Dirigente do PT diz que Cappelli era 'militante antipetista' e 'anti-Lula' e defende presidente

Política
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Integrante da Executiva nacional do PT, Camila Moreno defendeu a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não escolher o ex-secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, para suceder Flávio Dino (PSB-MA) e comandar a pasta.

A dirigente partidária elogiou o trabalho feito por Cappelli, mas disse que há menos de cinco anos ele era um "militante antipetista e anti-Lula inveterado" e que o cargo de ministro da Justiça exige confiança. O escolhido pelo presidente para ocupar o posto foi o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Cappelli foi procurado pelo Estadão, mas não havia se posicionado até a publicação desta matéria. Como mostrou a Coluna do Estadão, ele tem um convite de Eduardo Paes (PSD-RJ) para se tornar secretário de Ordem Pública da Prefeitura do Rio de Janeiro.

"Cappelli apagou suas postagens desrespeitosas c/ o PT e Lula, mas se vocês derem um Google dedicado, vão encontrar em outras fontes. Lula não é rancoroso, tanto que ele pôde ter um espaço de tanta visibilidade e poder", escreveu Camila em sua conta no X (antigo Twitter).

Lula deu autonomia a Lewandowski para montar sua equipe no Ministério da Justiça e, como revelado na coluna da Eliane Cantanhêde, pelo Estadão, Cappelli deixará o cargo. O secretário executivo tirou férias, mas anunciou que voltará ao trabalho até o fim do mês para ajudar na transição entre a gestão de Dino e a nova chefia.

O favorito para substituir Cappelli é o advogado Manoel Carlos de Almeida Neto. Ele fez parte da equipe de Lewandowski no STF e era o preferido do ex-ministro para substituí-lo no tribunal. Lula, porém, indicou seu advogado pessoal, Cristiano Zanin, para a Corte.

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Em nova publicação no X, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que bombardeios russos chegam a 1.355. "Já houve 67 ataques russos contra nossas posições em várias direções, com o maior número na direção de Pokrovsk. Houve um total de 1.355 casos de bombardeios russos, dos quais 713 envolveram armamento pesado", escreveu, citando relatório do comandante-chefe do exército do país, Oleksandr Syrskyi.

Zelensky também disse que a Ucrânia propõe cessar-fogo de 30 dias, com a possibilidade de prorrogação. "A Ucrânia propõe o fim de qualquer ataque com drones e mísseis de longo alcance contra a infraestrutura civil por um período de pelo menos 30 dias, com a possibilidade de prorrogação."

O presidente ucraniano também afirmou que, "se a Rússia não concordar com essa medida, isso será uma prova de que ela pretende continuar fazendo apenas coisas que destroem vidas humanas e prolongam a guerra", acrescentou na publicação.

Desde que o acordo de cessar-fogo durante o feriado de Páscoa foi proposto pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, no último sábado, 19, Zelensky afirma que os bombardeios continuam na Ucrânia, publicando em sua conta no X dados sobre os ataques.

O governo da Colômbia decretou emergência sanitária em todo o País por conta do aumento de casos de febre amarela no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o sábado, 19, foram confirmados 54 casos da doença e 22 mortes só neste ano.

Considerando números também de 2024, já são 77 registros da doença dos quais 35 morreram.

Os casos se distribuem entre os departamentos de Tolima, que é o mais afetado, além de Huila, Cauca, Nariño, Putumayo, Caldas, Meta, Vaupés, e Caquetá.

A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos e tem entre os sintomas febre alta, de início súbito, dor de cabeça intensa e duradoura, falta de apetite, náuseas e dor no corpo, segundo o Ministério da Saúde brasileiro.

Nas formas graves, pode levar a insuficiência hepática e renal com agravamento da icterícia - coloração amarelada na parte branca dos olhos, além de hemorragias.

O governo colombiano ampliou a campanha de vacinação no País, com foco em crianças a partir de nove meses de idade e adultos a partir de 59 anos.

A vacinação é gratuita e fornece imunidade a partir do décimo dia da aplicação em 95% dos vacinados.

Os Emirados Árabes Unidos pediram que Israel não tome medidas que possam agravar as tensões no Oriente Médio em declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do país neste domingo, 20. Na declaração, o ministério responsabiliza as autoridades israelenses pela interrupção do cessar-fogo na região e pediu que se abstenham de medidas que possam agravar as tensões. No comunicado, os Emirados Árabes Unidos também afirmam "rejeição categórica a todas as práticas que violem o direito internacional e ameacem levar a uma maior escalada" do conflito na região.

A declaração dos Emirados Árabes Unidos ocorre após ameaças de invasão e fechamento da mesquita de Al-Aqsa, localizada em Jerusalém e foco histórico de tensões entre judeus e muçulmanos. Na declaração, os Emirados Árabes Unidos afirmaram haver necessidade de "proteção total aos locais sagrados islâmicos e cristãos" e de impedir violações no complexo da mesquita.

"Os Emirados Árabes Unidos condenam nos termos mais fortes os apelos extremistas para bombardear a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha e cometer violações contra os cristãos em Jerusalém. Também condenam veementemente as violações de Israel contra os cristãos em Jerusalém durante o Sábado Santo, incluindo a negação de acesso às igrejas e agressões físicas, alertando sobre as sérias repercussões dessas práticas arbitrárias, que ameaçam aumentar ainda mais as tensões na região", disse o país na declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Por fim, os Emirados Árabes Unidos apelaram à comunidade internacional por esforços para alcançar uma paz abrangente com base em dois Estados. A manifestação ocorre também depois de novos ataques das forças israelenses no Líbano, com Israel intensificando as ações militares na região.

Os Emirados Árabes Unidos são um dos países que atuam como mediadores do conflito em Gaza.