sindicatos da Espanha.

A crise imobiliária atingiu particularmente a Espanha, onde há uma forte tradição de propriedade e escassa oferta habitual de imóveis públicos para alugar.

Os aluguéis foram impulsionados pelo aumento da demanda. Comprar uma casa se tornou inacessível para muitos, com as pressões do mercado e a especulação elevando os preços, especialmente em grandes cidades e regiões costeiras.

Uma geração de jovens diz que precisa permanecer na casa dos pais ou gastar muito apenas para dividir um apartamento, com pouca chance de economizar o suficiente para a compra de uma casa. Os altos custos de moradia significam que mesmo aqueles com empregos, tradicionalmente, bem pagos lutam para sobreviver.

A maior iniciativa do governo central para conter o custo da moradia é um mecanismo de teto de aluguel oferecido às autoridades regionais, com base em um índice de preços estabelecido pelo Ministério da Habitação.

Mas tais medidas não foram suficientes para impedir os protestos nos últimos dois anos. Especialistas dizem que a situação, provavelmente, não vai melhorar tão cedo.

"Este não é o primeiro, nem será o último, (protesto habitacional) dada a gravidade da crise habitacional", disse Ignasi Martí, professor da escola de negócios Esade e chefe do Observatório de Moradia Digna, em um e-mail.

"Vimos isso com a crise financeira (de 2008-2012) quando (um movimento de protesto) durou até que houvesse uma certa recuperação econômica e uma redução na tensão social", acrescentou Marti. Fonte: Associated Press