Após convite, Bolsonaro e ministros participam da Operação Formosa

Política
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, e uma comitiva de ministros participam na manhã desta segunda-feira da Operação Formosa, um treinamento militar que ocorre anualmente na cidade goiana de mesmo nome. O convite para o evento foi entregue ao chefe do Planalto após um desfile de blindados na Praça dos Três Poderes na última terça-feira, dia 10. O ato foi lido como uma pressão sobre o Congresso Nacional para aprovar a adoção do voto impresso, gerando forte crítica da oposição e até mesmo de setores da base governista. A proposta do governo foi votada no mesmo dia do desfile militar e acabou derrotada no Parlamento.

Apesar da participação do presidente no evento estar prevista desde a entrega do convite, a sua ida a Formosa não consta da agenda oficial desta segunda-feira.

Durante a Operação, organizada pelas Forças Armadas, Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, chegaram a dar um tiro de artilharia.

Os dois não usavam máscaras de proteção contra a covid-19.

Também estão presentes no evento o ministro da Defesa, Walter Braga Netto; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; da Saúde, Marcelo Queiroga; e do Turismo, Gilson Machado.

Ainda marcam presença os comandantes das três forças: Almir Garnier Santos, da Marinha, Paulo Sérgio, do Exército, e Carlos de Almeida Baptista Junior, da Aeronáutica.

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Quatro dos cinco partidos eleitos para o parlamento da Groenlândia no início deste mês concordaram em formar uma coalizão que terá 23 dos 31 assentos na legislatura. O acordo deve ser assinado nesta sexta-feira, 28, informou o jornal Sermitsiaq, citando Jens-Frederik Nielsen, líder do Demokraatit, o maior partido no parlamento.

O acordo ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica seus esforços para obter o controle da Groenlândia "de uma forma ou de outra". O vice-presidente americano, J.D. Vance, visita hoje a Base Espacial Pituffik no país, que apoia as operações de vigilância e defesa antimísseis.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, disse nesta sexta-feira, 28, em visita a uma base norte-americana na Groenlândia, que é melhor para o país estar sob a segurança dos EUA do que da Dinamarca. Afirmou também que o território ártico é fundamental para a proteção norte-americana.

"Se mísseis forem disparados contra os EUA, serão os membros do serviço militar daqui que notificarão o fato", afirmou Vance na base de Pituffik, que apoia operações de vigilância e defesa antimísseis.

Segundo ele, Rússia e China têm demonstrado interesse cada vez maior na região e chineses têm pressionado economicamente a Groenlândia.

O vice-presidente dos EUA declarou que não há planos imediatos de expandir força militar na Groenlândia e que o país que ser independente. "Acreditamos que os groenlandeses escolherão se tornar independentes da Dinamarca e, então, teremos conversas. Força nunca será necessária."

"Donald Trump leva a sério o Ártico e a segurança que ele proporciona", acrescentou o consultor de segurança nacional dos EUA, Mike Waltz, que também estava presente.

Sobe a guerra da Ucrânia, Vance afirmou que o acordo de cessar-fogo no Mar Negro está quase finalizado.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs nesta sexta-feira, 28, colocar a Ucrânia sob governança externa "patrocinada" pela Organização das Nações Unidas (ONU), como parte dos esforços para chegar a um acordo pacífico, em discurso para uma tripulação russa em submarino nuclear. O líder russo disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não tem legitimidade para assinar o cessar-fogo e alegou que qualquer acordo assinado com o atual governo ucraniano pode ser contestado por seus sucessores.

"Sob os auspícios das Nações Unidas, com os Estados Unidos, até mesmo com países europeus e, claro, com nossos parceiros e amigos, poderíamos discutir a possibilidade de introdução de governança temporária na Ucrânia", afirmou Putin, acrescentando que essa é apenas "uma das opções" e que permitiria ao país "realizar eleições democráticas e começar negociações com eles sobre um tratado de paz".

Em publicação no X, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, sugeriu uma "contraproposta: governança temporária da ONU na Rússia". Fonte: Associated Press.